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sábado, 25 de março de 2017

O Melhor e o Pior de Resident Evil



Chegou ao fim neste ano a franquia transportada para os Cinemas pelo Diretor Paul W.S.Anderson. Baseado em um famoso jogo de games, Resident Evil estreou em 2002 com muita expectativa. O sucesso de bilheteria gerou uma sequência, a melhor delas, Apocalypse em 2004. 

Mas não parou por aí. O Diretor apaixonado pelo Jogo, seguiu com as aventuras de Alice (Milla Jovovich) na tentativa de se vingar e destruir a maior Corporação industrial do Mundo, a Umbrella Corporation. Isso porque a moça se sentiu lesada pela Empresa a qual trabalhava anteriormente, por ter abusado de seu Poder quando esta laçou um vírus mortal no ar, contaminando toda a raça humana que transformou todos em mortos-vivos. 

A luta de Alice agora era caçar os culpados e assim se deu início a franquia que dividiu muitas opiniões no Cinema. Os fãs mais ortodoxos do Jogo detestaram esta nova versão. Já quem não era tão fã assim, viu com bom olhos a adaptação, mesmo com alguns problemas. 

Pensando nisso, nós, do Cinepós, listamos o melhor e o pior dos filmes protagonizados por Jovovich:


Milla Jovovich


O que seria de Resident Evil sem Milla? Arrisco dizer que não teríamos nem a metade dos filmes exibidos. Bela e carismática, a estrela conduziu sua Alice de forma perfeita do início ao fim, mesmo que não tenha tido um grande material humano para trabalhar. Se muitos reclamam da criação de Alice para o Cinema, a atriz nada tem a ver com isso e trabalhou muito bem em todas as cenas que lhe deram. 


Missão dada é missão cumprida


O que você espera quando pretende assistir a um filme de ação? Ação o tempo todo. E junte-se a isso uma direção segura, efeitos especiais e visuais impressionantes e uma produção que não deixou a desejar neste ponto. Com cenas esteticamente bem desenvolvidas, Milla pôde fazer de sua protagonista um exemplo bem arrojado de badass, angariando muitos fãs mundo afora nestes tempos de Girl Power.  

Elenco de tirar o fôlego


Ali Larter, Sienna Guillory, Michelle Rodriguez, Spencer Locke, Wentworth Miller, Odehr Fehr, Shaw Roberts e a própria Milla. Astros de beleza indiscutível foi o que não faltou ao casting da franquia. Tudo para ajudar a atrair um público de todos os gêneros, que curtem mulheres de roupas justas e homens sarados com cara de mau. Este é um tipo de elemento que se espera de uma franquia voltada a um público que anseia por mais que Heróis e Heroínas.


Roteiros inconsistentes


Mesmo tendo uma trama conhecida e de certa forma com finais previsíveis, os filmes da franquia sofreram com roteiros inconsistentes. A trama de RE é bastante homogênea e segura, enquanto os roteiros dos filmes não fizeram jus. Depois das duas primeiras sequências mais estáveis, houve muita confusão na elaboração de histórias e um certo descaso com alguns temas que poderiam ser melhor aproveitados. Tudo pareceu mais do mesmo.


Mal aproveitamento dos Coadjuvantes


Uma das grandes reclamações dos fãs dos Jogos é como os personagens que migraram desses foram mal aproveitados nos filmes. Muitos foram relutantes em aceitar a criação de Alice (personagem inexistente dos Jogos) que tomou para si todos os holofotes. O problema no entanto nunca esteve na criação da personagem de Milla, e sim, na falta de um apuro maior no desenvolvimento dos outros, que não tiveram profundidade (e oportunidade) alguma quando deram as caras.


O Capítulo final


É regra todo o final de uma franquia trazer polêmicas, ou seja, nunca há unanimidade entre a crítica e os fãs. E com RE não foi diferente. O problema é que o capítulo final pareceu não ser o final. Tudo bem que seja fã de finais surpreendentes, que deixam aquela questão no ar. Mas o que aconteceu foi que antes de deixar a questão no ar, o filme deixou várias questões em todos os ares. As arestas não foram aparadas como deveriam, e plots só foram criados no intuito de dar respostas a certas situações. O elo entre os outros filmes quase não existiu. 


Sendo assim, o veredicto sobre a franquia RE é que mesmo se tratando de algo exitoso em termos financeiros, deixou a desejar em pontos importantes, não essenciais. Afinal, existe filmes tão mal trabalhados quanto essa franquia e que ultrapassaram a sétima sequência. 

Todos sabemos que RE nunca tivera pretensão de concorrer a um Oscar e que me desculpem os apaixonados fãs dos Jogos, mas o filme cumpriu o que se esperava dele. Entretenimento com a qualidade apoiada nos recursos tecnológicos disponíveis e uma protagonista carismática, que mesmo brilhando solo, marcou seu nome na história do Cinema em sua representação feminista.  

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Os 10 melhores anos do Oscar de Melhor Filme

Eis a pergunta que sempre está em alta na época da premiação da Academia. Mas, tudo é muito subjetivo. Como entrar em um consenso? O Cineposforrest teve a ideia de usar como base o IMDb, o site que compila as notas de todos os usuários que vão lá e dão nota a um filme. E por que não usar a crítica? Por que em uma pesquisa inicial, o Metacritic, que compila notas de críticos de cinema, não possuía a avaliação de alguns filmes, o que dificultava a análise. E também, convenhamos, quem entende mais de cinema que nós, que utilizamos nosso precioso tempo para assistir a um bom filme? 

Alguns anos ficaram empatados, então utilizamos o ano que tinha um filme com a nota maior como critério de desempate. Ah, e o 11º não ficou empatado com o 10º, então a lista fechou muito bem. 

Outra observação a se fazer é que os primeiros anos do Oscar contou com filme de produção precária (salvo exceções como Asas), o que dão a eles alguma desvantagem em relação aos filmes dos anos 40 em diante. No mais, tudo ok!

É curioso perceber que em apenas quatro dos finalistas o vencedor do Oscar tem a melhor média do IMDb.

Deve-se lembrar também que algumas notas podem variar um pouco para mais ou para menos, devido terem sido computadas a dois meses atrás. Porém, provavelmente não mudaria a ordem da classificação.

Então aproveitem e comentem, foi um trabalho muito cansativo que levou meses. E esperem por outras postagens sobre este conteúdo. Eis os 10 melhores.

10 - 47ª edição - 1975 (Média: 7,92)
"Você está me dizendo que estamos apenas em décimo?"
Em 8 de abril de 1975, a Academia premiou O Poderoso Chefão Parte 2 como melhor filme do ano. O filme é considerado por muitos críticos como um dos melhores da história do cinema e tem uma ótima avalia no IMDb. Mas, O Inferno na Torre, filme-catástrofe dirigido por John Guillermin e com elenco estelar, não agradou muito ao público e tirou esse ano a possibilidade de estar no topo da lista.

INDICADOS:

O Poderoso Chefão: Parte 2 - 9,0
Chinatown - 8,2
A Conversação - 7,9
Lenny - 7,6
Inferno na Torre - 6,9


9 - 49ª edição - 1977 (Média: 7,98)
"Eu sou o herói desta edição? Eu?"
Em 28 de março de 1977 a Academia anunciou um dos resultados mais surpreendentes de sua história ao dar ao mediano Rocky - Um Lutador o Oscar de melhor filme, em ano que tinha como concorrentes os excelentes Todos os Homens do Presidente, Rede de Intrigas e Taxi Driver. Porém, o vencedor é tido com carinho pelo público, que o avaliou muito bem, dando-lhe a segunda melhor nota dos finalistas. Pena que o público não tenha gostado do ótimo Esta Terra é Minha, senão seria um top 3.

INDICADOS:

Rocky, um Lutador - 8,1
Todos os Homens do Presidente - 8,0
Esta Terra É Minha - 7,4
Rede de Intrigas - 8,1
Taxi Driver - 8,3

8 - 21ª edição - 1949 (Média: 7,98)
"Camaradas, quase entramos no top 5 dessa merda"
Único representante dos anos 40, a cerimônia de 24 de março de 1949 teve como destaque a premiação de família, com o Oscar de direção e roteiro para John Huston e ator coadjuvante para Walter Huston no ótimo O Tesouro de Sierra Madre. E este filme, ao lado dos excelentes Sapatinhos Vermelhos, Hamlet (melhor filme), Na Cova das Serpentes e Johnny Belinda colocam este ano nesta honrosa colocação.

INDICADOS:

Hamlet - 7,8
Belinda - 7,8
Sapatinhos Vermelhos - 8,3
Na Cova das Serpentes - 7,7
O Tesouro de Sierra Madre - 8,3


7 - 30º edição - 1958 (Média: 7,98)
"Sabia que deveríamos ter condenado o filme do Brando"
Em 26 de março de 1958, A Ponte do Rio Kwai arrebatou 7 Oscar, inclusive para a atuação esplêndida de Alec Guinness. O filme também agradou o público com boa avalia. Mas, o grande destaque é o quinto lugar geral do top filmes do IMDb, 12 Homens e Uma Sentença com seus 8,9, que alavancou esta edição para o top 10.

INDICADOS:

A Ponte do Rio Kwai - 8,2
Doze Homens e Uma Sentença - 8,9
A Caldeira do Diabo - 7,2
Sayonara - 7,2
Testemunha de Acusação - 8,4


6 - 37º edição - 1965 (Média: 8,00)
"Mein Fuhrer, eu poderia ter entrado no top 5"
Em um ano com dois dos grandes musicais da história do cinema, o destaque foi mesmo para os primeiras indicações ao Oscar de Stanley Kubrick. E devido ao seu ótimo e bem avaliado Dr. Fantástico, essa edição, realizada em 5 de abril de 1965 está representando os anos 60 na lista. Além disso, tanto os dois musicais quanto o delicioso Zorba, O Grego e teatral Becket, estão em um nível que qualquer poderia ter sido vencedor. Sorte dessa edição, e posição espetacular.

INDICADOS:

My Fair Lady - 7,9
Becket, O Favorito do Rei - 8,0
Dr. Fantástico - 8,5
Mary Poppins - 7,8
Zorba, o Grego - 7,8

5 - 72º edição - 2000 (Média: 8,06)
"Ei Chefe, a gente está lá em cima na lista"
O primeira edição do Oscar no século 21 é também a unica representante deste nesta lista. Ainda que o ótimo Beleza Americana tenha sido o vencedor da cerimônia do dia 26 de março de 2000, os outros finalistas também são excelentes filme e amados pelo público. A Espera de um Milagre, O Sexto Sentido e O Informante estão entre os melhores de seus gêneros, mas, As Regras da Vida, o dramalhão de Lasse Hallstrom acaba por cair a média e tirar esta edição do top 3.

INDICADOS:

Beleza Americana - 8,4
Regras da Vida  - 7,4
À Espera de um Milagre - 8,5
O Informante - 7,9
O Sexto Sentido - 8,1


4 - 66ª edição - 1994 (Média: 8,06)
"Se esta lista fosse igual a tua, poderíamos comprar o primeiro lugar"
Era de se esperar que entre os primeiros da lista tenham os mais bem avaliados do IMDb. Nesta edição temos A Lista de Schindler, que é o sexto colocado. Ele acaba alavancando a média, apesar de ser uma ano em que a menos nota foi 7,6 do ótimo O Piano de Jane Campion. A cerimônia de 21 de março de 1994 é o primeira dessa lista em que o melhor filme do público também é o grande vencedor do Oscar. Mas não será o único.

INDICADOS

A Lista de Schindler - 8,9
O Fugitivo - 7,8
Em Nome do Pai - 8,1 
O Piano - 7,6
Vestígios do Dia - 7,9 


3 - 45ª edição - 1973 (Média: 8,10)
"Desculpa Padrinho, mas disseram que estamos apenas em terceiro"
Em 27 de março de 1973 a Academia premiou o que muitos consideram um dos melhores de todos os tempos, ao lado de segunda parte de 1974. O Poderoso Chefão é o segundo com melhor avaliação no IMDb, e isso faz com que a média dessa edição vá ao top 3. Claro que não se pode esquecer das generosas contribuições de Cabaret e Os Emigrantes. Mas, sem o brilhante filme de Coppola, não iriam tão longe.

INDICADOS:

O Poderoso Chefão - 9,2
Cabaret - 7,9
Amargo Pesadelo - 7,7 
Os Emigrantes - 8,0
Sounder - Lágrimas de Esperança - 7,7 



2 - 48ª edição - 1976 (Média: 8,12)
"Só isso para Nashville? Isso foi armação da Ratched"
Única edição da lista que tem quatro integrantes com a nota média na casa dos 8,0 pontos. O fato de Um Estranho no Ninho ter saído da cerimônia do dia 29 de março de 1976 com o big five (Filme, diretor, ator, atriz e roteiro), um dos três a conseguir o feito, acaba o colocando nas graças do povo. Entretanto, Tubarão, Um Dia de Cão, Nashville e Barry Lyndon estão entre os grandes filmes de todos os tempos, e talvez faça desse ano o com a maior qualidade cinematográfica entre todos. Mas ficou e segundo.

INDICADOS

Um Estranho no Ninho - 8,7
Barry Lyndon - 8,1
Um Dia de Cão - 8,0
Tubarão - 8,0
Nashville - 7,8


1 - 67ª edição - 1995 (Média: 8,32)
"Ah lá Dufresne, a gente é líder da porra toda aqui também"
Para os mais jovens, com certeza essa edição é mesmo a que vem à cabeça quando se questiona respeito disso. Porém, seria leviano falar que é o melhor ano devido ao número 1 do ranking do IMDb, o ótimo Um Sonho de Liberdade. É amigo, nesta edição encontramos também o sétimo, Pulp Fiction, de Tarantino, e o décimo, Forrest Gump, o vencedor do prêmio principal do dia 27 de março de 1995. E olha que Quatro Casamentos e um Funeral e Quiz Show tem médias baixas....

INDICADOS:

Forrest Gump - O Contador de Histórias - 8,8
Quatro Casamentos e um Funeral - 7,1
Pulp Fiction - Tempo de Violência - 8,9
Quiz Show - A Verdade dos Bastidores - 7,5
Um Sonho de Liberdade - 9,3




sábado, 14 de janeiro de 2017

10 Filmes e atuações "superestimadas" com Meryl Streep



Considerada uma das maiores atrizes pelo mundo do Cinema, Meryl Streep se viu envolvida em uma polêmica recentemente. Durante o Globo de Ouro desse Ano, depois de receber com justiça um Prêmio pela sua brilhante carreira, a atriz fez uma crítica a algumas atitudes de Donald Trump, Presidente eleito dos EUA, que como resposta usou o adjetivo que muitos críticos gostam de usar quando se referem a artistas que não são tudo que a mídia pinta. 

Ao chamar Meryl Streep de "superestimada", Trump foi contra a lógica de quem acompanha e vive Cinema. Streep pode estar equivocada politicamente ou ter escolhido uma hora menos apropriada para discursar o tema como alguns opinaram (eu a apoio, diga-se de passagem), mas superestimada é um adjetivo impensável para quem comprovadamente não é. 

De todas as atrizes hoje ela é certamente a que está mais distante desse "adjetivo". Lembrando que em 2015, o próprio Trump chegou a afirmar que a atriz era excelente. De excelente a superestimada é uma mudança de avaliação bem grande num curto espaço de tempo. Mas sabemos que esse debate não envolve apenas a Arte, mas a proposta é falar de Cinema. Cinema que viveu e ainda vive intensamente toda a excelência que Meryl oferece. 

Agora nós, do Cinepos, resolvemos listar grandes filmes e atuações que comprovam que o Presidente eleito foi infeliz nesta declaração:



No oeste da Pensilvânia durante o final da década de 1960, os metalúrgicos russo-americanos Michael (Robert de Niro), Steven (John Savage) e Nick (Christopher Walken), acompanhados de seus amigos Stanley (John Cazale), John (George Dzundza) e Axel (Chuck Aspegren) preparam-se para dois rituais de passagem: um casamento e o serviço militar.

Neste drama de Guerra, Streep quase faturou o Oscar de melhor atriz coadjuvante vivendo Linda, noiva de Stanley, mas perdeu. Um belo ensaio para o que viria a seguir. 




Ted Kramer (Dustin Hoffman) é um profissional para quem o trabalho vem antes da família. Joanna (Meryl Streep), sua mulher, não pode mais suportar esta situação e sai de casa, deixando Billy (Justin Henry), o filho do casal. Quando Ted consegue finalmente ajustar seu trabalho às novas responsabilidades, Joanna reaparece exigindo a guarda da criança. Ted não aceita e os dois vão para o tribunal lutar pela custódia do garoto.

Por este trabalho Streep faturou o Oscar por conta de sua brilhante expressão que deixava cair lágrimas em um rosto sem palavras. 




A aristocrata e fazendeira Karen Blixen (Meryl Strep) viaja à África para juntar-se a seu marido Bror (Klaus Maria), um investidor de café. Após descobrir que Bror é infiel, Karen se apaixona pelo caçador Denys (Robert Redford), mas percebe que ele prefere uma vida mais simples comparada com a que ela vive. Os dois permanecem juntos até o destino forçar Karen a escolher entre seu amor e seu crescimento profissional.

O tipo de filme para mulheres que desejam ser mais do que simples esposas. Streep convence numa atuação poderosa olhando por este prisma. 




Na ilha grega de Kalokairi, Sophie (Amanda Seyfried) está prestes a se casar e, sem saber quem é seu pai, envia convites para Sam Carmichael (Pierce Brosnan), Harry Bright (Colin Firth) e Bill Anderson (Stellan Skarsgard). Eles vêm de diferentes partes do mundo, dispostos a reencontrar a mulher de suas vidas: Donna (Meryl Streep), mãe de Sophie. Ao chegarem Donna é surpreendida, tendo que inventar desculpas para não revelar quem é o pai de Sophie.

Em uma pausa de papéis dramáticos, Streep canta e encanta deixando transparecer uma energia jovial que somente uma atriz desse porte faz com êxito. 




Quando o patriarca da família Weston, Beverly (Sam Sheppard) desaparece, cabe às três filhas de Violet (Meryl Streep), tentar achá-lo. Barbara (Julia Roberts), Karen (Juliette Lewis) e Ivy (Julianne Nicholson) protagonizam com a mãe uma série de conflitos emergem nos dias que se seguem, já que Violet e Barbara nunca entenderam uma a outra, e tanto Ivy quanto Karen estão a beira de abandonar a família. O reencontro gera uma série de conflitos entre todos e grandes segredos são revelados.

Embora o elenco feminino seja respeitável, é Streep quem rouba a cena como uma mãe manipuladora e horrivelmente sincera. A atuação da atriz vale todo o filme.




Em três períodos diferentes, vivem três mulheres ligadas ao livro Mrs. Dalloway. Em 1923, vive Virginia Woolf (Nicole Kidman), autora do livro, que enfrenta uma crise de depressão e ideias de suicídio. Em 1951, vive Laura Brown (Julianne Moore), uma dona de casa grávida que mora em Los Angeles, planeja uma festa de aniversário para o marido e não consegue parar de ler o livro. Nos dias atuais, vive Clarissa Vaughn (Meryl Streep), uma editora de livros que vive em Nova York com sua parceira, mas se sente infeliz com a vida que está levando. 

O filme teve 3 atuações poderosas, e claro, uma delas foi de Streep, ajudando a somar neste quesito a obra-prima de Stephen Daldry. 




Andy (Anne Hathaway), uma moça recém-formada e com grandes sonhos, vai trabalhar na conceituada revista de moda Runway; sua função é ser assistente da diabólica Miranda Priestly (Meryl Streep). A missão de Andy é tentar agradar alguém a quem não se consegue agradar enquanto tenta se descobrir como Profissional. 

Este é um dos filmes e papéis mais populares de Streep. Mais uma vez a atriz doou brilhantemente para um papel, numa metamorfose inesquecível. 




Em 1964, um ar de mudança paira sobre a irmã Aloysius (Meryl Streep) na Escola St. Nicholas. Flynn (Phillip Seymour-Hoffman), um padre carismático, defende a reforma dos costumes estritos da escola e o primeiro aluno afrodescendente acaba de ser aceito. Quando uma freira (Amy Adams) diz à irmã Aloysius que o padre Flynn tem dado demasiada atenção pessoal ao aluno, ela começa uma luta pessoal contra o padre apesar de não ter provas suficientes sobre abuso infantil.

Outro filme poderoso de grandes atuações em que ela não se deixa diminuir e corresponde á altura. Soma ao grande elenco de uma das melhores obras dos últimos tempos. 




O casal Chamberlain, Lindy (Meryl Streep) e Michael (Sam Neill) e seus filhos vão acampar em Ayer's Rock, no interior da Austrália. No entanto, após um pequeno descuido, seu bebê desaparece, aparentemente raptada por um dingo. O corpo nunca é encontrado, e a polícia nota aparentes contradições no depoimento da mãe e a acusa de homicídio. O caso atinge a esfera nacional, torna-se assunto de discussões, desperta o interesse da mídia e faz aflorar o preconceito religioso.

A atuação de Streep neste filme bria a perfeição. Chegamos a sofrer quando ela sofre e ter dúvidas quando a construção dúbia da personagem se faz presente. Tudo isso é trabalho de uma grande atriz. 




Em 1947 Stingo (Peter MacNicol), um jovem aspirante a escritor vindo do sul, vai morar no Brooklyn na casa de Yetta Zimmerman (Rita Karin), que alugava quartos. Lá conhece Sofia Zawistowska (Meryl Streep), sua vizinha do andar de cima, que é polonesa e fora prisioneira em um campo de concentração e Nathan Landau (Kevin Kline), seu namorado, um carismático judeu dono de um temperamento totalmente instável. Em pouco tempo tornam-se amigos, sendo que Stingo não tem a menor ideia dos segredos do passado que Sofia esconde nem da insanidade de Nathan.

Uma das maiores interpretações femininas da história. Uma lenda, um clássico. Só acho que gravar uma das cenas mais poderosas e emblemáticas do Cinema numa única tomada, só mesmo uma atriz "superestimada" não é?

sábado, 19 de novembro de 2016

Carrie: uma estranha quarentona com tudo em cima



“Vocês pararam para pensar que Carrie White tem sentimentos?” A questão colocada em voga durante um sermão da Srta. Collins é o que move o roteiro de Carrie, a estranha, um dos maiores clássicos do cinema. 

Ao tentar proteger uma de suas alunas de um tipo nocivo de discriminação, o chamado bullying dos dias atuais, sua atitude perpetuou as razões de um grupo de garotas más que não suportavam a “estranheza” de Carrie Whitte, uma garota de feições apagadas, tímida, isolada em seu mundo particular e com a forte atenuante de possuir poderes tele cinéticos.

O colegial sempre foi um avatar de inspiração para autores que escrevem especialmente para o público adolescente. E para o multitalentoso Stephen King não foi diferente. Para escrever o livro que deu origem ao sucesso cinematográfico de 1976, o autor se inspirou na figura real de duas garotas que conheceu na cidade onde morava. Tímidas, recatadas, vivendo em seu modo particular, sendo que uma delas tinha uma conturbada relação com a mãe, fanática religiosa. King observou atentamente a relação destes elementos, que culminou com o suicídio de uma destas garotas. 

A forma trágica do desfecho de uma de suas fontes, não o impediu de criar uma personagem que se encaixasse perfeitamente no âmbito dramático deste mundo tão fascinante, mas às vezes tão cruel de nossa realidade. Como figura central deste turbilhão, está Carrie, uma garota que severamente oprimida pelos atos fanáticos de sua mãe, deixando minar sua personalidade e o modo como age ao tentar se encaixar no mundo a qual inevitavelmente deve pertencer. 


Carrie simboliza todos os adolescentes que tem dificuldade em se adaptar a este mundo bem como demonstrar sua verdadeira essência para escapar das inúmeras armadilhas que ele proporciona. A garota que se assusta durante um banho após a primeira menstruação, e que por isso é vítima de uma crueldade psicológica jamais vista no cinema, aos poucos rompe o cordão umbilical com a mãe, Margareth White, se transformando numa moça audaz capaz de desafiá-la. A fim de realizar seu desejo de ter uma vida como qualquer uma, a moça vai ao intrépido baile com um acompanhante “encomendado” por uma de suas colegas. E o que se vê depois é a realização de uma das profecias da mãe. 

”Todos vão rir de você”, a frase dá ênfase a uma das cenas mais clássicas da história, o horror do baile. Depois de subir no palco para receber a coroa de Rainha de Baile, Carrie é molestada por um balde que jorra sangue de porco sob sua cabeça. A partir daí se dá a inserção dos elementos sobrenaturais para expressar a dor e a frustração sofridas pela personagem num momento tão vulnerável de sua condição como mulher. E é neste momento que as sequencias complementam um dos momentos mais memoráveis do cinema. 

A metáfora utilizada pelo autor para tratar de exclusão social, os aspectos religiosos, o melodrama, o horror, são tópicos que colocam a adaptação do diretor como algo inclassificável como gênero cinematográfico, e como um dos filmes mais bem adaptados para o cinema protagonizado pela talentosa Sissy Spacek. A segunda versão em 2002 protagonizada por Ângela Betis trouxe algumas passagens interessantes contidas no livro que não foram utilizadas pelo diretor nesta versão. Uma forma de aproximar os jovens dos anos 2000 dessa história não datada. Mas se a intenção foi digna de aplausos, a realização terminou como uma obra muito caricata e infantilizada para o público alvo. 

Em uma nova tentativa, onze anos depois, deram a Carrie o rosto de Chloe Grace Moretz, e por essa escalação, o filme já perde boa parte de sua credibilidade. Chloe é linda demais pra ser vítima de qualquer bullying de garotas menos atraentes fisicamente. O filme mal conduzido com atuações mecânicas, mesmo contando com a excelente protagonista e a super talentosa Julianne Moore, só funcionou na parte técnica da noite do baile, o que foi favorecida pela evolução do tempo. Mas em vista do impacto, ainda prefiro o de 1976, pois ali pelo menos Carrie era humana, e não uma mutante potencialmente recrutável por Charles Xavier como mostrada neste desastre último. 

Contudo, pecados são reparáveis quando se trata de homenagear um dos maiores ícones do cinema mundial. Quando se trata de algo bem maior e mais contundente em seu objetivo final. Uma obra inesquecível que o sucesso instantâneo tornou Cult, aquela que nunca morre. Continua estranha e bem atraente no auge de seus 40 aninhos. 

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

As melhores atrizes de todos os tempos do Cinema




Muitas marcaram seus nomes em Hollywood por diversos motivos. Algumas eram sexys, outras eram famosas por outros meios, e tantas outras carismáticas junto ao público. A regra se aplica desde que o cinema adentrou a vida de todos. 

Das musas do cinema mudo, passando pelo Cinema moderno e contemporâneo, muitas marcaram seus nomes, mas existe uma seleta lista daquelas que se destacaram pelo simples e puro talento. 

Nós do Cinepós, separamos alguns desses nomes nesta Lista de atrizes que ultrapassaram estigmas e brilharam na arte de interpretar, construindo uma sólida carreira por este meio.



Já famosa no seu país, a Suécia, Ingrid foi levada para Hollywood em 1939 para estrelar a versão de um dos seus mais bem sucedidos filmes suecos, "Intermezzo". A partir daí, o mundo inteiro rendeu-se a uma grande atriz que tinha um estilo próprio que em Hollywood alguns diretores e produtores definiam com um glamour ao ar livre, que fazia com que ela interpretasse da mesma maneira vibrante tanto uma camponesa como uma princesa.


Bergman foi três vezes premiada com o Oscar, sendo duas como Melhor Atriz (À Meia-Luz e Anastácia, a Princesa Esquecida) e uma como Melhor Atriz Coadjuvante (Assassinato no Expresso Oriente). Participou em numerosos filmes, incluindo clássicos do cinema americano, como Casablanca, ou do italiano, como Stromboli.



Começou sua carreira como atriz em 1983 em papéis menores, antes de se juntar ao elenco da soap opera As the World Turns, trabalho que lhe rendeu um Emmy de melhor jovem atriz em série dramática do daytime, em 1988. Começou a fazer papéis coadjuvantes em filmes durante o início da década de 1990, conseguindo o reconhecimento em diversos filmes independentes, antes de sua performance em Boogie Nights, de 1997, lhe render uma indicação ao melhor atriz coadjuvante.


Seu sucesso continuou em filmes como The End of the Affair - que lhe rendeu uma segunda indicação ao Oscar, sendo a primeira na categoria de Melhor Atriz- e Magnolia, ambos de 1999. Por sua interpretação como uma mulher traída em Longe do Paraíso, de 2002, ela voltou a ser aclamada, recebendo diversos prêmios da crítica como melhor atriz, além de uma nova indicação ao Oscar de melhor atriz e a outras premiações do cinema, como o Globo de Ouro de melhor atriz em filme dramático e o SAG de melhor atriz de cinema. No mesmo ano ela recebeu uma outra indicação ao Oscar e ao SAG, porém na categoria de melhor atriz coadjuvante, por sua atuação em As Horas.

Em 2014 recebeu aclamação por parte da crítica, desta vez por sua atuação em Para sempre Alice, obtendo a vitória sobre os mais importantes prêmios destinados aos profissionais do cinema, incluindo o Oscar de melhor atriz, o Globo de Ouro de melhor atriz em filme de drama, o SAG de melhor atriz em cinema e o BAFTA de melhor atriz em cinema, dentre outras conquistas.



Olivia ficou conhecida pela parceria com o astro Errol Flynn, co-estrelando com ele oito filmes, sendo o mais notório As aventuras de Robin Hood em 1938, tido como um dos maiores clássicos dentre os filmes de aventura. Mas foi sua performance indicada ao Oscar como Melanie Hamilton Wilkes no épico ...E o vento levou em 1939 que instantaneamente a colocou nos anais da história do cinema, fazendo com que a atriz ficasse marcada como o símbolo da doçura nos filmes americanos, atribuindo-lhe uma imagem da qual ela própria tentou se desvincular na esperança de obter papéis mais desafiadores e assim provar que a sua capacidade artística lhe permitia ir mais além. 


Fato que foi confirmado na década de 40 em seus desempenhos subsequentes, que, por sua vez, acabaram rendendo-lhe dois Oscars de Melhor Atriz (Só resta uma lágrima e Tarde demais), além de ter sido indicada ao prêmio também por A porta de ouro em 1941 e A cova da serpente em 1948. Dentre as honrarias a ela concedidas também incluem-se a estrela na Calçada da Fama de Hollywood, que recebeu em 1960 graças a sua contribuição à indústria cinematográfica, a Medalha Nacional das Artes, concedida pelo presidente americano George W. Bush em 2008 e também a Legião de Honra, com a qual foi condecorada pelo presidente francês Nicolas Sarkozy em 2010, aos 94 anos de idade



Jodie começou a sua vida artística com anúncios de televisão para a Coppertone aos três anos de idade e, durante a infância, fez diversos papéis em séries de televisão e filmes infantis da Disney. Aos treze anos fez o papel da prostituta adolescente no filme Taxi Driver, de Martin Scorsese, contracenando com Robert De Niro, ela alcançou fama mundial e com uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante.


Ao contrário de atrizes mirins que tiveram grande popularidade e sucesso na infância, sem conseguir o mesmo após a transição para a vida adulta, Jodie estabeleceu-se no mundo do cinema de Hollywood alcançando o primeiro grande momento como atriz adulta em 1988, ao ganhar o Oscar de Melhor Atriz pelo filme Acusados, no qual representava uma garota liberal que, estuprada em um bar, lutava pela condenação dos acusados.

O grande momento da carreira, entretanto, viria em 1991, ao conquistar o segundo Oscar como a agente do FBI Clarice Starling no sucesso O Silencio dos Inocentes, no qual contracenou com Anthony Hopkins.



Liv não gostava da escola e inventava pretextos para não assistir as aulas, o que a levou a passar por psicanálise. Sua paixão era o Teatro, mas fazendo parte de uma família austera e puritana, esperou até os 17 anos para anunciar que desejava ser atriz, o que provocou um grande escândalo familiar. Liv Ullmann deixou a Noruega e foi para Londres, onde estudou arte dramática.


Debutou no cinema em 1957 e 5 anos depois conheceu Bibi Andersson, que pertencia a Companhia Ingmar Bergman. O produtor e diretor se surpreendeu com a semelhança física das duas mulheres e escreveu "Persona" para elas. Depois disso, participou de dez dos seus filmes, entre eles "Gritos e Sussurros" (1972) e Sonata de Outono (1978). De expressões fortes e talento raro para demarcar seus sentimentos, conquistou notoriedade na complexidade das personagens bergnianas.



A carreira de Hepburn é vista como uma das mais famosas de Hollywood e durou por mais de 60 anos. Ela trabalhou com diversos tipos de gêneros da comédia ao drama e recebeu quatro prêmios do Oscar de Melhor Atriz, um recorde até os dias atuais. Seus primeiros anos na indústria cinematográfica foram marcados por sucessos, incluindo um Oscar por sua atuação em Manhã gloriosa em 1938. Na década de 1940 ela foi contratada pela a Metro-Goldwyn-Mayer, onde sua carreira foi focada em uma aliança com Spencer Tracy.


Hepburn alcançou grande sucesso na segunda metade de sua vida, onde ela apareceu em varias produções de Shakespeare. Ela conseguiu aprovação atuando como mulheres de meia-idade, como em The African Queen em 1951. Três Oscares vieram mais tarde por seu trabalho em Adivinhe Quem Vem Para Jantar em 1967, O Leão no Inverno em 1968, e On Golden Pond em 1981. Na década de 1970 ela começou a aparecer em filmes de televisão, que se tornaram o foco de sua carreira mais tarde.



Ganhadora de um Oscar, um Emmy, quatro Globos de Ouro, quatro Bafta e um prêmio Grammy. Ela é a atriz mais jovem a receber seis indicações ao Oscar antes dos 31 anos de idade, com sete indicações no total, e é uma das poucas atrizes a ganhar três dos quatro principais prêmios do entretenimento Americano (EGOT). Além disso, Winslet já venceu os prêmios do Sindicato dos Atores, e um prêmio honorário César em 2012.


A inglesa debutou em Hollywood no filme Almas Gêmeas de Peter Jackson em 1993. Depois veio o filme Razão e sensibilidade (1994) ao lado de Emma Thompson, que lhe rendeu sua primeira indicação ao Oscar, e quando Titanic estourou no mundo em 1997, alavancou a talentosa atriz que até hoje mostra uma regularidade impressionante na carreira. A "perseguição" a Estatueta dourada terminou em 2009 quando levou pela sua atuação no filme O Leitor. No mesmo ano, Kate voltou a contracenar com Leonardo Di Caprio no excelente Foi apenas um Sonho, em uma outra grande atuação. 

Kate é uma daquelas atrizes que provam que algumas nascem com o dom de atuar. Formada no teatro, a maturidade que sempre demonstra em seus papéis é um deleite para o espectador. Independente de prêmios ou não, é nome certo na lista das melhores pela frieza e capacidade de se transmutar a cada personagem. Sem dúvidas, uma atriz dedicada no que faz.



Suas aparições no cinema foram relativamente poucas, mas marcantes o suficiente a ponto de ter vencido o Oscar de melhor atriz duas vezes: a primeira por interpretar Scarlett O'Hara no drama...E o vento levou, de 1939, e a segunda pela atuação em outro filme dramático, Uma rua chamada pecado, de 1951, onde interpretou o papel de Blanche DuBois, a mesma personagem a qual deu vida nos palcos do West End, em Londres.

Frequentemente fazia colaborações com seu marido, o também ator, e diretor Laurence Olivier. Durante mais de trinta anos como atriz de teatro, ela se mostrou bastante versátil, interpretando desde heroínas das comédias de Noel Coward e George Bernard Shaw às personagens dos dramas clássicos de Shakespeare.


Aclamada por ser belíssima e talentosa, tornou-se uma atriz exaltada e celebrada. Leigh, no entanto, esteve afetada por um distúrbio bipolar durante a maior parte de sua vida adulta, e seu humor era quase sempre não entendido pelos diretores. Diagnosticada com tuberculose crônica na metade da década de 1940, sua saúde torno-se enfraquecida a partir de então. 



Conhecida como uma das atrizes mais premiadas de todos os tempos, Meryl Streep já recebeu 19 indicações ao Oscar (recorde entre as categorias ligadas a atuação), vencendo três vezes (Kramer vs. Kramer, A escolha de Sofia e A Dama de Ferro). Também recebeu 29 indicações ao Globo de Ouro, vencendo oito, também um recorde para o prêmio.

A atriz também recebeu dois Emmys, dois Screen Actors Guild Awards, o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes e no Festival de Berlim, cinco New York Film Critics Circle Awards, dois BAFTA, dois Australian Film Institute Award, quatro indicações ao Grammy Award e uma indicação Tony Award, entre outros prêmios.


Recebeu o prêmio honorário do American Film Institute em 2004 e o Kennedy Center Honor em 2011, ambos por sua contribuição para a cultura dos Estados Unidos através das artes performáticas, sendo a mais jovem artista da história a receber tal distinção. Foi condecorada por duas vezes pelo presidente Barack Obama, em 2010 e 2014, com a Medalha Nacional das Artes e a Medalha Presidencial da Liberdade, mais alta condecoração civil dos Estados Unidos.



Após trabalhar em peças na Broadway, Davis mudou-se para Hollywood em 1930, onde obteve pouco êxito com papéis em produções da Universal Studios. Foi contratada pela Warner Bros. em 1932, estabelecendo uma bem-sucedida carreira através de várias atuações aclamadas pela crítica. Até o final dos anos 1940, Davis foi uma das mais célebres protagonistas do cinema americano, reconhecida por seu estilo forte e intenso.


Ganhou uma reputação de perfeccionista muito combativa, sendo que embates com executivos dos estúdios, diretores de cinema e outras estrelas eram frequentemente noticiados pela mídia. Seu estilo franco, sua voz distinta e o cigarro sempre a mão contribuíram para a construção de uma imagem pública muito imitada e satirizada.

Foi a primeira mulher presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Ganhou o Oscar de Melhor Atriz duas vezes (Perigosa e Jezebel), foi a primeira pessoa a receber dez indicações da Academia nas categorias de atuação, além de ter sido a primeira mulher a receber um prêmio pelo conjunto da obra do American Film Institute.

E então, gostaram da Lista? Lembrando que trata-se de uma avaliação pessoal, portanto, sujeita a discordâncias, que no mínimo devem ser feitas de forma construtiva e respeitosa.