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sábado, 14 de janeiro de 2017

10 Filmes e atuações "superestimadas" com Meryl Streep



Considerada uma das maiores atrizes pelo mundo do Cinema, Meryl Streep se viu envolvida em uma polêmica recentemente. Durante o Globo de Ouro desse Ano, depois de receber com justiça um Prêmio pela sua brilhante carreira, a atriz fez uma crítica a algumas atitudes de Donald Trump, Presidente eleito dos EUA, que como resposta usou o adjetivo que muitos críticos gostam de usar quando se referem a artistas que não são tudo que a mídia pinta. 

Ao chamar Meryl Streep de "superestimada", Trump foi contra a lógica de quem acompanha e vive Cinema. Streep pode estar equivocada politicamente ou ter escolhido uma hora menos apropriada para discursar o tema como alguns opinaram (eu a apoio, diga-se de passagem), mas superestimada é um adjetivo impensável para quem comprovadamente não é. 

De todas as atrizes hoje ela é certamente a que está mais distante desse "adjetivo". Lembrando que em 2015, o próprio Trump chegou a afirmar que a atriz era excelente. De excelente a superestimada é uma mudança de avaliação bem grande num curto espaço de tempo. Mas sabemos que esse debate não envolve apenas a Arte, mas a proposta é falar de Cinema. Cinema que viveu e ainda vive intensamente toda a excelência que Meryl oferece. 

Agora nós, do Cinepos, resolvemos listar grandes filmes e atuações que comprovam que o Presidente eleito foi infeliz nesta declaração:



No oeste da Pensilvânia durante o final da década de 1960, os metalúrgicos russo-americanos Michael (Robert de Niro), Steven (John Savage) e Nick (Christopher Walken), acompanhados de seus amigos Stanley (John Cazale), John (George Dzundza) e Axel (Chuck Aspegren) preparam-se para dois rituais de passagem: um casamento e o serviço militar.

Neste drama de Guerra, Streep quase faturou o Oscar de melhor atriz coadjuvante vivendo Linda, noiva de Stanley, mas perdeu. Um belo ensaio para o que viria a seguir. 




Ted Kramer (Dustin Hoffman) é um profissional para quem o trabalho vem antes da família. Joanna (Meryl Streep), sua mulher, não pode mais suportar esta situação e sai de casa, deixando Billy (Justin Henry), o filho do casal. Quando Ted consegue finalmente ajustar seu trabalho às novas responsabilidades, Joanna reaparece exigindo a guarda da criança. Ted não aceita e os dois vão para o tribunal lutar pela custódia do garoto.

Por este trabalho Streep faturou o Oscar por conta de sua brilhante expressão que deixava cair lágrimas em um rosto sem palavras. 




A aristocrata e fazendeira Karen Blixen (Meryl Strep) viaja à África para juntar-se a seu marido Bror (Klaus Maria), um investidor de café. Após descobrir que Bror é infiel, Karen se apaixona pelo caçador Denys (Robert Redford), mas percebe que ele prefere uma vida mais simples comparada com a que ela vive. Os dois permanecem juntos até o destino forçar Karen a escolher entre seu amor e seu crescimento profissional.

O tipo de filme para mulheres que desejam ser mais do que simples esposas. Streep convence numa atuação poderosa olhando por este prisma. 




Na ilha grega de Kalokairi, Sophie (Amanda Seyfried) está prestes a se casar e, sem saber quem é seu pai, envia convites para Sam Carmichael (Pierce Brosnan), Harry Bright (Colin Firth) e Bill Anderson (Stellan Skarsgard). Eles vêm de diferentes partes do mundo, dispostos a reencontrar a mulher de suas vidas: Donna (Meryl Streep), mãe de Sophie. Ao chegarem Donna é surpreendida, tendo que inventar desculpas para não revelar quem é o pai de Sophie.

Em uma pausa de papéis dramáticos, Streep canta e encanta deixando transparecer uma energia jovial que somente uma atriz desse porte faz com êxito. 




Quando o patriarca da família Weston, Beverly (Sam Sheppard) desaparece, cabe às três filhas de Violet (Meryl Streep), tentar achá-lo. Barbara (Julia Roberts), Karen (Juliette Lewis) e Ivy (Julianne Nicholson) protagonizam com a mãe uma série de conflitos emergem nos dias que se seguem, já que Violet e Barbara nunca entenderam uma a outra, e tanto Ivy quanto Karen estão a beira de abandonar a família. O reencontro gera uma série de conflitos entre todos e grandes segredos são revelados.

Embora o elenco feminino seja respeitável, é Streep quem rouba a cena como uma mãe manipuladora e horrivelmente sincera. A atuação da atriz vale todo o filme.




Em três períodos diferentes, vivem três mulheres ligadas ao livro Mrs. Dalloway. Em 1923, vive Virginia Woolf (Nicole Kidman), autora do livro, que enfrenta uma crise de depressão e ideias de suicídio. Em 1951, vive Laura Brown (Julianne Moore), uma dona de casa grávida que mora em Los Angeles, planeja uma festa de aniversário para o marido e não consegue parar de ler o livro. Nos dias atuais, vive Clarissa Vaughn (Meryl Streep), uma editora de livros que vive em Nova York com sua parceira, mas se sente infeliz com a vida que está levando. 

O filme teve 3 atuações poderosas, e claro, uma delas foi de Streep, ajudando a somar neste quesito a obra-prima de Stephen Daldry. 




Andy (Anne Hathaway), uma moça recém-formada e com grandes sonhos, vai trabalhar na conceituada revista de moda Runway; sua função é ser assistente da diabólica Miranda Priestly (Meryl Streep). A missão de Andy é tentar agradar alguém a quem não se consegue agradar enquanto tenta se descobrir como Profissional. 

Este é um dos filmes e papéis mais populares de Streep. Mais uma vez a atriz doou brilhantemente para um papel, numa metamorfose inesquecível. 




Em 1964, um ar de mudança paira sobre a irmã Aloysius (Meryl Streep) na Escola St. Nicholas. Flynn (Phillip Seymour-Hoffman), um padre carismático, defende a reforma dos costumes estritos da escola e o primeiro aluno afrodescendente acaba de ser aceito. Quando uma freira (Amy Adams) diz à irmã Aloysius que o padre Flynn tem dado demasiada atenção pessoal ao aluno, ela começa uma luta pessoal contra o padre apesar de não ter provas suficientes sobre abuso infantil.

Outro filme poderoso de grandes atuações em que ela não se deixa diminuir e corresponde á altura. Soma ao grande elenco de uma das melhores obras dos últimos tempos. 




O casal Chamberlain, Lindy (Meryl Streep) e Michael (Sam Neill) e seus filhos vão acampar em Ayer's Rock, no interior da Austrália. No entanto, após um pequeno descuido, seu bebê desaparece, aparentemente raptada por um dingo. O corpo nunca é encontrado, e a polícia nota aparentes contradições no depoimento da mãe e a acusa de homicídio. O caso atinge a esfera nacional, torna-se assunto de discussões, desperta o interesse da mídia e faz aflorar o preconceito religioso.

A atuação de Streep neste filme bria a perfeição. Chegamos a sofrer quando ela sofre e ter dúvidas quando a construção dúbia da personagem se faz presente. Tudo isso é trabalho de uma grande atriz. 




Em 1947 Stingo (Peter MacNicol), um jovem aspirante a escritor vindo do sul, vai morar no Brooklyn na casa de Yetta Zimmerman (Rita Karin), que alugava quartos. Lá conhece Sofia Zawistowska (Meryl Streep), sua vizinha do andar de cima, que é polonesa e fora prisioneira em um campo de concentração e Nathan Landau (Kevin Kline), seu namorado, um carismático judeu dono de um temperamento totalmente instável. Em pouco tempo tornam-se amigos, sendo que Stingo não tem a menor ideia dos segredos do passado que Sofia esconde nem da insanidade de Nathan.

Uma das maiores interpretações femininas da história. Uma lenda, um clássico. Só acho que gravar uma das cenas mais poderosas e emblemáticas do Cinema numa única tomada, só mesmo uma atriz "superestimada" não é?

sábado, 19 de novembro de 2016

Carrie: uma estranha quarentona com tudo em cima



“Vocês pararam para pensar que Carrie White tem sentimentos?” A questão colocada em voga durante um sermão da Srta. Collins é o que move o roteiro de Carrie, a estranha, um dos maiores clássicos do cinema. 

Ao tentar proteger uma de suas alunas de um tipo nocivo de discriminação, o chamado bullying dos dias atuais, sua atitude perpetuou as razões de um grupo de garotas más que não suportavam a “estranheza” de Carrie Whitte, uma garota de feições apagadas, tímida, isolada em seu mundo particular e com a forte atenuante de possuir poderes tele cinéticos.

O colegial sempre foi um avatar de inspiração para autores que escrevem especialmente para o público adolescente. E para o multitalentoso Stephen King não foi diferente. Para escrever o livro que deu origem ao sucesso cinematográfico de 1976, o autor se inspirou na figura real de duas garotas que conheceu na cidade onde morava. Tímidas, recatadas, vivendo em seu modo particular, sendo que uma delas tinha uma conturbada relação com a mãe, fanática religiosa. King observou atentamente a relação destes elementos, que culminou com o suicídio de uma destas garotas. 

A forma trágica do desfecho de uma de suas fontes, não o impediu de criar uma personagem que se encaixasse perfeitamente no âmbito dramático deste mundo tão fascinante, mas às vezes tão cruel de nossa realidade. Como figura central deste turbilhão, está Carrie, uma garota que severamente oprimida pelos atos fanáticos de sua mãe, deixando minar sua personalidade e o modo como age ao tentar se encaixar no mundo a qual inevitavelmente deve pertencer. 


Carrie simboliza todos os adolescentes que tem dificuldade em se adaptar a este mundo bem como demonstrar sua verdadeira essência para escapar das inúmeras armadilhas que ele proporciona. A garota que se assusta durante um banho após a primeira menstruação, e que por isso é vítima de uma crueldade psicológica jamais vista no cinema, aos poucos rompe o cordão umbilical com a mãe, Margareth White, se transformando numa moça audaz capaz de desafiá-la. A fim de realizar seu desejo de ter uma vida como qualquer uma, a moça vai ao intrépido baile com um acompanhante “encomendado” por uma de suas colegas. E o que se vê depois é a realização de uma das profecias da mãe. 

”Todos vão rir de você”, a frase dá ênfase a uma das cenas mais clássicas da história, o horror do baile. Depois de subir no palco para receber a coroa de Rainha de Baile, Carrie é molestada por um balde que jorra sangue de porco sob sua cabeça. A partir daí se dá a inserção dos elementos sobrenaturais para expressar a dor e a frustração sofridas pela personagem num momento tão vulnerável de sua condição como mulher. E é neste momento que as sequencias complementam um dos momentos mais memoráveis do cinema. 

A metáfora utilizada pelo autor para tratar de exclusão social, os aspectos religiosos, o melodrama, o horror, são tópicos que colocam a adaptação do diretor como algo inclassificável como gênero cinematográfico, e como um dos filmes mais bem adaptados para o cinema protagonizado pela talentosa Sissy Spacek. A segunda versão em 2002 protagonizada por Ângela Betis trouxe algumas passagens interessantes contidas no livro que não foram utilizadas pelo diretor nesta versão. Uma forma de aproximar os jovens dos anos 2000 dessa história não datada. Mas se a intenção foi digna de aplausos, a realização terminou como uma obra muito caricata e infantilizada para o público alvo. 

Em uma nova tentativa, onze anos depois, deram a Carrie o rosto de Chloe Grace Moretz, e por essa escalação, o filme já perde boa parte de sua credibilidade. Chloe é linda demais pra ser vítima de qualquer bullying de garotas menos atraentes fisicamente. O filme mal conduzido com atuações mecânicas, mesmo contando com a excelente protagonista e a super talentosa Julianne Moore, só funcionou na parte técnica da noite do baile, o que foi favorecida pela evolução do tempo. Mas em vista do impacto, ainda prefiro o de 1976, pois ali pelo menos Carrie era humana, e não uma mutante potencialmente recrutável por Charles Xavier como mostrada neste desastre último. 

Contudo, pecados são reparáveis quando se trata de homenagear um dos maiores ícones do cinema mundial. Quando se trata de algo bem maior e mais contundente em seu objetivo final. Uma obra inesquecível que o sucesso instantâneo tornou Cult, aquela que nunca morre. Continua estranha e bem atraente no auge de seus 40 aninhos. 

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

As melhores atrizes de todos os tempos do Cinema




Muitas marcaram seus nomes em Hollywood por diversos motivos. Algumas eram sexys, outras eram famosas por outros meios, e tantas outras carismáticas junto ao público. A regra se aplica desde que o cinema adentrou a vida de todos. 

Das musas do cinema mudo, passando pelo Cinema moderno e contemporâneo, muitas marcaram seus nomes, mas existe uma seleta lista daquelas que se destacaram pelo simples e puro talento. 

Nós do Cinepós, separamos alguns desses nomes nesta Lista de atrizes que ultrapassaram estigmas e brilharam na arte de interpretar, construindo uma sólida carreira por este meio.



Já famosa no seu país, a Suécia, Ingrid foi levada para Hollywood em 1939 para estrelar a versão de um dos seus mais bem sucedidos filmes suecos, "Intermezzo". A partir daí, o mundo inteiro rendeu-se a uma grande atriz que tinha um estilo próprio que em Hollywood alguns diretores e produtores definiam com um glamour ao ar livre, que fazia com que ela interpretasse da mesma maneira vibrante tanto uma camponesa como uma princesa.


Bergman foi três vezes premiada com o Oscar, sendo duas como Melhor Atriz (À Meia-Luz e Anastácia, a Princesa Esquecida) e uma como Melhor Atriz Coadjuvante (Assassinato no Expresso Oriente). Participou em numerosos filmes, incluindo clássicos do cinema americano, como Casablanca, ou do italiano, como Stromboli.



Começou sua carreira como atriz em 1983 em papéis menores, antes de se juntar ao elenco da soap opera As the World Turns, trabalho que lhe rendeu um Emmy de melhor jovem atriz em série dramática do daytime, em 1988. Começou a fazer papéis coadjuvantes em filmes durante o início da década de 1990, conseguindo o reconhecimento em diversos filmes independentes, antes de sua performance em Boogie Nights, de 1997, lhe render uma indicação ao melhor atriz coadjuvante.


Seu sucesso continuou em filmes como The End of the Affair - que lhe rendeu uma segunda indicação ao Oscar, sendo a primeira na categoria de Melhor Atriz- e Magnolia, ambos de 1999. Por sua interpretação como uma mulher traída em Longe do Paraíso, de 2002, ela voltou a ser aclamada, recebendo diversos prêmios da crítica como melhor atriz, além de uma nova indicação ao Oscar de melhor atriz e a outras premiações do cinema, como o Globo de Ouro de melhor atriz em filme dramático e o SAG de melhor atriz de cinema. No mesmo ano ela recebeu uma outra indicação ao Oscar e ao SAG, porém na categoria de melhor atriz coadjuvante, por sua atuação em As Horas.

Em 2014 recebeu aclamação por parte da crítica, desta vez por sua atuação em Para sempre Alice, obtendo a vitória sobre os mais importantes prêmios destinados aos profissionais do cinema, incluindo o Oscar de melhor atriz, o Globo de Ouro de melhor atriz em filme de drama, o SAG de melhor atriz em cinema e o BAFTA de melhor atriz em cinema, dentre outras conquistas.



Olivia ficou conhecida pela parceria com o astro Errol Flynn, co-estrelando com ele oito filmes, sendo o mais notório As aventuras de Robin Hood em 1938, tido como um dos maiores clássicos dentre os filmes de aventura. Mas foi sua performance indicada ao Oscar como Melanie Hamilton Wilkes no épico ...E o vento levou em 1939 que instantaneamente a colocou nos anais da história do cinema, fazendo com que a atriz ficasse marcada como o símbolo da doçura nos filmes americanos, atribuindo-lhe uma imagem da qual ela própria tentou se desvincular na esperança de obter papéis mais desafiadores e assim provar que a sua capacidade artística lhe permitia ir mais além. 


Fato que foi confirmado na década de 40 em seus desempenhos subsequentes, que, por sua vez, acabaram rendendo-lhe dois Oscars de Melhor Atriz (Só resta uma lágrima e Tarde demais), além de ter sido indicada ao prêmio também por A porta de ouro em 1941 e A cova da serpente em 1948. Dentre as honrarias a ela concedidas também incluem-se a estrela na Calçada da Fama de Hollywood, que recebeu em 1960 graças a sua contribuição à indústria cinematográfica, a Medalha Nacional das Artes, concedida pelo presidente americano George W. Bush em 2008 e também a Legião de Honra, com a qual foi condecorada pelo presidente francês Nicolas Sarkozy em 2010, aos 94 anos de idade



Jodie começou a sua vida artística com anúncios de televisão para a Coppertone aos três anos de idade e, durante a infância, fez diversos papéis em séries de televisão e filmes infantis da Disney. Aos treze anos fez o papel da prostituta adolescente no filme Taxi Driver, de Martin Scorsese, contracenando com Robert De Niro, ela alcançou fama mundial e com uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante.


Ao contrário de atrizes mirins que tiveram grande popularidade e sucesso na infância, sem conseguir o mesmo após a transição para a vida adulta, Jodie estabeleceu-se no mundo do cinema de Hollywood alcançando o primeiro grande momento como atriz adulta em 1988, ao ganhar o Oscar de Melhor Atriz pelo filme Acusados, no qual representava uma garota liberal que, estuprada em um bar, lutava pela condenação dos acusados.

O grande momento da carreira, entretanto, viria em 1991, ao conquistar o segundo Oscar como a agente do FBI Clarice Starling no sucesso O Silencio dos Inocentes, no qual contracenou com Anthony Hopkins.



Liv não gostava da escola e inventava pretextos para não assistir as aulas, o que a levou a passar por psicanálise. Sua paixão era o Teatro, mas fazendo parte de uma família austera e puritana, esperou até os 17 anos para anunciar que desejava ser atriz, o que provocou um grande escândalo familiar. Liv Ullmann deixou a Noruega e foi para Londres, onde estudou arte dramática.


Debutou no cinema em 1957 e 5 anos depois conheceu Bibi Andersson, que pertencia a Companhia Ingmar Bergman. O produtor e diretor se surpreendeu com a semelhança física das duas mulheres e escreveu "Persona" para elas. Depois disso, participou de dez dos seus filmes, entre eles "Gritos e Sussurros" (1972) e Sonata de Outono (1978). De expressões fortes e talento raro para demarcar seus sentimentos, conquistou notoriedade na complexidade das personagens bergnianas.



A carreira de Hepburn é vista como uma das mais famosas de Hollywood e durou por mais de 60 anos. Ela trabalhou com diversos tipos de gêneros da comédia ao drama e recebeu quatro prêmios do Oscar de Melhor Atriz, um recorde até os dias atuais. Seus primeiros anos na indústria cinematográfica foram marcados por sucessos, incluindo um Oscar por sua atuação em Manhã gloriosa em 1938. Na década de 1940 ela foi contratada pela a Metro-Goldwyn-Mayer, onde sua carreira foi focada em uma aliança com Spencer Tracy.


Hepburn alcançou grande sucesso na segunda metade de sua vida, onde ela apareceu em varias produções de Shakespeare. Ela conseguiu aprovação atuando como mulheres de meia-idade, como em The African Queen em 1951. Três Oscares vieram mais tarde por seu trabalho em Adivinhe Quem Vem Para Jantar em 1967, O Leão no Inverno em 1968, e On Golden Pond em 1981. Na década de 1970 ela começou a aparecer em filmes de televisão, que se tornaram o foco de sua carreira mais tarde.



Ganhadora de um Oscar, um Emmy, quatro Globos de Ouro, quatro Bafta e um prêmio Grammy. Ela é a atriz mais jovem a receber seis indicações ao Oscar antes dos 31 anos de idade, com sete indicações no total, e é uma das poucas atrizes a ganhar três dos quatro principais prêmios do entretenimento Americano (EGOT). Além disso, Winslet já venceu os prêmios do Sindicato dos Atores, e um prêmio honorário César em 2012.


A inglesa debutou em Hollywood no filme Almas Gêmeas de Peter Jackson em 1993. Depois veio o filme Razão e sensibilidade (1994) ao lado de Emma Thompson, que lhe rendeu sua primeira indicação ao Oscar, e quando Titanic estourou no mundo em 1997, alavancou a talentosa atriz que até hoje mostra uma regularidade impressionante na carreira. A "perseguição" a Estatueta dourada terminou em 2009 quando levou pela sua atuação no filme O Leitor. No mesmo ano, Kate voltou a contracenar com Leonardo Di Caprio no excelente Foi apenas um Sonho, em uma outra grande atuação. 

Kate é uma daquelas atrizes que provam que algumas nascem com o dom de atuar. Formada no teatro, a maturidade que sempre demonstra em seus papéis é um deleite para o espectador. Independente de prêmios ou não, é nome certo na lista das melhores pela frieza e capacidade de se transmutar a cada personagem. Sem dúvidas, uma atriz dedicada no que faz.



Suas aparições no cinema foram relativamente poucas, mas marcantes o suficiente a ponto de ter vencido o Oscar de melhor atriz duas vezes: a primeira por interpretar Scarlett O'Hara no drama...E o vento levou, de 1939, e a segunda pela atuação em outro filme dramático, Uma rua chamada pecado, de 1951, onde interpretou o papel de Blanche DuBois, a mesma personagem a qual deu vida nos palcos do West End, em Londres.

Frequentemente fazia colaborações com seu marido, o também ator, e diretor Laurence Olivier. Durante mais de trinta anos como atriz de teatro, ela se mostrou bastante versátil, interpretando desde heroínas das comédias de Noel Coward e George Bernard Shaw às personagens dos dramas clássicos de Shakespeare.


Aclamada por ser belíssima e talentosa, tornou-se uma atriz exaltada e celebrada. Leigh, no entanto, esteve afetada por um distúrbio bipolar durante a maior parte de sua vida adulta, e seu humor era quase sempre não entendido pelos diretores. Diagnosticada com tuberculose crônica na metade da década de 1940, sua saúde torno-se enfraquecida a partir de então. 



Conhecida como uma das atrizes mais premiadas de todos os tempos, Meryl Streep já recebeu 19 indicações ao Oscar (recorde entre as categorias ligadas a atuação), vencendo três vezes (Kramer vs. Kramer, A escolha de Sofia e A Dama de Ferro). Também recebeu 29 indicações ao Globo de Ouro, vencendo oito, também um recorde para o prêmio.

A atriz também recebeu dois Emmys, dois Screen Actors Guild Awards, o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes e no Festival de Berlim, cinco New York Film Critics Circle Awards, dois BAFTA, dois Australian Film Institute Award, quatro indicações ao Grammy Award e uma indicação Tony Award, entre outros prêmios.


Recebeu o prêmio honorário do American Film Institute em 2004 e o Kennedy Center Honor em 2011, ambos por sua contribuição para a cultura dos Estados Unidos através das artes performáticas, sendo a mais jovem artista da história a receber tal distinção. Foi condecorada por duas vezes pelo presidente Barack Obama, em 2010 e 2014, com a Medalha Nacional das Artes e a Medalha Presidencial da Liberdade, mais alta condecoração civil dos Estados Unidos.



Após trabalhar em peças na Broadway, Davis mudou-se para Hollywood em 1930, onde obteve pouco êxito com papéis em produções da Universal Studios. Foi contratada pela Warner Bros. em 1932, estabelecendo uma bem-sucedida carreira através de várias atuações aclamadas pela crítica. Até o final dos anos 1940, Davis foi uma das mais célebres protagonistas do cinema americano, reconhecida por seu estilo forte e intenso.


Ganhou uma reputação de perfeccionista muito combativa, sendo que embates com executivos dos estúdios, diretores de cinema e outras estrelas eram frequentemente noticiados pela mídia. Seu estilo franco, sua voz distinta e o cigarro sempre a mão contribuíram para a construção de uma imagem pública muito imitada e satirizada.

Foi a primeira mulher presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Ganhou o Oscar de Melhor Atriz duas vezes (Perigosa e Jezebel), foi a primeira pessoa a receber dez indicações da Academia nas categorias de atuação, além de ter sido a primeira mulher a receber um prêmio pelo conjunto da obra do American Film Institute.

E então, gostaram da Lista? Lembrando que trata-se de uma avaliação pessoal, portanto, sujeita a discordâncias, que no mínimo devem ser feitas de forma construtiva e respeitosa. 

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Quando um não é pouco e dois é demais



O sucesso de um filme muitas das vezes é medido pela aceitação popular. De algumas obras onde tantos depositam as fichas, muitos esperam o Sucesso, mas de outras, o Sucesso pode vir de forma inesperada. Uma boa e cativante história pode ou não ser a queridinha da crítica, mas quando ganha o grande público, é impossível renegar, especialmente os grandes estúdios, que apostam em sequências para explorar mais todo um retorno. 

Contudo, o que antes era a galinha dos ovos de Ouro, pode se tornar um problemão sem a sensibilidade o suficiente para se manter engavetado projetos vergonhosos. 

Pensando nisso, resolvi listar 10 das muitas sequências equivocadas de Sucessos do Cinema:

Alice através do Espelho (2016)


Seis anos depois de estar no País das Maravilhas acompanhada por seus incríveis amigos, a bela Alice (Mia Wasikowska) retorna ao mundo do Chapeleiro Maluco (Johnny Deep) agora para interferir no Tempo e ajudá-lo a reencontrar com sua família que estaria viva. No "mundo real", a moça estaria um com um novo dilema. Perder tudo que tinha conquistado para seu ex noivo. 

Seis anos é muito tempo para se esperar por uma sequência desnecessária de um filme que foi sucesso de bilheteria mesmo sem o aval da crítica. Sendo assim, com atores mais envelhecidos e sem a mesma energia de antes para os personagens, o resultado foi desastroso numa história confusa e sem nenhuma importância. Dessa vez nem mesmo os pitis da Rainha Vermelha (Helena Bonham Carter - "Cortem-lhes a cabeças!) conseguiu salvar esta péssima ideia. Anne Hathaway só fez figuração e Sacha Baron Cohen foi péssimo como de costume. 

Doze homens e Outro Segredo (2004)


A trama acontece três anos após o primeiro filme. Só lembrando que eles seguem sempre três regras: "não ferir ninguém", "não roubar quem não mereça" e "seguir o plano aconteça o que acontecer". Alguém quebra a regra número um e os denuncia a Benedict (Andy García), o empresário roubado pela quadrilha de Danny (George Clooney). Ele quer seu dinheiro de volta, e com juros. Então Danny e sua trupe resolvem assaltar ao redor do mundo para tentar arrecadar o dinheiro necessário. Mas não esperavam envolver-se com um grande criminoso, o Raposa Noturna (Vincent Cassel).

O estrondoso sucesso do primeiro filme se deve muito em parte a química e interação hábil de um elenco formidável. Com a inserção de uma nova estrela (Julia Roberts), as coisas desandaram de tal forma, que o elo que unia uma interessante trama se partiu. Com a confusão de sua personagem mal construída dentro da história, tudo virou uma sequência sonolenta que só teve bons frutos em coisas repetitivas do primeiro filme. 

Legalmente Loira 2 (2003)


Depois de se formar em Harvard, Elle Woods (Reese Witherspoon) é agora uma jovem advogada que conseguiu seu primeiro emprego em um grande escritório e divide seu tempo entre a carreira e os preparativos para seu casamento. Ao descobrir que a mãe do seu adorado chihuahua, Bruiser, está sendo usada como cobaia em testes com cosméticos por um dos clientes do escritório, Elle resolve defender os direitos dos animais e é imediatamente despedida. Arrasada, mas sem deixar de ser otimista, ela vai para Washington DC trabalhar com a congressista Victoria Rudd (Sally Field) e resolver as coisas do seu jeito, criando uma lei que proíba os testes com cães e outros animais, libertando assim a mãe do cachorrinho.

O filme se aproveita sem nenhum pudor da fórmula de sucesso do primeiro. Até a própria Reese Witherspoon não consegue mudar, repetindo o mesmo trabalho, sem acrescentar praticamente nada à sua personagem que poderia ter amadurecido um pouco mais. No entanto, diante da proposta infantil do filme, é impossível exigir tanto. 

Hannibal (2001)


Os clássicos personagens Hannibal Lecter e Clarice Starling voltam a se encontrar nesta sequência tão desprezível quanto asquerosa. 

O Dr. Hannibal Lecter (Anthony Hopkins) foge da prisão, e dez anos depois, vive tranquilamente pelas ruas. Porém, a agente do FBI, Clarice Starling (Julianne Moore), que nunca se esqueceu da conversa que teve com ele, passa o tempo todo apreensiva buscando soluções para capturá-lo com a ajuda de Mason Verger (Gary Oldman), uma vítima e sobrevivente do ataque de Lecter. 

Para causar impacto no filme, os autores abusaram da boa vontade dos espectadores, jogando tudo num roteiro previsível, interpretações preguiçosas e cenas dantescas como a de um dos inimigos de Lecter, interpretado por Ray Liotta, comendo o próprio cérebro cozido e servido pelo vilão. 

Efeito Borboleta 2 (2006)


Julie (Erica Durance) estava comemorando seu 24º aniversário com o namorado, Nick (Eric Lively), e seus amigos. Nick teve que ir a uma reunião de trabalho. Ele dirige em rumo à cidade e, todos dentro do carro, sofrem um acidente com um caminhão. Dos quatro amigos, Nick é o único sobrevivente. Um ano depois, Nick descobre que tem o Dom de retornar ao passado e tentar modificar as coisas. E claro, usará isso para tentar evitar que sua amada parta dessa pra melhor. 

A originalidade do primeiro filme estrelado por Ashton Kutcher já foi pro espaço só por esta sinopse e quando as tentativas de burlar esta previsibilidade decaem para sequências de cenas com erros de continuidade pavimentadas com sexo em abundância, a obra torna-se facilmente esquecível. 

Miss Simpatia 2: Armada e Poderosa (2005)


Após ter combatido uma ameaça terrorista no concurso de Miss Estados Unidos, Gracie Hart (Sandra Bullock) acaba por tornar-se uma celebridade, o que a deixa frustrada uma vez que a prejudica no trabalho. Com isso, Hart é convidada a ser o rosto oficial da organização e ganha uma nova amiga de trabalho, a agente Sam Fuller (Regina King). Entretanto, Hart decide por voltar à ativa quando sua amiga e Miss Estados Unidos e o apresentador do concurso são sequestrados em Las Vegas. 

Uma nova aventura armada para a simpática protagonista de um inesperado sucesso não foi tão poderosa quanto muitos pensavam. Nem mesmo todo o brilho da incontestável estrela conseguiu dar um vigor a esta sequência bocejante, de piadas sem graça e cenas de ação mal conduzidas. Nada que lembrasse a força da natureza cinematográfica que foi o original. 

Instinto Selvagem 2 (2006)


Catherine Tramell (Sharon Stone) é uma escritora de suspenses que se mudou há pouco de São Francisco para Londres. A misteriosa morte de um astro do esporte, em que Tramell esteve envolvida, faz com que o respeitado psicanalista Michael Glass (David Morrissey) seja designado para fazer uma avaliação psiquiátrica da escritora. Glass logo se sente fisicamente atraído por Tramell e ao mesmo tempo intrigado com ela. Contrariando os conselhos de sua mentora, Glass se envolve com Tramell, dando início a um jogo de mentiras e sedução.

Quando protagonizou o filme original, quase 15 anos atrás, Sharon Stone foi catapultada para o estrelato. A história de 1992 era erótica, cheia de reviravoltas, que mexia com a cabeça do espectador até o fim do filme. Um sucesso que foi descaradamente copiado nesta sequência, só que sem o mesmo charme. Pra quem viu o primeiro e a lendária cruzada de pernas de Stone, pode desistir desse. 


O Caçador e a Rainha de Gelo (2016)


Sequência de "Branca de Neve e o Caçador", trouxe Chris Hemsworth e Jessica Chastain como o casal de Caçadores travando uma nova batalha com a Rainha Ravenna (Charlize Therón) e sua irmã Freya (Emily Blunt), a Rainha do Gelo, que depois de perder o Amor e uma filha, viveu por décadas sozinha em um remoto palácio, criando seu próprio grupo de caçadores mortais. 

Ninguém entendeu e muito menos engoliu uma sequência de um filme que não foi tão bem aceito pela crítica. O resultado não poderia ser outro, além de um total desperdício de um ótimo elenco. Tudo é fraco no filme. A motivação da Rainha de Gelo em ser Má, o retorno de Ravenna sem razão alguma e um Amor tão convincente capaz de sucumbir a uma mentira mal elaborada.


Mudança de Hábito 2: Mais loucuras no Convento (1993)


Quando uma escola pública dirigida por freiras é ameaçada de ser fechada devido ao péssimo comportamento de seus alunos, a Madre Superiora (Maggie Smith) decide convocar a cantora Deloris (Whoopi Goldberg) para dar aulas de música, formar um coro e tentar mudar a vida dos jovens. Ela, então, abandona seus shows em Las Vegas e volta a se disfarçar de freira para assumir a nova missão. 

O título em português (Mais loucuras no Convento) deveria servir para a ideia dos roteiristas, que um ano depois do megasucesso da primeira sequência, decidiram destruir sem nenhuma razão aparente, o que construíram. A motivação de falência da Escola é um dos elementos repetitivos, que cria uma história chata com uma garota rebelde e insuportável, que teria talento para a música, mas se nega a juntar-se ao grupo. Os números musicais não são tão vibrantes, e nem mesmo Woopi Goldberg com talento e carisma consegue salvar este equívoco. O pior é ver as freiras como simples ornamento dentro do filme. Dispensável. 

Velocidade Máxima 2 (1997)

Annie Porter (Sandra Bullock) está num luxuoso navio com o seu namorado Alex Shaw (Jason Patric) para passar férias no Caribe, mas alguém chamado John Geiger (Willem Dafoe) um gênio em informática toma o controle do navio. Alex, que secretamente é membro da SWAT,  precisa rapidamente anular os planos de Giger e fazer com que todos cheguem em segurança à costa, mas há um grave problema: como Alex vai enganar Geiger, se ele controla todo o navio através de um teclado?

Dentre todos os problemas dessa péssima sequência, está a ausência de Keanu Reeves, com quem Bullock teve uma química que se sentia a léguas de distância. Unir a protagonista com um mocinho fraco e sem carisma, foi um tremendo tiro no pé. No entanto, este é o menor dos problemas. Cheguemos ao vilão, interpretado de forma penosa e caricata pelo ótimo William Da Foe e sua motivação ridícula de buscar vingança. Os diálogos são insossos e desconectados, em alguns momentos, irritantes. Nem com a música vibrante de Carlinhos Brown (A namorada), parte da trilha sonora do filme, dá pra engolir esta bomba cinematográfica. 

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Quadrilogia Shrek: o que começou ótimo, terminou bem



É tempo de férias escolares e neste período as crianças estão mais suscetíveis a coisas que lhes agradam mais como filmes de animação, aos montes nas Tvs tanto aberta quanto fechada. Uma das grandes pedidas para este período de recesso escolar, é a Quadrilogia do Ogro mais famoso do cinema. 

Quando Shrek, o filme estreou em 2001 veio carregado de grandes elementos cinematográficos em que se condensam grandes filmes. Criativo, inteligente e extremamente original, conquistou uma legião de fãs pelo mundo ao satirizar os Contos de Fadas ao lado de seu fiel amigo Burro. Não, nada de programas de humor chatos e apelativos. Para fazer isso com sucesso, foi preciso uma boa dose de liberdade criativa e poética. 

Quem imaginaria em seus maiores devaneios que o Príncipe Encantado de uma bela Donzela em apuros seria um Ogro feio e verde? E que o verdadeiro Príncipe Encantado seria um vilão nessa história? Pois é, esses são apenas alguns exemplos de personagens que cativaram o público de forma inexplicavelmente louvável se formos levar em consideração o receio dos autores quanto a aceitação da história. 

Quando os créditos de Shrek começaram a subir, o que se viu foi a resposta a um elemento primordial do cinema: a volta da magia nas animações juntamente com a já eloquente "lição de moral" no fim. O Ogro saiu do Pântano e sobreviveu a mais 3 filmes, que vamos relembrar agora.



Shrek (2001)
Nesta primeira aventura, o Ogro Shrek temido por todos, se vê numa aventura perigosa quando os personagens de Contos de Fada acampam em seu Pântano. Para tirá-los de lá, ele aceita a proposta do Lord Farquad de resgatar a Princesa Fiona de uma Torre. Só que ambos não esperavam que o Cavaleiro nada convencional e a Princesa fossem se apaixonar em meio a segredos e revelações. A originalidade em que a trama é conduzida, o carisma dos personagens tanto principais quanto coadjuvantes ajudaram a arrecadar uma grande bilheteria, tornando-se um verdadeiro e merecido sucesso. A trilha sonora também merece menção, com músicas tanto românticas quanto dançantes. 



Shrek 2 (2004)
Pra quem acha que sequências nunca são melhores que as originais, deve assistir a nova aventura de Shrek. Agora casado com Fiona, eles têm de enfrentar a Ira do Príncipe Encantado e de sua mãe, a Fada Madrinha, para poder viver seu final feliz. Tudo isso, tendo de se apresentar para a Corte e conhecer os de Fiona, o casal Real de Tão Tão Distante. A sinopse da trama já deixa claro o que estaria por vir. Um ótimo texto ostentando cenas pra lá de engraçadas e inesquecíveis. Tudo é muito adulto e "humano". Além disso, a inserção de o Gato de Botas, conferiu um charme a mais à obra. O sucesso foi tanto que o amigo felino de Shrek, ganhou um filme próprio, mesmo que não obtivesse o mesmo sucesso. 


Shrek Terceiro (2007)
Embora seja o mais fraco da Quadrilogia ao mostrar sinais de desgaste, vale a pena por algumas boas piadas. O Rei de Tão Tão Distante está morto e agora cabe a Shrek assumir o Trono ou encontrar alguém que possa. Assim ele parte atrás de Arthur, que se apresenta como um típico perdedor no Colégio em que estuda. Neste tempo, Fiona descobre que está grávida e a novidade não deixa o Ogro muito entusiasmado. O que encantou nos 2 primeiros filmes, perdeu a essência neste. Shrek agora não é um Ogro repulsivo, pelo contrário, faz piadinhas incômodas sobre paternidade e o que é pior e um tanto quanto inexplicável, a despeito do Colegial e suas agruras. Pra mim, não pegou bem sua faceta mais descolada no filme.


Shrek pra sempre - O capítulo final (2010)
O que esta Quadrilogia sempre teve foi a capacidade de surpreender e aqui não foi diferente. Quando muitos pensavam que nada mais de legal poderia surgir, eis que os autores criam um grand finale para se retratarem do terceiro filme. Seguindo a linha de roteiros alternativos, aqui vimos como seria se Shrek não tivesse nascido quando ele pressionado pela vida rotineira que está levando, sede a um Acordo com o inescrupuloso Rumpelstiltskin. A sequências inciais são bárbaras! Com isso, os personagens puderam brilhar melhor e mais seguramente. Fiona por exemplo, viveu uma especie de Princesa Lea ao se declarar a Líder da Resistência Ogra contra a Tirania de Rumple, que tornou Tão Tão Distante um lugar sombrio. Burro e Gato também se mostram diferentes, mas com o humor ainda inabalável.