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domingo, 8 de março de 2015

87 Grandes performances femininas no cinema

Hoje comemoramos o Dia Internacional da Mulher. E assim como em qualquer outro seguimento, elas também moldaram o mundo do cinema com personagens inesquecíveis, intérpretes talentosas e filmes marcantes. Então resolvi fazer uma lista com 87 representantes das telas que provam que quando dizem que a mulher é um sexo frágil, a mentira é realmente absurda! 

87 Leandra Leal (como Rosa de O lobo atrás da porta, 2013)


Filha de uma atriz, o caminho para o estrelato sempre esteve de portas abertas para esta brasileira que hoje é uma das melhores de sua geração. Figurinha fácil das novelas, é no cinema que se comprova a capacidade que tem de atuar inserindo uma miríade de emoções em uma amante desequilibrada que comete um crime brutal em nome de uma vingança. 

86 Juliette Binoche (como Hana de O paciente inglês, 1996)


Sendo da estirpe de atrizes respeitáveis, ela brilhou no drama romântico de maior sucesso daquele ano. Como uma enfermeira de coração generoso e jeito afável fez tantos fãs que faturou o Oscar de melhor atriz coadjuvante.

85 Helena Bonham Carter (como Marla Singer de Clube da luta, 1999)


Considerada uma das melhores e mais excêntricas atrizes do cinema, faz como ninguém papéis tão complicados quanto. E tudo isso começou como uma viciada com alto senso de crítica pessoal que envolve todos a seu redor. 

84 Elizabeth Mitchell (como Linda de Gia – Fama e destruição, 1998)


Para acompanhar a sensualidade pra lá de ousada imposta por Angelina Jolie no filme, a atriz surpreendeu vivendo uma maquiadora que se envolve com a modelo. Uma atuação segura esbanjando os mesmos atributos da protagonista. Uma química incontestável! 

83 Naomi Watts (como Maria de O Impossível)


Ela habitualmente costuma dar vida a personagens frágeis, mas neste thriller de ação, a força de sua interpretação como uma dona de casa acometida por uma tragédia que tenta unir sua família se deu como uma boa surpresa em sua carreira. 

82 Linda Blair (como Regan de O Exorcista, 1974)


Naquele que talvez seja seu personagem mais forte em toda a carreira, a garota viveu uma adolescente em crise com a mãe protagonizando cenas memoráveis num filme inesquecível pela suma qualidade. 

81 Maggie Gyllenhaal (como Jean de Coração louco, 2009) 


Mística em atuações convincentes, a atriz brilhou ao lado do protagonista vencedor do Oscar. Vivendo uma jornalista que tenta conciliar sua carreira com o dever da maternidade, não deixou que o filme fosse de uma estrela solitária.

80 Amy Adams (como Sidney Prosser de Trapaça, 2013)


Hoje é uma das mais ascendentes estrelas e melhores atrizes do cinema. Defendendo trabalhos consideráveis com muita competência e carisma caiu nas graças dos críticos em mais um grande trabalho concorrente ao Oscar na pele de uma moça que tenta em vão uma carreira honesta, e acaba caindo na tentação de se tornar uma falsária numa época difícil para todo o povo americano. 

79 Barbara Hershey (como Maria Madalena de A última tentação de Cristo, 1988)


Toda a polêmica em torno de questões religiosas podem até ter impedido o filme de Scorsese de decolar como devia, porém é inegável que o ótimo trabalho do diretor e dos atores, reescreveram a maior história de todos os tempos de forma mais humana e visceral. Palco para a atriz se entregar de corpo e espírito. 

78 Oprah Winfrey (como Sofia de A cor púrpura, 1985)


Woopi Goldberg pode ter sido o nome mais reluzente no letreiro, e sua personagem forte para conduzir esta obra emocionante de Spielberg, mas foi sua coadjuvante que ditou os momentos mais impactantes e memoráveis de todos o filme com boas doses de humor e sensiblidade.

77 Jennifer Lawrence (como Ree Dolly de Inverno da Alma, 2011) 


Que ela é uma das mais queridas e melhores atrizes de Hollywood é inegável, mas dentre tantos os bons papéis ao logo de sua curta carreira, o que mais chamou a atenção foi a crueza madura de interpretar uma garota de 17 anos que toma as rédeas da casa depois do desaparecimento do pai. 

76 Catherine Zeta-Jones (como Velma Kelly de Chicago, 2002)


O filme todo é um espetáculo do início ao fim e parte desse espetáculo se dá pela atuação dos atores, como a bela atriz interpretando com muita propriedade uma dançarina que comete um crime passional e vai parar na cadeia. A ascensão e queda de uma estrela ornamentou com muitas nuances seu excelente trabalho.

75 Elizabeth Taylor (como Maggie de Gata em teto de Zinco quente, 1958)


O filme pode ter tido o desprezo do autor da peça e nem o reconhecimento do grande público como uma obra inesquecível, mas não por conta da atriz que conferiu o que se esperava da personagem. Sensibilidade e sensualidade na medida correta. 

74 Gloria Stuart (Titanic, 1997)


O talento de Kate Winslet (a Rose mais nova) é incontestável hoje e se reafirmou na época do megassucesso de bilheteria. No entanto, a intérprete da protagonista mais velha, também merece menção com um trabalho impecável que emocionou todo o mundo. 

73 Jessica Chastain (como Celia Foote de The Help, 2011)


Assim como a atriz, o filme foi uma das grandes revelações no ano em que foi exibido. De uma sensibilidade incrível e sorriso marcante, esta ruiva dá uma veracidade incontestável a todos os papéis, mas o que mais chama a atenção é a versatilidade que conduziu esta forte personagem desse drama feminino. 

72 Elisabeth Shue (como Sera de Despedida em Las Vegas, 1995)


Garotas de programa ou “mulheres de vida fácil” sempre rendem bons papéis a boas atrizes. E mesmo que não esteja ainda neste patamar, ela mostrou que ao menos pode ter potencial quando se trata de interpretações fortes e cruas neste drama pra lá de melancólico.  

71 Emily Blunt (como A jovem Rainha Victoria, 2009)


Uma das melhores atrizes da geração, conferiu o charme e elegância na medida certa ao retratar a biografia de um dos grandes nomes da história em um tempo específico. O resultado foi uma obra de grande requinte apoiada essencialmente em seu ótimo trabalho. 

70 Sandra Bullock (como Ryan Stone de Gravidade, 2013)


Famosa por papéis em comédias românicas, ela já mostrou que também tem potencial dramático pra segurar um monólogo incessante de emoções no espaço nos brindando com uma das mais intrigantes e impressionantes interpretações dos últimos tempos.  

69 Saoirse Ronan (como Briony Talles de Desejo e reparação, 2007)


A adaptação do best seller de Ian McEwa não teria sido a mesma se não fosse pelo brilho reluzente de uma pequena estrela que conduziu sua fantástica personagem ao limite das emoções. Como a verdadeira protagonista de toda a trama, transitou entre o amor, o ódio, e à vingança de forma soberba. 

68 Francis McDormand (como Glory de Terra Fria, 2004)


Em um enredo moldado para mulheres talentosas se destacar, não deu outra. A força da personagem brilhantemente defendida veio a conferir ao filme o status de algo ao menos para se apreciar. É uma prova de que mesmo para interpretar alguém limitado fisicamente, é preciso ser talento para passar credibilidade.

67 Samantha Morton (como Sarah em Terra dos Sonhos, 2002)


Na pele de uma mãe com problemas depressivos que tenta mudar de vida ao lado de sua vida na chamada "terra das oportunidades", a atriz foi uma das gratas surpresas daquele ano. Posteriormente, ganhou outros papéis no cinema, mas nenhum que pudesse mostrar todo o êxtase de uma perfeita ambiguidade emocional. 

66 Abigail Breslin (como Olive de Pequena Miss Sunshine, 2007) 


Interpretações infantis por si só chamam a atenção do público afinal, o magnetismo que têm gera muita comoção. Ainda mais quando em questão é uma criança que tenta moldar seu caráter e prioridades ao desmistificar todo o padrão de beleza imposto pela sociedade exigente. Em uma atuação vibrante e radiante como o Sol, a pequena entrou na galeria de grandes do cinema. 

65 Cate Blanchet (como Sheba Hart de Notas sobre um escândalo, 2006)


Uma das melhores atrizes de todos os tempos tendo um desafio de viver uma professora mãe de família que se envolve sexualmente com um aluno e carrega consigo todos os sentimentos de amor, paixão, revolta e amargura. Uma miscelânea impressionante num show de interpretação! 

64 - 63 Geena Davis e Susan Sarandon (como Thelma e Louise, 1990)


Uma das dobradinhas mais famosas do cinema marcou uma época em que não se viam tantas mulheres à frente de seu tempo. Quando uma garçonete e sua amiga resolvem sair pelo mundo em busca de aventuras, desenha-se interpretações fabulosas mistificando o modelo de independência feminina.

62 Liza Minelli (como Sally Bowles de Cabaret, 1972)


Uma mulher de personalidade forte que usa conhecidos artifícios para tentar equilibrar a balança do Amor em meio ao nascimento de um dos mais nefastos movimentos da história. De acordo com o gênero, a atuação da atriz foi um verdadeiro show! 

61 Tilda Swinton (como Eva Katchadourian de Precisamos falar sobre o Kevin, 2009) 


A forte carga dramática imposta à personagem nesta brilhante obra poderia ser um fracasso se não fosse uma atriz tão talentosa para reger o projeto. Sendo assim, tudo acabou correndo para bem, marcando seu nome na galeria de uma das mais memoráveis da história como a mãe rotulada e ferida que tenta refazer sua vida após descobrir que o filho protagonizou um ato hediondo no Bairro. 

60 Karen Balkin (como Mary Tilford de Infamia, 1961)


Em uma obra adulta protagonizada por duas grandes estrelas, acabou brilhando uma pequena carregando para si os holofotes de começar uma trama inesquecível como a menina mimada que com uma intriga, arrasa a vida de duas mulheres. É até hoje considerada uma das maiores vilãs do cinema. 

59 Michelle Williams (como Marilyn Monroe de Sete dias com Marilyn, 2011)


Encarnar um mito em sua mais pura essência não é papel para qualquer uma não. Por isso a identificação imediata com a atriz, estrela e mulher se deu facilmente diante de seu grande trabalho.

58 Mo’ Nique (como Mary de Preciosa, 2010)


Viver um papel de mãe na missão de estruturar seus filhos já é muito difícil na vida real e na ficção não foi muito diferente. Ainda mais quando se tratou de uma comediante fazer um personagem tão denso que chega a ser repugnante. Mérito para a atuação premiada com o Oscar como uma mulher infeliz que transfere toda sua infelicidade para a filha.

57 Piper Laurie (como Margaret White de Carrie – A Estranha, 1976)


A grande vilã na vida da estranha mais famosa do cinema, é nada mais nada menos que sua própria progenitora. Tanto sucesso provém de uma fabulosa interpretação que mescla ódio e compaixão raramente é visto. 

56 Lupita NYong’O (como Patsey de 12 Anos de Escravidão, 2013)


Se dependesse da atuação nonsense do protagonista do filme vencedor do Oscar, ele nem passaria na lista de indicados. Mas ainda bem que o diretor também escalou a jovem atriz que cativou e emocionou todo o público e crítica, como deve ser vivendo uma escrava que com muita coragem enfrenta todas as adversidades numa atuação bem melhor e mais visceral.

55 Penélope Cruz (como Maria Helena de Vicky Cristina Barcelona,2008)


Em mais um sucesso de Woody Allen, a bela encarnou com toda a sensualidade e talento um dos melhores papéis de sua carreira. Destemida e ousada, não deu chances para as outras estrelas do filme. Um luxo!

54 Juliette Lewis (como Faith Justin de Estranhos Prazeres, 1995)


Embora o filme seja de difícil compreensão, e sendo assim de múltiplas interpretações, uma coisa todos entenderam. A liberdade em todos os sentidos que a talentosa atriz carregou em sua enigmática personagem, uma cantora que exalou a sensualidade característica de sua intérprete.  

53 Judy Garland (como Esther Blodgett de Nasce uma estrela, 1954)


A estrela que brilhou em O Mágico de Oz brilha novamente em um drama adulto e atemporal vivendo uma moça sonhadora que tem que conciliar o estrelato meteórico á vida conjugal. 

52 Renée Zellweger (como Ruby de Cold Mountain, 2003)


Esta garota corajosa e cheia de nuances cômicas e dramáticas em um épico de Guerra, certamente é o melhor papel da atriz no cinema. Uma versatilidade que impressionou a muitos, incluindo os críticos da Academia, que lhe deu o Oscar. 

51 Angelina Jolie (como Lisa Rowe de Garota interrompida, 1999)


O papel no filme que seria para Wynona Ryder brilhar, casou-se perfeitamente para a estrela, que na época ainda colhia algumas consequências de uma vida mais “pública”. A sociopata carismática de uma Instituição para moças nos anos 60 arrebatou o público e a crítica com o jeito que só Angelina poderia fazer. 

50 Jean Hagen (como Lina Lamont de Cantando na chuva, 1952)


Uma atriz ambiciosa que faz de tudo para ascender na carreira, mesmo que tenha uma voz estridente e insuportável e nem um pingo de talento. Estamos falando de mais um nome do estelar musical, o melhor de Hollywood. É preciso talento para fazer aquela vilã, e ela teve de sobra, transformando o que seria trágico em comédia numa deliciosa interpretação. 

49 Felicity Huffman (como Bree de Transamérica, 2005)


Um ator se travestindo de mulher não é novidade no cinema, mas quando se trata de uma atriz, a história é bem diferente. E tão marcante quanto uma ótima atuação que ultrapassou figurinos e maquiagens. 

48 Donna Reed (como Alma Burke de A um passo da eternidade, 1953)


Quando se fala neste filme imediatamente vem à cabeça o famoso beijo entre Burt Lancaster e Deborah Kerr, a estrela do filme. Mas ambos sucumbiram em questões de interpretação aos coadjuvantes. Entre eles, a intérprete de uma moça sonhadora que buscou o que queria até o fim. Se grandes emoções afloraram na obra, certamente se deve a sua ótima atuação. 

47 - 46 Vivien Leigh e Hattie McDaniel 
(como Scarlett O’Hara e Mammy de E o vento levou..., 1939)


Só mesmo uma interpretação histórica vencedora do Oscar para se igualar ao mito da protagonista do filme de Victor Fleming. A dobradinha de estrelas permitiu que seus nomes ficassem na história juntamente com o filme. A relação intrigante existente entre figuras femininas daquela época abriu espaço para excelentes nuances de interpretação.

45 Chloe Sevigny (como Lana Tisdale de Meninos não choram, 1999)


A excentricidade da estrela canadense caiu como uma luva para ela neste surpreendente sucesso de Kimberlly Pierce. De personalidade forte e extremamente sexy, usou todo seu talento para dar vida literalmente a uma traumática personagem de vida real.

44 Anne Hathaway (como Fantine de Os Miseráveis, 2013)


Ela teve um desafio de provar que vai muito além de uma princesa da Disney. Assim que vestiu todas as emoções da famosa e mais emblemática personagem desse clássico, superou com muita garra e talento este desafio!

43 Julia Roberts (como Erin Brockovich, 2000)


Depois de uma linda mulher, estava na hora da atriz de sorriso esfuziante provar que poderia ser uma mulher de talento. A grande chance veio como uma mulher desglamourizada e batalhadora o suficiente para enfrentar uma poderosa corporação.

42 Audrey Hepburn (Bonequinha de luxo, 1961)


Reza a lenda que a adaptação cinematográfica de Truman Capote teria sofrido uma drástica mudança, passando sua Personagem de prostituta para garota de programas, ou seja, algo mais leve. Mas ainda assim nada tirou o brilho intenso de uma interpretação tão natural e convincente de uma das maiores estrelas do cinema em todos os tempos

41 - 40 - 39 - 38 Marie Louise-Parker,  Mary Stuart Masterson, Kate Bates e Jessica Tandy 
(como Ruth Jaminson, Idgie Threadgoode, Evelyn Couch e Ninny Threadgoode de Tomates verdes e fritos, 1991)


Lançado a mais de duas décadas, o filme é reverenciado até hoje como uma das mais fortes histórias femininas de todos os tempos. Para reafirmar este status, nada melhor que um quarteto de grandes atrizes em atuações formidáveis.

37 Márcia Gay Harden (como Celeste Boyle de Sobre meninos e Lobos, 2003)


Brilhar em um filme onde a maioria dos protagonistas são masculinos não é uma tarefa fácil para qualquer atriz. Na pele de uma esposa retraída que vê seu casamento desmoronar por conta de um terrível segredo de seu marido, ela arrebatou todos os elementos de uma ótima atuação. 

36 Viola Davis (como Mrs. Miller de Dúvida, 2009)


Foram poucos minutos de destaque no filme, mas o suficiente para mostrar o enorme talento da atriz como uma mãe capaz de fazer de tudo para ver seu filho feliz, mesmo que seja em deferimento de uma grande escândalo.

35 Jodie Foster (como Clarice Starling de O silencio dos Inocentes, 1991)


Ficar frente a frente com um dos mais renomados atores do cinema em seu melhor personagem, colocou a talentosa atriz e sua mítica personagem na lista de mulheres que não se deixam ficar em segundo plano.

34 Rita Moreno (como Anita de Amor Sublime Amor, 1961)


Em uma atuação notável como uma dançarina sonhadora e de grande coração ela mesclou sentimentos como alegria e frustração, a atriz escreveu seu nome na história como uma das grandes estrelas de um dos grandes musicais do cinema. 
  
33 Charlize Therón (como Aileen Wourns de Monster - Desejo assassino, 2004)


A bela sul africana precisou se transformar fisicamente para dar vida a uma serial killer. Assim, soube captar estrondosamente o lado humano - compaixão e lealdade; e o lado monstruoso dos atos com os que cometia os assassinatos  

32 Carey Muligan (como Jenny Millar de Educação, 2009)


O dilema da essência da vida na fase adolescente deu a jovem e talentosa atriz os elementos necessários para moldar uma personagem tão cativante quanto instigante. Certamente um dos belos exemplos da força independente de uma mulher. Um acerto de grandes proporções!

31 - 30 Judi Dench e Kate Winslet (como Iris Murdoch de Íris, 2001)


Nunca houve na história do cinema duas interpretações tão seguras e igualmente marcantes. Na pele da famosa escritora em tempos distintos, ambas deram um show, por isso é difícil apontar quem esteve melhor. 

29 Rosamund Pike (Garota Exemplar, 2014)


A forma com que conduz todas estas características da garota exemplar, revela a força do poder feminino. Inteligente, manipuladora, fria e calculista, bem ao estilo das femme fatales. Realmente impressionante como se dá sua transformação até pelo aspecto físico. De uma mulher amável a uma megera de primeira, a beleza física vai se esvaindo nesta miscelânea de sentimentos

28 Natalie Portman (como Alice Ayres / Jane Jones de Closer, 2004)


Este é o tipo de papel que deixa qualquer atriz extasiada. Uma mulher misteriosa, de personalidade indecifrável, e ainda podendo brincar com o libido humano, mostrando além disso uma versatilidade louvável entre o romance e o drama. 

27 Bette Davis (como Judith Traherne de Vitória Amarga, 1939)


Conhecida por papéis marcantes na terra das vilanias, ela provou que pode ser versátil neste drama tenso e melancólico. Só mesmo uma atriz de grandes recursos para passar ao público o processo de amadurecimento de uma moça rica e mimada que descobre ter uma doença incurável. 

26 - 25 - 24 - 23 Liv Ullmann, Harriet Andersson, Kari Sylwan e Ingrid Thulin 
(como Maria, Agnes, Ana e Karin de Gritos e Sussurros, 1972)


Para mulheres reprimidas de todas as formas, o fantástico drama psicológico de Ingmar Bergman coloca este excepcional elenco em contato com tudo que se mostra frágil na alma feminina de diferentes aspectos. Uma obra-prima de fantásticas atuações! 

22 Hillary Swank (como Maggie Fitzgerald de Menina de Ouro, 2004)


Depois de levar para casa seu primeiro Oscar era hora de provar que não tinha sido por mero acaso. Assim como sua personagem uma boxeadora que nunca desistira de seus sonhos, ela foi perseverante e o resultado foi uma das atuações que mais se casaram com um roteiro de um filme. 

21 - 20 Bibi Andersson e Liv Ullman (como Alma e Elisabeth Vogler de Persona, 1966)


Quando duas das mais talentosas atrizes de todos os tempos "pecam" em um filme assombroso do Mestre Bergman, o que vê é um verdadeiro show de faces e personalidades de acordo com o enredo do filme. Impossível dissociar uma da outra tamanha a mágica das câmeras e atuações!

19 Woopi Goldberg (como Oda Mae Brown de Ghost, 1990)


Uma das mais queridas comediantes de todos os tempos, no auge do sucesso, emprestou todo o seu talento e carisma para conferir a um dos mais famosos romances do cinema um quê de diversão e qualidade. Não há quem resista às suas frases, expressões faciais e ações cômicas. 

18 Nicole Kidman (como Satine de Moulain Rouge, 2000)


A florzinha frágil, a alegre energética, a sedutora ardente. A atriz nunca esteve tão bela ao compor uma das mais apaixonantes personagens do cinema. A cortesã era o mais reluzente diamante da clássica Moulin Rouge, o local mais frequentado de Paris no início do século XX.

17 Bette Davis (como Jane Hudson de O que teria acontecido a Baby Jane?, 1962)


Ela sempre foi uma atriz de personalidade marcante que colecionou vários prêmios, polêmicas e desafetos. Em um de seus trabalhos, fez parceria com uma atriz rival (Joan Crawford) de onde proveio uma atuação pra lá de convincente e aterradora. 

16 Holly Hunter (como Ada McGrath de O Piano, 1992)


Ao interpretar uma personagem que não fala, o trabalho veio em dobro para a atriz que teve de se equilibrar em demonstrar as mais variadas emoções de uma mulher calada repleta de coisas a dizer. 

15 Natalie Portman (como Nina Sayers de Cisne negro, 2011)


A vencedora do Oscar esteve perfeita na dualidade que exigia sua personagem. Na descoberta psicológica de sua sexualidade, e espetacular na reafirmação física desta descoberta. Uma fusão de corpo e alma raramente vista na história do cinema

14 Juliette Lewis (como Danielle Bowen de Cabo do medo, 1990)


Uma personagem que poderia carregar consigo certa trivialidade, se não fosse pela atuação brilhante de uma das melhores atrizes que o cinema já teve, que consegue tornar o filme de Scorsese um suspense inesquecível sempre que surge em cena de forma segura, deixando transparecer a fragilidade erótica de sua personagem juntamente com a força descomunal de seu talento.

13 Fernanda Montenegro (como Dora de Central do Brasil, 1998)


A grande dama da TV, teatro e cinema brasileiro nos brinda orgulhosamente com uma atuação gloriosa na pele de uma dona de casa acostumada a explorar a confiança das pessoas até conhecer um menino em uma estação e mudar sua vida. 

12 - 11 Anne Baxter e Bette Davis 
(como Eve Harrington e Margo Channing de A Malvada, 1950)


Embora Davis tenha carregado o estigma de ser a malvada de Hollywood, aqui foi a mocinha das armações intrigantes de uma ambiciosa aspirante à atriz vivida por Baxter, que manipula todos s seu redor em busca de uma carreira tão promissora quanto de seu ídolo. Assim, ambas construíram duas personagens formidáveis numa dobradinha que fez do filme uma obra inesquecível. 

10 Hilary Swank (como Teena Brandon de Meninos não choram, 1999)


O desafio da atriz não se limitou em se caracterizar fisicamente em um rapaz. Foi preciso captar o interior da personagem, dar vida a seus sentimentos, sonhos, e especialmente aos desejos de uma garota que não se sentia como garota. Um êxito incontestável! 

9 Kate Winslet (como Juliet Hulme de Almas Gêmeas, 1994)


Acostumada a interpretar personagens complexas, a atriz mergulha na essência romântica bem como na loucura imaginária de uma garota que desafiou padrões da época sem limites. Outros trabalhos excepcionais marcariam daí por diante sua carreira graças ao impacto fulminante da porta que lhe abriu esse papel.

8 Julianne Moore (como Laura Brown de As horas, 2002)


Ao dar vida a uma dona-de-casa dos anos 50 presa a pragmatismos da sociedade, ela deixou aflorar apenas pelos gestos e olhares a batalha íntima de sua personagem. Uma atuação assombrosa destacável sem grandes arroubos. 

7 Ellen Brustyn (como Sara Goldfarb de Réquiem para um sonho, 2000)


A ingenuidade da dona-de-casa apaixonada por programas de auditório e com um filho dependente químico aos poucos vai se transformando em uma dependência visceral e impactante. Um marco do cinema com certeza! 

6 Marion Cotillard (como Edith Piaf de Piaf - Um hino ao Amor, 2008)


A ela foi preciso compreender a alma e o coração da fabulosa Edith Piaf. Lá estavam eles, inseridos entre o romantismo melancólico de suas músicas e o turbilhão de emoções de sua vida pessoal. Requisitos formidáveis para qualquer artista brilhar por meio de seu talento. Assim se fez, deixando transparecer a mulher. Uma artista de coração apaixonante, personalidade arrebatadora e carisma excepcional

5 - 4 Ingrid Bergman e Liv Ullman 
(como Charlotte e Eva Andergast de Sonata de Outono, 1978)


Mais uma vez a visão claustrofóbica de relações familiares entre mulheres se fez presente na obra de Bergman. E mais uma vez a escalação do elenco trouxe frases memoráveis, dualidade impressionável e sequências arrepiantes de puro talento quando a filha emocionalmente fragilizada de uma renomada pianista deseja um acerto de contas com a mãe. 

3 Gloria Swanson (como Norma Desmond de Crepúsculo dos Deuses, 1950)


Uma atriz que se recusa a aceitar o esquecimento dos áureos tempos de sucesso que vive um mundo paralelo trancafiada em sua mansão. A alegoria em que enfeitou sua própria realidade dentro da trama, rendeu uma atuação pra lá de surreal. Arrepiante! 

2 Meryl Streep (como Sofia Zawistowski de A escolha de Sofia, 1981)


A melhor atriz viva da atualidade de Hollywood, construiu com excelência uma ex-prisioneira de Auschwitz delicada que através do olhar encanta o telespectador ao mesmo tempo, deixando aquele gostinho enigmático. Algo impressionante que só mesmo vindo de um talento extraordinário, muita confiança e uma incrível dedicação ao trabalho.  

E enfim, a melhor performance de todos os tempos.......

Vivien Leigh (como Blanche Dubois de Uma rua chamada pecado, 1951)


Onze anos após ter faturado seu primeiro Oscar por E o vento levou ao dar vida à lendária Scarlett O ‘Hara, a inglesa de expressões fulminantes voltou a surpreender e, neste caso mais específico, mexer com os brios do público e chocar a censura da repressora década de 50. Ela brilhou na penumbra espiritual de sua personagem numa atuação tão estarrecedora quando o olhar vívido de sua indecifrável personagem, que personifica uma clara profundidade no espírito de opressão sexual às mulheres daqueles tempos. A facilidade que tem em conduzir as emoções contraditórias da ex dama da sociedade, sua vida de paixões ocasionais que lhe confere um estigma um tanto cruel. Libertina ou apenas uma mulher que não soube se fazer amar para a época? Destaque para a coragem de elevar à personagem a uma categoria dantes esquecida por uma sociedade puramente conservadora. Inesquecível como um clamor bem sucedido ao bater de frente com o paradigma sexual que separa os atos moralmente contestáveis entre homens e mulheres. 

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