Visitantes

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Quando um não é pouco e dois é demais



O sucesso de um filme muitas das vezes é medido pela aceitação popular. De algumas obras onde tantos depositam as fichas, muitos esperam o Sucesso, mas de outras, o Sucesso pode vir de forma inesperada. Uma boa e cativante história pode ou não ser a queridinha da crítica, mas quando ganha o grande público, é impossível renegar, especialmente os grandes estúdios, que apostam em sequências para explorar mais todo um retorno. 

Contudo, o que antes era a galinha dos ovos de Ouro, pode se tornar um problemão sem a sensibilidade o suficiente para se manter engavetado projetos vergonhosos. 

Pensando nisso, resolvi listar 10 das muitas sequências equivocadas de Sucessos do Cinema:

Alice através do Espelho (2016)


Seis anos depois de estar no País das Maravilhas acompanhada por seus incríveis amigos, a bela Alice (Mia Wasikowska) retorna ao mundo do Chapeleiro Maluco (Johnny Deep) agora para interferir no Tempo e ajudá-lo a reencontrar com sua família que estaria viva. No "mundo real", a moça estaria um com um novo dilema. Perder tudo que tinha conquistado para seu ex noivo. 

Seis anos é muito tempo para se esperar por uma sequência desnecessária de um filme que foi sucesso de bilheteria mesmo sem o aval da crítica. Sendo assim, com atores mais envelhecidos e sem a mesma energia de antes para os personagens, o resultado foi desastroso numa história confusa e sem nenhuma importância. Dessa vez nem mesmo os pitis da Rainha Vermelha (Helena Bonham Carter - "Cortem-lhes a cabeças!) conseguiu salvar esta péssima ideia. Anne Hathaway só fez figuração e Sacha Baron Cohen foi péssimo como de costume. 

Doze homens e Outro Segredo (2004)


A trama acontece três anos após o primeiro filme. Só lembrando que eles seguem sempre três regras: "não ferir ninguém", "não roubar quem não mereça" e "seguir o plano aconteça o que acontecer". Alguém quebra a regra número um e os denuncia a Benedict (Andy García), o empresário roubado pela quadrilha de Danny (George Clooney). Ele quer seu dinheiro de volta, e com juros. Então Danny e sua trupe resolvem assaltar ao redor do mundo para tentar arrecadar o dinheiro necessário. Mas não esperavam envolver-se com um grande criminoso, o Raposa Noturna (Vincent Cassel).

O estrondoso sucesso do primeiro filme se deve muito em parte a química e interação hábil de um elenco formidável. Com a inserção de uma nova estrela (Julia Roberts), as coisas desandaram de tal forma, que o elo que unia uma interessante trama se partiu. Com a confusão de sua personagem mal construída dentro da história, tudo virou uma sequência sonolenta que só teve bons frutos em coisas repetitivas do primeiro filme. 

Legalmente Loira 2 (2003)


Depois de se formar em Harvard, Elle Woods (Reese Witherspoon) é agora uma jovem advogada que conseguiu seu primeiro emprego em um grande escritório e divide seu tempo entre a carreira e os preparativos para seu casamento. Ao descobrir que a mãe do seu adorado chihuahua, Bruiser, está sendo usada como cobaia em testes com cosméticos por um dos clientes do escritório, Elle resolve defender os direitos dos animais e é imediatamente despedida. Arrasada, mas sem deixar de ser otimista, ela vai para Washington DC trabalhar com a congressista Victoria Rudd (Sally Field) e resolver as coisas do seu jeito, criando uma lei que proíba os testes com cães e outros animais, libertando assim a mãe do cachorrinho.

O filme se aproveita sem nenhum pudor da fórmula de sucesso do primeiro. Até a própria Reese Witherspoon não consegue mudar, repetindo o mesmo trabalho, sem acrescentar praticamente nada à sua personagem que poderia ter amadurecido um pouco mais. No entanto, diante da proposta infantil do filme, é impossível exigir tanto. 

Hannibal (2001)


Os clássicos personagens Hannibal Lecter e Clarice Starling voltam a se encontrar nesta sequência tão desprezível quanto asquerosa. 

O Dr. Hannibal Lecter (Anthony Hopkins) foge da prisão, e dez anos depois, vive tranquilamente pelas ruas. Porém, a agente do FBI, Clarice Starling (Julianne Moore), que nunca se esqueceu da conversa que teve com ele, passa o tempo todo apreensiva buscando soluções para capturá-lo com a ajuda de Mason Verger (Gary Oldman), uma vítima e sobrevivente do ataque de Lecter. 

Para causar impacto no filme, os autores abusaram da boa vontade dos espectadores, jogando tudo num roteiro previsível, interpretações preguiçosas e cenas dantescas como a de um dos inimigos de Lecter, interpretado por Ray Liotta, comendo o próprio cérebro cozido e servido pelo vilão. 

Efeito Borboleta 2 (2006)


Julie (Erica Durance) estava comemorando seu 24º aniversário com o namorado, Nick (Eric Lively), e seus amigos. Nick teve que ir a uma reunião de trabalho. Ele dirige em rumo à cidade e, todos dentro do carro, sofrem um acidente com um caminhão. Dos quatro amigos, Nick é o único sobrevivente. Um ano depois, Nick descobre que tem o Dom de retornar ao passado e tentar modificar as coisas. E claro, usará isso para tentar evitar que sua amada parta dessa pra melhor. 

A originalidade do primeiro filme estrelado por Ashton Kutcher já foi pro espaço só por esta sinopse e quando as tentativas de burlar esta previsibilidade decaem para sequências de cenas com erros de continuidade pavimentadas com sexo em abundância, a obra torna-se facilmente esquecível. 

Miss Simpatia 2: Armada e Poderosa (2005)


Após ter combatido uma ameaça terrorista no concurso de Miss Estados Unidos, Gracie Hart (Sandra Bullock) acaba por tornar-se uma celebridade, o que a deixa frustrada uma vez que a prejudica no trabalho. Com isso, Hart é convidada a ser o rosto oficial da organização e ganha uma nova amiga de trabalho, a agente Sam Fuller (Regina King). Entretanto, Hart decide por voltar à ativa quando sua amiga e Miss Estados Unidos e o apresentador do concurso são sequestrados em Las Vegas. 

Uma nova aventura armada para a simpática protagonista de um inesperado sucesso não foi tão poderosa quanto muitos pensavam. Nem mesmo todo o brilho da incontestável estrela conseguiu dar um vigor a esta sequência bocejante, de piadas sem graça e cenas de ação mal conduzidas. Nada que lembrasse a força da natureza cinematográfica que foi o original. 

Instinto Selvagem 2 (2006)


Catherine Tramell (Sharon Stone) é uma escritora de suspenses que se mudou há pouco de São Francisco para Londres. A misteriosa morte de um astro do esporte, em que Tramell esteve envolvida, faz com que o respeitado psicanalista Michael Glass (David Morrissey) seja designado para fazer uma avaliação psiquiátrica da escritora. Glass logo se sente fisicamente atraído por Tramell e ao mesmo tempo intrigado com ela. Contrariando os conselhos de sua mentora, Glass se envolve com Tramell, dando início a um jogo de mentiras e sedução.

Quando protagonizou o filme original, quase 15 anos atrás, Sharon Stone foi catapultada para o estrelato. A história de 1992 era erótica, cheia de reviravoltas, que mexia com a cabeça do espectador até o fim do filme. Um sucesso que foi descaradamente copiado nesta sequência, só que sem o mesmo charme. Pra quem viu o primeiro e a lendária cruzada de pernas de Stone, pode desistir desse. 


O Caçador e a Rainha de Gelo (2016)


Sequência de "Branca de Neve e o Caçador", trouxe Chris Hemsworth e Jessica Chastain como o casal de Caçadores travando uma nova batalha com a Rainha Ravenna (Charlize Therón) e sua irmã Freya (Emily Blunt), a Rainha do Gelo, que depois de perder o Amor e uma filha, viveu por décadas sozinha em um remoto palácio, criando seu próprio grupo de caçadores mortais. 

Ninguém entendeu e muito menos engoliu uma sequência de um filme que não foi tão bem aceito pela crítica. O resultado não poderia ser outro, além de um total desperdício de um ótimo elenco. Tudo é fraco no filme. A motivação da Rainha de Gelo em ser Má, o retorno de Ravenna sem razão alguma e um Amor tão convincente capaz de sucumbir a uma mentira mal elaborada.


Mudança de Hábito 2: Mais loucuras no Convento (1993)


Quando uma escola pública dirigida por freiras é ameaçada de ser fechada devido ao péssimo comportamento de seus alunos, a Madre Superiora (Maggie Smith) decide convocar a cantora Deloris (Whoopi Goldberg) para dar aulas de música, formar um coro e tentar mudar a vida dos jovens. Ela, então, abandona seus shows em Las Vegas e volta a se disfarçar de freira para assumir a nova missão. 

O título em português (Mais loucuras no Convento) deveria servir para a ideia dos roteiristas, que um ano depois do megasucesso da primeira sequência, decidiram destruir sem nenhuma razão aparente, o que construíram. A motivação de falência da Escola é um dos elementos repetitivos, que cria uma história chata com uma garota rebelde e insuportável, que teria talento para a música, mas se nega a juntar-se ao grupo. Os números musicais não são tão vibrantes, e nem mesmo Woopi Goldberg com talento e carisma consegue salvar este equívoco. O pior é ver as freiras como simples ornamento dentro do filme. Dispensável. 

Velocidade Máxima 2 (1997)

Annie Porter (Sandra Bullock) está num luxuoso navio com o seu namorado Alex Shaw (Jason Patric) para passar férias no Caribe, mas alguém chamado John Geiger (Willem Dafoe) um gênio em informática toma o controle do navio. Alex, que secretamente é membro da SWAT,  precisa rapidamente anular os planos de Giger e fazer com que todos cheguem em segurança à costa, mas há um grave problema: como Alex vai enganar Geiger, se ele controla todo o navio através de um teclado?

Dentre todos os problemas dessa péssima sequência, está a ausência de Keanu Reeves, com quem Bullock teve uma química que se sentia a léguas de distância. Unir a protagonista com um mocinho fraco e sem carisma, foi um tremendo tiro no pé. No entanto, este é o menor dos problemas. Cheguemos ao vilão, interpretado de forma penosa e caricata pelo ótimo William Da Foe e sua motivação ridícula de buscar vingança. Os diálogos são insossos e desconectados, em alguns momentos, irritantes. Nem com a música vibrante de Carlinhos Brown (A namorada), parte da trilha sonora do filme, dá pra engolir esta bomba cinematográfica. 

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Quadrilogia Shrek: o que começou ótimo, terminou bem



É tempo de férias escolares e neste período as crianças estão mais suscetíveis a coisas que lhes agradam mais como filmes de animação, aos montes nas Tvs tanto aberta quanto fechada. Uma das grandes pedidas para este período de recesso escolar, é a Quadrilogia do Ogro mais famoso do cinema. 

Quando Shrek, o filme estreou em 2001 veio carregado de grandes elementos cinematográficos em que se condensam grandes filmes. Criativo, inteligente e extremamente original, conquistou uma legião de fãs pelo mundo ao satirizar os Contos de Fadas ao lado de seu fiel amigo Burro. Não, nada de programas de humor chatos e apelativos. Para fazer isso com sucesso, foi preciso uma boa dose de liberdade criativa e poética. 

Quem imaginaria em seus maiores devaneios que o Príncipe Encantado de uma bela Donzela em apuros seria um Ogro feio e verde? E que o verdadeiro Príncipe Encantado seria um vilão nessa história? Pois é, esses são apenas alguns exemplos de personagens que cativaram o público de forma inexplicavelmente louvável se formos levar em consideração o receio dos autores quanto a aceitação da história. 

Quando os créditos de Shrek começaram a subir, o que se viu foi a resposta a um elemento primordial do cinema: a volta da magia nas animações juntamente com a já eloquente "lição de moral" no fim. O Ogro saiu do Pântano e sobreviveu a mais 3 filmes, que vamos relembrar agora.



Shrek (2001)
Nesta primeira aventura, o Ogro Shrek temido por todos, se vê numa aventura perigosa quando os personagens de Contos de Fada acampam em seu Pântano. Para tirá-los de lá, ele aceita a proposta do Lord Farquad de resgatar a Princesa Fiona de uma Torre. Só que ambos não esperavam que o Cavaleiro nada convencional e a Princesa fossem se apaixonar em meio a segredos e revelações. A originalidade em que a trama é conduzida, o carisma dos personagens tanto principais quanto coadjuvantes ajudaram a arrecadar uma grande bilheteria, tornando-se um verdadeiro e merecido sucesso. A trilha sonora também merece menção, com músicas tanto românticas quanto dançantes. 



Shrek 2 (2004)
Pra quem acha que sequências nunca são melhores que as originais, deve assistir a nova aventura de Shrek. Agora casado com Fiona, eles têm de enfrentar a Ira do Príncipe Encantado e de sua mãe, a Fada Madrinha, para poder viver seu final feliz. Tudo isso, tendo de se apresentar para a Corte e conhecer os de Fiona, o casal Real de Tão Tão Distante. A sinopse da trama já deixa claro o que estaria por vir. Um ótimo texto ostentando cenas pra lá de engraçadas e inesquecíveis. Tudo é muito adulto e "humano". Além disso, a inserção de o Gato de Botas, conferiu um charme a mais à obra. O sucesso foi tanto que o amigo felino de Shrek, ganhou um filme próprio, mesmo que não obtivesse o mesmo sucesso. 


Shrek Terceiro (2007)
Embora seja o mais fraco da Quadrilogia ao mostrar sinais de desgaste, vale a pena por algumas boas piadas. O Rei de Tão Tão Distante está morto e agora cabe a Shrek assumir o Trono ou encontrar alguém que possa. Assim ele parte atrás de Arthur, que se apresenta como um típico perdedor no Colégio em que estuda. Neste tempo, Fiona descobre que está grávida e a novidade não deixa o Ogro muito entusiasmado. O que encantou nos 2 primeiros filmes, perdeu a essência neste. Shrek agora não é um Ogro repulsivo, pelo contrário, faz piadinhas incômodas sobre paternidade e o que é pior e um tanto quanto inexplicável, a despeito do Colegial e suas agruras. Pra mim, não pegou bem sua faceta mais descolada no filme.


Shrek pra sempre - O capítulo final (2010)
O que esta Quadrilogia sempre teve foi a capacidade de surpreender e aqui não foi diferente. Quando muitos pensavam que nada mais de legal poderia surgir, eis que os autores criam um grand finale para se retratarem do terceiro filme. Seguindo a linha de roteiros alternativos, aqui vimos como seria se Shrek não tivesse nascido quando ele pressionado pela vida rotineira que está levando, sede a um Acordo com o inescrupuloso Rumpelstiltskin. A sequências inciais são bárbaras! Com isso, os personagens puderam brilhar melhor e mais seguramente. Fiona por exemplo, viveu uma especie de Princesa Lea ao se declarar a Líder da Resistência Ogra contra a Tirania de Rumple, que tornou Tão Tão Distante um lugar sombrio. Burro e Gato também se mostram diferentes, mas com o humor ainda inabalável. 

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Grandes atuações vencedoras do Oscar: Melhor Atriz

Assim como fizemos na categoria masculina, agora vamos listar 10 grandes atuações femininas que fizeram por merecer o prêmios. Algumas delas são mesmo inquestionáveis e estão no top 10 de todos os tempos. Mas, é só o ponto de vista do cineposforrest. Nos diga se esta é a sua lista também ou gostaria de incluir outras. Eis as escolhas:

10 - Bette Davis (Jezebel, 1939)

Davis é com certeza uma das melhores atrizes de todos os tempos e, além de tudo, era uma mulher à frente do seu tempo. Talvez por isso conseguiu encarnar com tanta gana uma mulher que desafia os costumes da conservadora Nova Orleans de 1850. Mas não é só isso, que é exigida, ela ainda consegue ter uma carga dramática excepcional na parte final do longa de Willian Wyler. Inesquecível.

Disputou com:
Fay Bainter por Novos Horizontes
Wendy Hiller por Pigmaleão
Norma Shearer por Maria Antonieta
Margareth Sullavan por Três Camaradas



9 - Hilary Swank (Meninos não Choram, 2000)

Swank é uma curiosa figura do meio cinematográfico, pois, é de uma irregularidade sem igual. Em meio a papéis insossos, conseguiu duas grandes atuações da carreira e levaram o Oscar (a outra foi por Menina de Ouro). Aqui, consegue ficar perfeita tanto na expressão corporal e trejeitos quanto na forma em que captura as provações psicológicas de Brandon Teena. Uma atuação para a história.

Disputou com:
Annette Benning por Beleza Americana
Janet McTeer por Livre para Amar
Julianne Moore por Fim de Caso
Meryl Streep por Musica do Coração



8- Sissy Spacek (O Destino mudou sua vida, 1981)

Os olhos marcantes de Spacek não foi a única coisa que lhe deram destaque neste papel. Como a cantora country Loretta Lynn ela consegue uma atuação impressionante ao mostrar o caminho difícil que a estrela teve de enfrentar, no meio familiar e no profisional, até chegar ao estrelato. Além disso, ela mesmo entoa algumas canções com uma qualidade musical invejável até para cantoras profissionais. Estupenda!

Disputou com:
Ellen Burstyn por Ressurreição
Goldie Hawn por A Recruta Benjamin
Mary Tyler-Moore por Gente como a Gente
Gena Rowlands por Gloria



7 - Meryl Streep (A Escolha de Sofia, 1983)

Em um dos filmes mais dolorosos que se tem notícia, Meryl Streep entrega mais uma de suas memoráveis atuações como uma imigrante polonesa que ainda sofre as consequência de uma terrível escolha que teve de fazer nos campos de concentração nazista. Além disso, mantém uma relação conturbada com um maníaco-depressivo e um escritor sem inspiração. Detalhe para a cena da tal escolha, Streep simplesmente assombrosa.

Disputou com:
Julie Andrews por Victor ou Victória?
Jessica Lange por Frances
Sissy Spacek por Missing - Desaparecido, um grande mistério
Debra Winger por A Força do Destino


6 -  Jodie Foster (O Silêncio dos Inocentes, 1992)

Não é para qualquer conseguir dividir as atenções do público em um filme quem tem como o outro personagem principal o Hannibal Lecter de Anthony Hopkins. Sua Clarice é introspectiva, porém consegue transmitir uma veracidade incrível na forma como mantém um relacionamento dualizado de medo e fascinação por Lecter. Uma das melhores de todos os tempos, com certeza.

Disputou com:
Geena Davis por Thelma & Louise
Susan Sarandon por Thelma & Louise
Bette Midler por Para eles, com muito amor
Laura Dern por As Noites de Rose


5 - Olivia de Havilland (Só resta uma lágrima, 1948)

Apesar de o filme se um dramalhão sem fim, não há como negar que a sobriedade da atuação de Havilland é maior que o filme. Interpretando uma mãe que é obrigada a amar à distancia um filho que teve de dar outra família por ser solteira, ela consegue nos transmitir com uma amargura da escolha que foi obrigada a fazer. Voltaria a vencer três anos depois, mas este foi seu grande papel.

Disputou com:
Celia Johnson por Desencanto
Jennifer Jones por Duelo ao Sol
Rosalind Russell por Sacrifício de uma vida
Jane Wylman por Virtude Selvagem


4 - Louise Fletcher (Um Estranho no Ninho, 1976)

Como não estar nesta lista uma das maiores vilãs que tivemos os prazer de ver no cinema? Fletcher protagoniza um embate excepcional com Jack Nicholson, só que suas artimanhas por trás dos olhos gelados são de cunho psicológicos, que trastorna e dá medo não só nos internos do hospital psiquiátrico, como também no espectador. Isso tudo sem exageros caricatos. Uma bruxa de primeira linha.

Disputou com:
Isabelle Adjani por A História de Adele H.
Ann-Margaret por Tommy
Glenda Jackson por Hedda
Carol Kane por A Rua da Esperança


3 - Marion Cotillard (Piaf - Um Hino ao Amor, 2008)

A maior incorporação que uma atriz fez de um personagem real, a Edith Piaf de Marion Cotillard é de uma semelhança assombrosa com a famosa e controversa cantora francesa. Mesmo que não entoe a canções (coisa que nenhum ser seria capaz de fazer, pois a voz de Piaf era única), a forma como se entrega de corpo e alma nos dramas da vida de Edith é coisa fora do comum. Destaque para a cena em que descobre a morte de Marcel. Brilhante!

Disputou com:
Cate Blanchett por Elizabeth: A Era de Ouro
Julie Christie por Longe Dela
Laura Linney por A Família Savage
Ellen Page por Juno


2 - Elizabeth Taylor (Quem tem medo de Virgínia Wolf?, 1967)

A figura controversa de Elizabeth Taylor foi levado ao ápice quando estrelou ao lado de seu marido, o não menos polêmico Richard Burton, esse ótimo e cruel filme de Mike Nichols. Os jogos de amor e ódio em que o casal está inserido parece ter caído do céu para Taylor entregar sua mais extraordinária performance e estar no top 10 de todos tempos. Sua instabilidade emocional carrega o filme de preceitos sociais que mudaram o cinema. Incrível!

Disputou com:
Anouk Aimeé por Uma Homem, Uma Mulher
Ida Kaminska por A Pequena Loja da Rua Principal
Lynn Redgrave por Georgy, a Feiticeira
Vanessa Redgrave por Deliciosas loucuras de amor


1 - Vivien Leigh (Uma Rua Chamada Pecado, 1952)

Essa incrível atuação de Leigh costuma dividir com Gena Rowlands (Uma mulher sob influência) o posto de melhor atuação feminina de todos os tempos. O que torna a afirmação plausível é que a Blanche Dubois de Leigh é uma aula perfeita de atuação, com variações incríveis de comportamento e uma imersão gradual na insanidade, sem caricaturas ou exageros. O que impressiona é que em nenhum momento conseguimos identificar outros personagens memoráveis de Leigh como a Scarlet O'Hara de ...E O Vento Levou. Monstruosa!!!!!

Disputou com:
Katherine Hepburn por Uma Aventura na África
Eleanor Parker por Chaga de Fogo
Shelley Winters por Um Lugar ao Sol
Jane Wyman por Ainda Há Sol em Minha Vida







sábado, 16 de janeiro de 2016

As 10 melhores atuações vencedoras do Oscar de Melhor Ator

Muitos sempre saem à guerra em época de entrega do Oscar para discordar de um ou outro vencedor, principalmente nas categorias de atuação. Logicamente, assim como nós, os votantes da Academia também são seres humanos, com um entendimento maior ou menor do assunto, e com gostos dos mais variados. Empatia e o lobby em busca do prêmio também conta. Sendo assim, nem sempre o vencedor é aquele da melhor atuação, daquela que ficará marcada nos anais do cinema, entretanto, sempre tem aqueles ano em que o vencedor realmente entregou uma atuação acima de qualquer debate, unanimidades mesmo. O Cineposforrest listou 10 grandes atuações que venceram o prêmio: Façam as suas!


10 - Charlton Heston (Ben-Hur, 1960)

Não tem como negar que o marreto Heston entrou para a história com seu viril e obstinado Judah Ben-Hur. As várias fases do filme, as muitas passagens exigiu do ator uma atuação física e mental para compor um dos melhores personagens que o cinema já viu. Alguém tem dúvidas que o prêmio foi merecido?

Disputou com:
Laurence Harvey  por Room at the top
Jack Lemmon por Quanto mais quente melhor
Paul Muni por Rebeldia de um bravo
James Stewart por Anatomia de um crime




9- Jamie Foxx (Ray, 2005)

Existem atuações em que o ator parece simplesmente feito com a mesma forma em que o personagem real foi feito, e dessas situações é ade Jamie Foxx. Ao dar vida ao mitológico Ray Charles ele simplesmente nos convence que não se trata de um ator representando, e sim o próprio músico. Só mesmo sendo muito cético para não aplaudir de pé.

Disputou com:
Leonardo DiCaprio por O Aviador
Don Cheadle por Hotel Ruanda
Johnny Depp por Em Busca da Terra do Nunca
Clint Eastwood por Menina de Ouro



8- Jack Nicholson (Um Estranho no Ninho, 1976)

Randle McMurphy coroou a grande fase em que passava Nicholson na década de 70, e também pudera. Seu personagem, um canastrão, consegue ser nos transportar para dentro da insanidade divertida do manicômio em que foi parar para evitar de ir para prisão. Há também os momentos em que traz um pouco de humanidade aos internos. Brilhante!

Disputou com:

Walter Matthau por Uma Dupla Desajustada
Al Pacino por Um Dia de Cão
Maximillian Schell por Um Homem na Caixa de Vidro
James Whitmore por Give 'em Hell, Harry!



7- George C. Scott (Patton, Rebelde ou Herói?, 1971)

O retrato brilhante do controverso e respeitado general Geroge S. Patton veio com o também controverso e respeitado ator George C. Scott, que conseguiu transportar para as telonas toda as características psicológicas do general. Mesmo que tenha rejeitado o prêmio, sua atuação é uma das mais marcantes que o cinema já viu.

Disputou com:
Melvyn Douglas por Meu Pai, Um Estranho
Jack Nicholson por Cada um vive como quer
James Earl Jones por A Grande Esperança Branca
Ryan O'Neal por Love Story - Uma História de Amor



6- Al Pacino (Perfume de Mulher, 1993)

Com certeza um dos melhores atores de todos os tempos, Al PAcino demorou para que conseguisse receber seu tão esperado Oscar, e ele vei com grande estilo. Sua atuação como o ex-militar cego que está desgostoso com a vida é simplesmente estupenda. Como esquecer da cena em que, mesmo cego, dança tango com uma jovem? Uma das mais belas cenas do cinema. Atuação perfeita.

Disputou com:
Robert Downey Jr. por Chaplin
Denzel Washington por Malcom X
Stephen Rea por Traídos pelo desejo
Clint Eastwood por Os Imperdoáveis




5- Daniel Day-Lewis (Sangue Negro, 2008)

Em uma das mais perfeitas combinação de linguagem física e mental, Day-Lewis enche os olhos como o ganancioso Daniel Plainview no filme de P. T. Anderson. Somente os brilhantes vinte minutos iniciais onde não fala nenhuma frase, mas consegue nos passar todo o contexto de seu personagem, seriam o suficientes para vencer o prêmio. Digno de um mestre!

Disputou com:
George Clooney por Conduta de Risco
Johnny Depp por Sweeney Todd: O Barbeiro demoníaco da Rua Fleet
Tommy Lee-Jones por No Vale das Sombras
Viggo Mortensen por Senhores do Crime



4- Ray Milland (Farrapo Humano, 1946)

Em um filme obscuro, que desafio o gosto do público na década de 40, Milland faz um alcoólatra que tem o auge de sua doença em um fim de semana em passa bebendo e tentando a todo custo beber mais. O desempenho é formidável, principalmente na melancólica sequência da busca de seu personagem por uma casa de penhores em pleno feriado judeu. Sensacional!

Disputou com:
Bing Crosby por Os Sinos de Santa Maria
Gene Kelly por Marujos do Amor
Gregory Peck por As Chaves do Reino
Cornel Wilde por À Noite Sonhamos



3- Anthony Hopkins (O Silêncio dos Inocentes, 1992)

Só de citar o nome Hannibal Lecter qualquer um, mesmo que nem seja tão fã de cinema assim, conseguirá lembrar do olhar assustador e hipnótico de Hopkins no filme de Jonathan Demme. Em uma composição exuberante, ele consegue passar toda a volúpia do sociopata sem cair em uma caricatura simplória e banal. Todas suas passagens são inesquecível!

Disputou com:
Warren Beaty por Bugsy
Robert DeNiro por Cabo do Medo
Nick Nolte por O Príncipe das Mares
Robin Willians por O Pescador de Ilusões



2- Ben Kingsley (Gandhi, 1983)

Quando incorporou Mohandas Gandhi pela primeira vez na década de 60, Ben Kingsley talvez não imaginasse que o hiato de vinte anos até a retomada e lançamento do longa fizesse bem à sua atuação. É quase impossível não se curvar à sua brilhante performance, tanto na caracterização física, na qual ficou idêntico, quanto na forma com que transmite o ideias como o próprio Mohandas. Show!

Disputou com:
Dustin Hoffman por Tootsie
Jack Lemmon por Missing - Desaparecido, um grande mistério
Paul Newman por O Veredito
Peter O'Toole por Um Cara Muito Baratinado



1- Marlon Brando (O Poderoso Chefão, 1973)

Se Don Vito Corleone é um dos mais inesquecíveis personagens da história do cinema isso se deve sem dúvidas à atuação esplendorosa de Brando. Considerado o melhor ator de todos os tempos, ele consegue criar um personagem ímpar, que mostra os dois lados de um ser humano, ora visto como um monstro, outras como um pai devotado a manter sua família unida. Gigantesco!

Disputou com:
Michael Caine por Jogo Mortal
Laurence Olivier por Jogo Mortal
Peter O'Toole por A Classe Dominante
Paul Winfield por Sounder - Lágrimas de Esperança




domingo, 20 de dezembro de 2015

Star Wars: do melhor ao pior



Enquanto muitos estão eufóricos por Star Wars: O despertar da força, que deu um fôlego considerável à famosa franquia, nós do Cinepós, listamos em ordem crescente, os filmes preferidos da primeira e segunda Trilogia:

1 - Episódio V: O Império contra-ataca (Star Wars Episode V: The Empire Strikes Back, 1980)


Depois do grande frisson da primeira sequência, George Lucas conduziu com brilhantismo esta segunda parte que mostrou que as Forças do Império Galáctico não podiam ser desprezadas depois da destruição de sua principal base (A Estrela da Morte). O mundo cinematográfico ficou conhecendo mais a fundo o vilão Darth Vadder, que aqui faz a grande revelação do filme. Depois de uma produção difícil, o império Contra-Ataca foi lançado em 21 de maio de 1980 e inicialmente recebeu críticas mistas, embora desde então tem crescido em grande estima, tornando-se o capítulo mais aclamado pela crítica na saga épica Star Wars, e é considerado um dos maiores filmes de todos os tempos.

2 - O Ataque dos Clones (Star Wars Episode II: Attack of the Clones, 2002)


Embora não tenha recebido críticas positivas por parte da Imprensa (aliás toda a segunda Trilogia foi assim), eu considero um filme muito mais válido pelo contexto/importância dentro da história da franquia, do que pela realização propriamente dita. Dez anos se passam e a República está em uma crise terrível. Anakin Skywalker e Obi-Wan Kenobi tem uma nova missão: cuidar pessoalmente da ex-rainha de Naboo, e agora senadora, Padmé Amidala, que está sendo misteriosamente perseguida por um inimigo ainda desconhecido, que quer lhe tirar a vida. George Lucas observou que a ascensão de Palpatine ao poder é muito semelhante à de Adolf Hitler na Alemanha nazista , como chanceler da Alemanha , pois a este último foram concedidos "poderes de emergência", como à Palpatine. Em suma, a base para o Império que se restauraria na Galácia. 

3 - Uma nova esperança (Star Wars Episode IV: A New Hope, 1977)


É o primeiro filme da franquia, e como tal, merece o status de clássico. Aqui vemos o despertar da força de dois jovens que seriam os baluartes da Democracia Galáctica. Dezenove anos se passaram após a queda da República Galáctica e o extermínio dos Jedi pelos soldados-clones seguindo ordens do Imperador. O "alto oficial" do Império Galáctico, Darth Vader, vai atrás da senadora e Princesa Leia Organa, sob duas acusações: ela é parte da resistência ao Império, a Aliança Rebelde, e roubou planos do projeto secreto imperial, a Estrela da Morte. Lea e Luke, juntamente com o sínico conquistador Han Solo, entram para a galeria de personagens inesquecíveis do cinema numa aventura memorável e impactante para a época. 

4 - A Ameaça fantasma (Star Wars Episode I: The Phantom Menace, 1999)


Considerado também como o início de toda a franquia, é um dos que foram filmados 15 anos depois de lançada a primeira Trilogia. A estréia do filme foi acompanhada por campanha publicitária considerável, extensa cobertura da mídia e grande expectativa, devido ao grande número de seguidores que a série havia criado. A Federação invade Naboo, e os Jedi, para impedir o início de uma Guerra, são obrigados a aterrissar no planeta. Lá, resgatam a Rainha Amidala e vão com destino à Coruscant, capital da República Galáctica. Então o impulsionador para o hiperespaço da nave falha, e são obrigados a procurar um novo em Tatooine, onde Qui-Gon acha um escravo com dons da Força chamado Anakin Skywalker. Qui-Gon Jinn leva Anakin para Coruscant, a fim de que ele venha a ser treinado, mas o conselho Jedi o rejeita. Marcado por uma das melhores cenas de batalha com Sabres de Luz da franquia. 

5 - A Vingança dos Sith (Star Wars Episode III: Revenge of the Sith, 2005)


O filme tinha tudo para ser "o filme" de toda a saga, afinal, tratava-se do nascimento de Darth Vadder, mas deixou muito a desejar. A começar pela atuação medíocre do jovem Hayden Christensen, que depois desse fiasco, não emplacou na carreira. Assim, quando aquele que seria o protagonista não consegue convencer, fica difícil acompanhar com mais entusiasmo a história de Darth e sua real motivação para o Lado negro da Força. Três anos depois do Ataque dos Clones, Anakin Skywalker e Padmé Amidala estão casados, a República está em guerra com a Confederação e Darth Sidious prepara-se para controlar a galáxia. Quando Anakin se une ao Lado Negro da Força, Obi-Wan Kenobi deve lutar para proteger Padmé e seus filhos. 

6 - O Retorno de Jedi (Star Wars Episode VI: Return of the Jedi, 1983)


Sim, este poderia fechar com chave-de-ouro toda a saga heroica dos Cavaleiros de Jedi em nome da Democracia, mas conseguiu se tornar o pior de todos com uma linguagem tão ingenuamente irritante e infantil. Não foi a toa que apareceram os "ursinhos carinhosos" para dar uma mãozinha à turma. Com um roteiro fraco e preguiçoso, Lucas deixou de lado a questão mais adulta, sombria, marca de O Império. Com isso, ouviu-se vários aplausos de contentamento por parte dos fãs, que satisfeitos com um final feliz, nem se deram conta da pobreza que foi a obra. O perverso Império Galático, sob a supervisão militar do impiedoso Darth Vader, começou a construção de uma segunda Estrela da Morte, visando aniquilar a Aliança Rebelde. A Frota Rebelde dá início a um ataque em grande escala à Estrela da Morte, e matar Palpatine, pondo efetivamente um fim ao Império. Neste meio tempo, Luke luta para resgatar Vadder do Lado Negro da Força. 

domingo, 22 de novembro de 2015

O Melhor e o Pior de Jogos Vorazes



Chegou ao fim a franquia criada pela autora Suzanne Collins e adaptada com sucesso para as telas de cinema. Jogos Vorazes lutou muito para se desvencilhar de rótulo de tramas adolescentes e visto as 4 obras realizadas obteve muito êxito neste sentido entre os críticos.  

Eu particularmente, considero que todo o desdobramento da franquia, foi dividido em 2 fases. A fase mais juvenil, com uma ação maior e mais romantizada e, a fase mais adulta, sombria, com o contexto político mais latente. Nisso, se dá a diferença de aceitação por parte dos dois públicos envolvidos na trama. A primeira, claro, foi um deleite entorpecedor por parte dos jovens, motivados pelo carisma da fantástica Jennifer Lawrence, que sabe como ninguém trabalhar este atributo. Já a segunda, foi criticada pelos mesmos fãs jovens, pois assumiu um caráter mais reflexivo, cheio de nuances de personagens que confundiram este público num roteiro mais bem trabalhado por Danny Strong

No fim, a franquia deixou no ar saudades entre todos, embora não tenha sido perfeita. Sim, Jogos teve suas falhas, como qualquer outro filme do gênero. Pensando nisso, nós, do Cinepós, listamos o melhor e o pior dos filmes protagonizados por Katniss Everdeen:

O contexto Histórico e Político


Regimes totalitários estiveram na moda na época da Segunda Guerra Mundial, onde alguns países tinham como inimigo em comum outros que adotaram este Regime. A premissa de Ordem e progresso tirou a Liberdade democrática de muitos povos. Neste contexto, Suzanne diferenciou sua obra das outras do gênero, criando um país dividido em 12 Distritos oprimidos pela Grande Capital, criadora dos malfadados Jogos Vorazes. Neste cenário de Guerra, terror, violência e miséria, surge o nome de Katniss Everdeen, o Tordo da Revolução. Uma espécie de Joana Dar’c para eles. Até nisso, a inspiração de Collins se fez feliz afinal, assim como a Heroína francesa, Katniss nem precisou ser uma verdadeira guerreira no campo de batalha. Apenas o Poder de seu nome junto às pessoas e a representação Mítica, eram necessários para inflamar os corações. E assim como Joana, ela foi usada por ambas as frentes, mas manteve sua essência na Batalha.

Jennifer Lawrence


A carreira meteórica de JLaw (como é conhecida para os mais íntimos), surte efeitos distintos entre o público, mas seu talento e carisma sempre são reafirmados, e não foi diferente diante do sucesso da franquia. Ela simplesmente criou uma Katniss perfeita, destemida e carismática. A cara da atriz, que é de longe a melhor de sua geração. O grande acerto da obra, que sem ela e toda o marketing que envolve seu nome, dificilmente teria toda esta atenção por parte da crítica. Neste ponto, mais uma vez atriz e personagem se fundem. 

Crescimento gradativo da protagonista


Katniss não começou como um Baluarte perfeito de Liberdade entre todos. A heroína foi criada aos poucos, não só pelo Poder da mídia dentro dos filmes, mas também amparada por um roteiro que deu todas as oportunidades possíveis para que a moça apagada e insegura do início da trama, se tornasse mais que um rosto na multidão no fim. Desde a primeira sequência, vimos o quanto Katniss cresceu dentro da trama. Uma moça fria, com extrema dificuldades em se fazer amigos, com seus medos, receios, dúvidas e até certo teimosias, foram se transformando em atributos mais heroicos, lapidados com suas qualidades pessoais. 

Para jovens e adultos 


Assim como Katniss conseguiu unir os Distritos contra a Capital, a obra conseguiu unir elementos para Jovens e adultos, mesmo que sacrificando um final melhor. Como já foi dito, dividiu-se em duas partes. Em Jogos Vorazes e Em chamas, tivemos a apresentação mais calorosa entre o público jovem que se empolgou mais com a história cheia de ação e frenesi. A Esperança e O Final trouxe uma trama mais adulta, com um ar mais reflexivo, de diálogos arrastados e pouca ação. Ambos os casos foram necessários para fazer de Jogos Vorazes, uma obra sensível aos dois públicos e por si, diferencia das demais do gênero. 

Talento mal aproveitado


Este parece ser um problema recorrente para este tipo de gênero. Com todos os holofotes voltados para os personagens e intérpretes mais jovens, o elenco coadjuvante de adultos, pouco pode brilhar. Mesmo que tenham apresentado um grande carisma, Stanley Tucci, o saudoso Phillip Seymour-Hoffman, o cantor Lenny Kravitz, a polivalente Elisabeth Banks, o talentoso Woody Harrison, o austero Donald Shuterland e por fim, a sempre ótima Julianne Moore, não tiveram muitos momentos para somar à obra. Esta talvez tenha sido uma das maiores críticas à franquia, que teve à disposição grandes atores e terminou por não aproveitá-los melhor.

Um triângulo amoroso (muito) insosso


Para quem nunca leu os livros, jamais acreditou numa história de Amor avassaladora entre a protagonista e o personagem do inexpressivo Josh Hutcherson (Peeta Mellark) pelo que foi apresentado em todas as quatro produções. O casal Katniss e Peeta deixou muito a desejar neste sentido, muito pelo abismo entre JLaw e seu colega de cena, que não conseguiu chegar nem perto da estrela momento algum. Tudo terminou como algo extremamente forçado para agradar os fãs do gênero, que se alimentam de triângulos amorosos e a constante dúvida do “com quem será que a moça vai ficar?”. Neste aspecto, a obra pode ser sim comparada a Crepúsculo o que, na minha opinião, decai bruscamente em seu interesse, afinal, com o fracasso de tentar fazer deles um casal aceitável, muita coisa se perdeu neste tempo. E não pensem que sou eu partidária do outro, Gale (Liam Hemsworth). A mim não faz falta alguma este plot romântico dentro da obra, embora seja essencial para o sucesso entre o público alvo. 

No fim, tudo poderia ter sido melhor


O roteiro mais lento de momentos contemplativos tem seu bônus e ônus. Se por um lado a direção de arte mais profissional, a proposta mais atemporal e revolucionária desmistifica a obra como algo trivial, este mesmo ritmo acabou fazendo o roteirista perder um pouco o foco no início do quarto capítulo (A esperança – O Final). É claro que não é fácil fechar uma franquia que mudou seu cenário, e assim alguns defeitos do roteiro ficaram visíveis. Alguns momentos dispensáveis (especialmente o que envolvia o tal triângulo amoroso), acabaram por sacrificar momentos realmente importantes como a inserção de mais emoção nas perdas sofridas por Katniss e na reação das outras frentes na Batalha. Aliás, da própria batalha final pouca coisa foi mostrada assim como a interrogação sobre a figura de Katniss aos olhos de todos depois de seu ato surpreendente no fim de toda a Guerra. Ficamos apenas com a subjetividade dos fatos. 


Entre erros e acertos, Jogos Vorazes merece todo o status que conquistou só pela ousadia e talento de sua criadora, que deu ao público alvo muito mais que eles conseguem supor. Pra quem teve maturidade pra entender tudo por detrás de armadilhas, corrida pela sobrevivência, romances, alianças e vilões involuntários, ficou satisfeito em aceitar algo que não precisou se condensar em historinhas tolas, sem nenhuma profundidade e importância. Algo que não barateou temas e discussões, e muito menos o custo de produções. Jogos Vorazes provou que para falar aos jovens como eles merecem, é preciso ter mais voracidade na intenção de fazer um filme do gênero no mínimo mais marcante para eles e todos nós. 

terça-feira, 17 de novembro de 2015

10 Motivos que fizeram do fim de Harry Potter algo decepcionante



Julho de 2011. Chegava ao fim a saga mais lucrativa da história do cinema. O bruxo carismático Harry Potter (Daniel Radcliffe) criado por J.K.Rowling enfim enfrentava seu algoz de anos e anos. Durante toda a trajetória, o mundo de Harry consolidou os fãs que já existiam e conquistou outros mais entre as aventuras pautadas pelos valores morais passados ao público de todas as idades. 

Mesmo tendo motivos para comemorar êxitos na Jornada, o final deixou muito a desejar. Não pelo próprio final em si, afinal, nenhum fã que se preza, gosta do fim de seus Heróis em qualquer seguimento que seja. O capítulo que encerrou a saga teve alguns pontos que deixaram lacunas consideráveis, e o que é pior, sem aquela oportunidade de reparar os erros:

Eles são maus demais


Uma coisa que sempre me incomodou dentro da saga cinematográfica foi a demonização da família Dursley formada pela tia Pefúnia (Fiona Shaw), Duda (Harry Melling) e Walther (Richard Griffths). Responsáveis por criar Harry após a morte dos pais, eles não fizeram outra coisa a não atrapalhar a vida do pobre garoto. Tudo bem que tudo serviria para o alívio cômico, mas ainda assim a vilania exagerada da família não convence se você não ler os livros, pois neles está contida a resposta pra tanto ódio e tem muito a ver com os Pais de Potter. 

Elenco mal aproveitado 


Um dos grandes trunfos da saga acabou sendo um dos seus pontos negativos. Composta basicamente da maioria dos grandes atores britânicos, nunca conseguiu dar a todos cenas e textos à altura do talento que têm. Alguns serviram apenas como suporte para Harry em cenas com textos non sense e previsíveis. Alguns chegaram a ser constrangedores, como no momento da grande batalha em que "Minerva" (Maggie Smith) faz uma piada fora de hora com o feitiço que acabara de lançar. Aliás, este tipo de gracinha foi a tônica da grande batalha que deixou a desejar. 

O fim de Bellatrix Lestrange


Ainda falando em mal aproveitamento de elenco, chegamos a Bellatrix da talentosíssima Helena Bonham Carter. Depois de chegar abalando os alicerces da vida de Harry ao ser a responsável pela morte do padrinho do menino (Gary Oldman), e do Elfo Dobby, ela se tornou uma espécie de braço direito de Voldemort (Ralph Fiennes). Sua mera presença já inspirava medo em todos. Então por que teve aquele final patético em uma cena de poucos minutos e erro de continuidade gritante? Muito pouco para quem fez tanto estrago.

Harry Potter e as Relíquias da Morte


A história foi até bonitinha, e teve sua importância para o fim, especialmente no que diz respeito à chamada Varinha das Varinhas. Então por que pareceu um capítulo à parte dentro da história de Harry? Parte da explicação vem dos livros....Ahhhhh. Sim. Segundo a sétima edição de HP, a família Potter nem sempre foi Potter e sim Peverell. Daí a relação de Harry com as Relíquias. Então por que isso não fora mencionado desde o primeiro filme (A Pedra Filosofal)? Como todas pertenciam a ele - como um herdeiro - tudo ficou em suas mãos no fim. A Capa ele ganhou sem explicações, a Pedra não quis usar e a Varinha acabou sendo dele. O negativo disso, é que ficou provado o quanto foi mal adaptada esta parte, pois pra quem nunca leu o livro, ou não se lembra deste detalhe do mesmo, ficou como eu, boiando e sem mágica para fazer a ponte (conexão) entre as histórias. 

Dumbledore: Herói ou Vilão?


Na primeira sequência (Relíquas 1), vimos que a jornalista Rita Skeeter (Miranda Richardson) consegue informações importantes do passado do Bruxo Mentor de Harry nada gloriosas segundo o título do Livro. Quando Severo tenta agir como Herói no caso dos Potter, Dumbledore pede algo em troca, criando um aspecto vilanesco. Sua dubiedade fora sustentada por seu irmão, um Velho mal humorado e ressentido que braveja o nome dele diante do quadro da irmã mais nova. "Em sua sede por Poder, Dumbledore sacrificou muitas coisas. Ariana foi uma delas". Só pra resumir, Dumbledore teria abandonado sua família problemática e saído pelo mundo com um amigo atrás das Relíquias da Morte (ele tinha a Varinha) e numa dessas batalhas por Poder, sua irmã teria morrido. Agora, se sua verdadeira índole não seria explorada em ambas as partes, por que mencionar isso no filme deixando mais perguntas, além de criar personagens dispensáveis? 

Rony Ofidioglota?


Antes de abrir a famosa Câmara Secreta, Rony (Rupert Grint) fala algumas palavras na língua das Cobras (Ofidioglocia). E depois para tentar explicar o inexplicável, ele diz a Hermione (Emma Watson) que "Harry falava dormindo....." Certamente uma das sequências mais lamentáveis e controversas entre os fãs, pois como foi colocado no segundo filme, só quem consegue abrir a Câmara é o Herdeiro do Sonserina e que tem o Dom especial da Ofidioglocia e não quem, num golpe de sorte, profere um murmúrio estridente. 

Um estranho no ninho?


Talvez encontremos esta resposta também nos livros, já que durante o tempo em que estiveram juntos (contracenaram), os personagens não demonstraram uma ligação, sentimento tão forte e sólido a ponto de Harry desejar ver o ex - Professor (David Trewlis) em seus últimos momentos de vida. Na minha opinião, uma presença que pouco acrescentou à história do bruxo (nos filmes). 

A Morte e Ressurreição de Harry


Depois de ser desafiado por Voldemort a ir sozinho na Floresta Proibida, Harry, convencido pela visão que teve do passado de Severo Snape (Alan Hickman), acredita ser a última Horcrux. Assim, ele acaba sendo atingido pela maldição mortífera da varinha do Lord, já que era preciso destruir todas as Horcruxes, certo? Só que Harry nunca poderia ser uma Horcrux como deu a entender nas explicações de Dumbledore. Primeiro, quando Voldemort criou as Horcruxes, precisava fazê-la de forma voluntária, e não involuntária....No fim, Harry precisava morrer para destruir o próprio Voldemort, que virou uma espécie de parasita dentro do corpo de Harry. No momento em que "mata" Harry, o que ele mata não é o corpo ou a alma do garoto, mas a ele mesmo. Se fosse uma Horcrux. Harry teria sido destruído. Isso explica o porquê de ter ressuscitado, saltando do colo do grandalhão Hagrid (Robbie Coltrane) em Hogwarts deixando Voldemort com (mais) cara de tacho........

A Varinha das Varinhas


Outra confusão gigantesca aconteceu com a identidade do Dono das Varinha das Varinhas. Neste ponto, é preciso perdoar a "ignorância" de Voldemort quanto ao assunto, pois a maioria ficou mesmo perdida. Segundo a historinha das Relíquias já mencionada, só poderia ser o Dono, Senhor da Varinha das Varinhas quem ASSASSINASSE seu antecessor. Isso ficou forte no primeiro filme, afinal, matar é sempre mais forte que desarmar, e se é uma Relíquia da Morte, isso caberia melhor e mais imponente. No entanto, vimos Harry dando uma explicação um tanto quanto decepcionante para Hermione. Ele era o Dono da Varinha porque Draco (Tom Felton) DESARMOU Dumbledore (Michael Gambon) na Torre de Astronomia e como Harry DESARMOU Draco na Mansão Malfoy, ele seria o Dono da Varinha. Como se vê, o Lord das Trevas (e muitos de nós) fomos enganados com a questão MATAR, DESARMAR pra no fim justificar Harry ser o Dono da Varinha. Sobrou pro Snape.....

Vilão que não deu medo em ninguém


Cruel, a Revista Preview definiu assim a participação final do grande Vilão da saga: "Voldemort mete menos medo que sua Cobra Gigante assustadora". Sendo isso uma verdade no fim, acaba se contradizendo com tudo que foi e representou o vilão nos anos anteriores. Tudo que envolvia o nome "Daquele-que-não-deveria-ser-nomeado" causava calafrios no público. Porém desde que mostrou sua verdadeira face, esse calafrio foi desaparecendo chegando a ser um vilão caricato digno de pena. Não por culpa do trabalho de seu intérprete, pelo contrário, Ralph Fiennes trabalhou com o que lhe foi dado e foi até bem. Mas no fim, seu Lord das Trevas não correspondeu ao seu imenso talento.


Seja por meio dos livros ou pelas telas do cinema, o público que aprecia uma boa forma de entretenimento, busca sempre pelo melhor. E merece o melhor. Obras adaptadas devem ter a missão de antes de tudo, agradar o espectador em todos os níveis. Esta missão só se dá com exatidão quando se preocupam em fazê-lo com paixão pela arte e não visando apenas os enormes frutos que contratos milionários podem gerar. Com todo o respeito aos fãs e a saga de HP, que não deixou de ser um ótimo entretenimento, não poderia deixar de explanar aqui meu sentimento de que tudo deveria ter sido melhor para respeito aos próprios fãs e a quem não quer sair da sala de projeção direto para uma Biblioteca mais próxima levando consigo uma Lista de porquês. 

Os fãs mais ardorosos vão com certeza odiar esta minha crítica, se valendo do argumento "Nem leu o Livro...", tá ok. O dia em que eu quiser ler os Livros, talvez eu entenda mais, mas estamos falando de cinema, algo que deveria ser feito sem deixar lacunas tão gritantes. Assim se faz uma obra bem adaptada, afinal, não precisei ler O Senhor dos Anéis para entender a obra cinematográfica. A questão é adaptar ou seguir a risca o que está contido nos Livros? Pois neste caso não pode existir um meio termo.   

O autor de novelas Manoel Carlos costuma dizer "Escrever uma novela é como comandar um Boing. A decolagem pode ser meteórica, o voo pode até sofrer um ou outro sobressalto, mas a aterrissagem tem que ser perfeita". Harry Potter teve uma decolagem meteórica, um voo com poucos sobressaltos, mas a aterrissagem foi desastrosa.