Visitantes

domingo, 23 de agosto de 2015

Previsões para o Oscar 2016


Como é tradicional no Cineposforrest, vamos pagar de oráculo e tentar desvendar os nomes que poderão aparecer na cerimônia do Oscar 2016. Nesta primeira parte ficaremos com as tradicionais: Filme, diretor, atriz, ator, coadjuvantes. Concordam ou não? Curtam e comentem !!!

Filme
BROOKLYN

The Revenant
Os 8 Odiados
Carol
Bridge of spies
Brooklyn
The Danish Girl
Suffragette
Divertida Mente
Joy
O Coração do Mar

Podem entrar:

Spotligth
Sicario
Steve Jobs
Mad Max: Estrada da Fúria
Southpaw

Alguns despontam como nomes fortes e praticamente certos como The Revenant de Inarritu, grande vencedor do ano passado, Os 8 Odiados do sempre presente Tarantino e Carol, elogiadíssimo longa de Todd Haynes. The Danish Girl, Bridge of Spies, Brooklyn e Suffragate ainda precisam se firmar, e Divertida Mente, Joy e O Coração do Mar são incógnitas, apesar de O. Russell sempre ser habitué da Academia. Entre os azarões, é bom ficar de olho em Spotligth e Sicario que podem surpreender!

Diretor
ALEJANDRO GONZALEZ INARRITU

Alejandro Gonzalez-Inarritu – The Revenant
Todd Haynes – Carol
Quentin Tarantino- Os 8 Odiados
Steven Spielberg – Bridge of Spies
Tom Hooper – The Danish Girl

Podem entrar:

David O. Russell – Joy
Denis Villeneuve – Sicario
John Crowley – Brooklyn
Sarah Gravon – Suffragette
Ron Howard – O Coração do Mar

Haynes parece ser barbada, assim como Inarritu que irá defender o título. Tarantino sempre é nome forte, e Spielberg sofre com resistências preconceituosas, mas sempre emplaca quando entra em um tema “sério”. Hooper parece cada vez mais forte, porém vive assombrado pelo nome de O. Russell, querido na Academia. Villeneuve pode recer sua primeira e merecida indicação, e GRavon e Crowley pleitam a vaga dos “novatos”. E ainda tem o sempre bom Howard por fora...

Atriz
CAREY MULLIGAN

Cate Blanchett – Carol
Carey Mulligan – Suffragette
Jennifer Lawrence – Joy
Saiorse Ronan – Brooklyn
Julianne Moore – Freeheld

Podem entrar:

Meryl Streep – Ricki and The Flash
Emily Blunt – Sicario
Lily Tomlin – Grandma
Naomi Watts – Três Gerações
Angelina Jolie – By The Sea

Blanchett desponta como nome certo e franca favorita ao prêmio a essa altura da corrida, mas a tendência é que a concorrência aumente e muito com a chegada de Mulligan. Ainda teremos a sempre ótima e querida Lawrence e Saiorse Ronan em um papel interessante. A briga de Moore, atual vencedora, será com Streep, Tomlin e Blunt, mas terá também que ficar de olho em Watts e Jolie, novamente com o maridão Pitt.

Ator
EDDIE REDMAYNE

Leonardo DiCaprio – The Revenant
Eddie Redmayne – The Danish Girl
Michael Fassbender – Steve Jobs
Ian McKeelen – Mr. Holmes
Jake Gyllenhaal – Demolition

Podem entrar

Bryan Cranston – Trumbo
Tom Hanks – Bridge of Spies
Michael Keaton – Spotlitgh
Brad Pitt – By the sea
Joseph Gordon-Levitt – A Travessia

Muitos apostam que seja o ano de DiCaprio depois de tantas esnobadas, assim como Julianne Moore ano passado. Nome certo. Redmayne vem em outro papel icônico e deve ter vaga cativa, assim como Fassbender pelo finado Steve Jobs. McKeelen vem agradando nos festivais como um velho Sherlock Holmes e Jake Gyllenhaal deve estar na lista pela esnobada incompreensível de sua atuação em O Abutre ano passado. Hanks é sempre Hanks, mesmo não estando do gosto dos acadêmicos ultimamente. Cranston tem finalmente seu grande papl para cinema e Keaton está com moral. Pitt pode ser o azarão, assim como Levitt.

Atriz Coadjuvante
ROONEY MARA

Rooney Mara – Carol
Jennifer Jason Leigh – Os 8 Odiados
Julie Walters – Brooklyn
Elle Fanning – Três Gerações
Ellen Page - Freeheld

Podem entrar

Kristen Stewart – Acima das Nuvens
Elizabeth Olsen – I Saw the Light
Helena Bonham Carter – Suffragette
Diane Ladd – Joy
Susan Sarandon – Três Gerações

Mara é favoritísima depois de vencer a Palma de ouro em Cannes. Mas é uma categoria difícil, onde os indicados sempre surpreendem. Por isso, com exceção de Mara, todas as outras, e algumas que nem aparecem aqui tem chances, porém Leigh vem com Tarantino, Walters tem a vaga da veterana, assim como Fanning a vaga da novata. Page pode voltar em um papel sob medida. Stewart venceu o 
Cesar, e tem ótima atuação no filme de Asayas. Olsen é sempre promessa, assim como Carter, que vira e mexe belisca uma vaguinha. Ladd tem o potencil de O. Russell a seu favor; e Sarandon concorre com Fanning no mesmo filme, mas quem sabe!

TOM HARDY
Ator coadjuvante

Tom Hardy – The Revenant
Harvey Keitel – Youth
Samuel L. Jackson – Os 8 Odiados
Mark Rylance – Bridge of Spies
Seth Rogen – Steve Jobs

Podem entrar

Steve Carrell – Freeheld
Kurt Russell – Os 8 Odiados
Robert De Niro – Joy
Benicio Del Toro – Sicario
Idrid Elba – The Beasts of the nation


Assim como na versão feminina, os coadjuvantes masculinos sempre se definem na hora H, e, tirando Hardy, nome quase certo, os outros entram na mesma barca. Vantagem para L. Jackson que tem Tarantino, expert em coadjuvantes ao seu lado. Keitel vem arrancando aplausos em festivais. Rylance pode ser o nome da vez de Spielberg, e Rogen tem sua primeira grande chance de brilhar. Carrell pode pintar de surpresa, assim como Russell para um dobradinha com L. Jackson. De Niro tem O. Russell, e Del Toro sempre deve ser cotado. Elba depende da polêmica em torno de seu filme, mas se resolvido, pode ser nome certo também.


domingo, 28 de junho de 2015

Para todos os gostos

Para celebrar o Dia Internacional do Orgulho Gay em todo mundo, o Cine pós resolveu fazer uma lista com os melhores e mais famosos filmes do gênero pra se acompanhar em um momento específico do duro processo de ser e se tornar do Ser humano. Escolha o seu estilo, e seja feliz!!



Tudo começa com uma tímida troca de olhares, uma conversa geralmente banal, e de repente um toque despretensioso e pronto! Fez-se a mágica! O casal segue os instintos, usam seus atributos pessoais para iniciar uma relação e alguns, mais físicos, para tentar mantê-la longe das intrigas, ciúmes, dúvidas, inseguranças em todos os seus ingredientes indispensáveis para antagonizar os prós e contras de uma história de amor. 

Como tudo na vida, há espaço para os mais variados roteiros dentro de uma história de Amor. São eles que nos fazem amar, sofrer, sorrir, se dar. Quando pensamos que tudo pode ir bem, eis que surgem todos os obstáculos que às vezes são intransponíveis quando se trata de amar alguém do mesmo sexo. Tudo está lá, em seu devido lugar. Os mesmos dramas, as cenas apaixonantes com juras de amor eterno temperadas com beijos ardentes. A diferença é de que no decorrer da trama o galã prefira o ele; e a mocinha a ela. 

Ao tratar de um tema tão delicado quanto à homossexualidade nas telas, Hollywood opta na maioria das vezes por centralizá-las em tramas mais densas, elevando a contundência da complexidade que envolve os sentimentos de cada personagem inserido em histórias com contextos diferentes dependendo do “estado de espírito” de quem assiste.  Obter a Paz de espírito pelo menos através das telas, ratificando a frase primorosa de Fellini: “O cinema é um modo divino de contar a vida”. E o que seria mais divino do que contar (e exaltar) o amor?

A descoberta da Identidade sexual

É verdade que quando alguém se sente atraído por outro alguém do mesmo sexo, a descoberta da identidade sexual se faz difícil, complicada, inquietante. Geralmente este tipo de trama atrai mais o público adolescente, o alvo dessa fase. 

Hoje eu quero voltar sozinho é um filme nacional que teve ótima aceitação da crítica brasileira e chegou a concorrer uma vaga no Oscar de melhor filme estrangeiro. A história conta como uma adolescente cego começa a apurar seus novos sentidos e sentimentos quando inicia uma forte amizade com um aluno recém transferido. 

O Colégio, só que na fora de Internato, também é pano de fundo de Assunto de Meninas de 2001, que reuniu Piper Perabo e Misha Barton numa história em que vimos uma garota descobrir as nuances de uma relação e o desejo através do romance de suas melhores amigas, que formavam um casal. 


A vida como ela é

Obras de qualidade inquestionável que levantam a bandeira da diversidade muitas das vezes são baseadas em histórias reais. Um perfeito mote para o drama e a tragédia.  

O político Harvey Milk teve de militar durante anos pela causa gay numa época turbulenta da política americana. Ele mal viveu para presenciar todo o êxito de suas conquistas. Retrato de uma importante passagem da história que intensificou ao Dia do Orgulho Gay e suas passeatas pelo filme Milk – A voz da Igualdade

Flores raras do brasileiro Bruno Barreto trouxe a parceria da brasileira Gloria Pires e da americana Miranda Otto para contar um romance real entre entre a poetisa americana Elizabeth Bishop e arquiteta brasileira Lota de Macedo Soares em um conturbado momento da política brasileira. Mais uma passagem histórica que merece ser vista por todos. 


Abaixo o pré-conceito! 

O mote contextual das tramas que abordam este tipo de diversidade sempre foi essa imperativa. Julgar o caráter do outro apenas por que ama de forma diferente de você, é fazer um julgamento precipitado, ter um conceito pré-moldado sobre alguém ou situação. Não é o caminho que todos nós seres humanos devemos seguir com certeza.

Em 1991, depois de ser demitido por ser gay, Tom Hanks precisou dos serviços de um Advogado homo fóbico vivido por Denzel Washington em Filadélfia. O detalhe curioso desta trama foi que o preconceito veio logo de quem está tão acostumado a sofrê-lo por conta da cor da pele. O resultado foi a reavaliação de conceitos de Joe, que passou a enxergar todos os homossexuais como Seres humanos protegidos por um Constituição Universal de Direitos. 

A obra tailandesa Yes or No foi o primeiro filme de temática gay no país e felizmente foi bem aceito. Tanto que teve uma continuação também bem recebida. A história gira em torno de duas alunas da Faculdade completamente diferentes em suas personalidades que de repente se veem apaixonadas, mas ainda resistentes aos seus próprios sentimentos calcados em uma Sociedade preconceituosa que veem garotas de outro modo pelo simples fato de se vestirem de forma diferente das outras.  


Nem tudo é o que parece 

As mudanças físicas geralmente acontecem com quem não se sente satisfeito diante de um espelho. Assim, buscar uma maneira de ser feliz se torna um objetivo a ser alcançado.

Meninos não choram contou a emocionante história real de Teena Brandon ou Brandon Teena, que teve sua vida ceifada pelo ódio em Memphis depois que descobriram sua verdadeira identidade. Teena se envolveu com uma garota como rapaz, ela se via como rapaz e certamente não esperava que houvesse tanto ódio a ponto de dar um ponto final em seus sonhos. 

Clube de Compras Dallas em 2013 fez dois vencedores do Oscar numa emocionante história de quebra de conceitos com a parceria inesperada entre um machão inveterado e um corajoso transexual. Mesmo não sendo uma autêntica obra do gênero, vale a pena conferir o show de atuações na mensagem inserida. 


Chocando os conservadores

Para alguns, é preciso ter calma para tratar um assunto tão delicado, mas para outros mais ousados, tem que se mostrar como as coisas são realmente. 

O nacional Praia do Futuro protagonizado por Wagner Moura, surpreendeu os espectadores com uma cena de sexo quase explícito entre ele e um ator alemão. Reza a lenda que muitos “desavisados” saíram do cinema chocados. Diante disso, a Empresa responsável pelos ingressos teve de criar um "Aviso" nos bilhetes. 

Recentemente, um dos mais badalados de Cannes também levantou os fios de cabelo de quem estava assistindo. Azul é a Cor mais Quente tratou o Amor entre duas garotas de forma tão real que podemos presenciar uma cena intensa de sexo lésbico de quase 8 minutos! Tudo isso para retratar a descoberta sexual. O filme dividiu opiniões até mesmo entre os membros da Comunidade Gay. 


O Amor e seu quê de insanidade

Muitos poetas levam o Amor tão ao extremo que são capazes de afirmar que ele enlouquece. Quando não temos pleno controle de nossos sentimentos dantes confusos, agora reafirmados, a tendência é nos deixar levar por um desequilíbrio que se faz normal se tratando da miríade que compõe a natureza humana. 

Não se trata abertamente de uma temática gay, mas Beleza Americana de 1999 nos mostrou como se apaixonar por alguém do mesmo sexo pode ser perigoso. Quando um Oficial do Exército se vê atraído pelo seu vizinho e percebe que tudo não passou de um mal entendido, ele resolve dar fim à vida do seu objeto de desejo, selando o final do protagonista vivido pelo vencedor do Oscar Kevin Spacey. 

Em Almas gêmeas de Peter Jackson, Kate Winslet deu um show de interpretação como a atormentada Juliett Hulme, uma das adolescentes que se apaixonam tão insanamente que se entregam ao lado vil de sua essência ao passo de arquitetarem um brutal assassinato da mãe de uma delas. 

Quando um não quer.....

Decepções, desilusões amorosas também marcam uma época de descobrimento da sexualidade. Muitas das vezes, vários pontos são empecilhos para se viver uma grande história de Amor. E um deles, pode ser o simples fato de que não há Amor suficiente para sustentar uma relação desse âmbito. 

Os cowboys Jack Twist e Ennis Del Mar protagonizaram um romance sensível no maior estilo os brutos também amam em O Segredo de Brockeback Mountain. Eles se encontram durante um trabalho em comum, e começam uma relação intensa. No entanto, na trama um deles aspirava começar uma família e optou por um casamento ao invés de investir em seus instintos e desejos. 

Em Meu Amor de verão, uma jovem vive uma vida insossa e sem perspectivas no interior até conhecer uma outra jovem de espírito livre e indômito e cair na mais cruel das armadilhas. Apaixonar-se por quem apenas queria brincar com seus sentimentos. 


Rir (às vezes) é o melhor remédio

Não só de drama e tragédias vivem as tramas gays. Há também espaço para a comédia e o bom humor. 

O antológico Priscilla – A Rainha do Deserto apesar de algumas cenas dramáticas, teve um ótimo esteio na comédia e no alto astral com uma trilha sonora impecável ajudando a mistificar a aventura de um transexual e dois amigos gays saem pelo país a bordo de um ônibus. 

Saving Face (ou Livrando a cara) é uma obra de Alice Wu que mostra a procura de todos pelo par perfeito. Numa das tramas, uma jovem médica ignora os conselhos da mãe que pretende lhe arrumar um bom rapaz e encontra em uma bailarina o seu verdadeiro par ideal. Uma comédia leve e até certo ponto ingênua, que arranca bons risos. Características do cinema asiático.  


Ultrapassando as barreiras

Os conflitos históricos e sociais de países ortodoxos quase não dão espaços para o Amor de todas as formas. 

Além da fronteira (2013) ganhou vários prêmios no circuito e não é pra menos. O filme retrata a relação homossexual de um Advogado israelense com um jovem palestino depois que o amigo do jovem é morto por ser clandestino no país. 

Para as moças, uma grata surpresa vem do Irã. Circumstance retrata um romance homossexual entre duas jovens do país, que retém seus desejos por conta do regime onde existe um forte preconceito contra a homossexualidade e as mulheres são tratadas como seres socialmente inferiores. Embora não tenha todo o enredo que desejamos, é uma ótima pedida acompanhar as românticas e bem realizadas cenas de Amor. 


E a família como vai?

Geralmente o maior conflito que sofre quem vive um Amor diferente é a não aceitação da família, a primeira a quem muitos tem de recorrer numa época difícil de suas vidas. 

Do começo ao fim conta como nasceu o Amor entre dois irmãos criados por famílias diferentes. Quando o pai de Pedro morreu, sua mãe casou-se pela segunda vez com Alexandre, pai de Tomás. O forte sentimento que uniu os dois “irmãos” rapidamente se tornou um sentimento mais forte e incontrolável. É certo que o filme divide opiniões e quase teve sua sinopse mudada, mas ainda assim, vale a pena conferir pela ousadia da obra. 

O premiado Minhas mães e meu Pai narra a busca de dois jovens pelo verdadeiro Pai. Concebidos por inseminação artificial para um casal de lésbicas, eles vivem uma vida tranquila, cheia de Amor e proteção, mas o anseio de completar a sua família nem que seja por curiosidade, fala mais alto. Assim, eles nem imaginavam que deste encontro nasceria um conflito bem maior para toda a família.  


E claro, aquele final feliz!!!

Muitas das vezes, amar de forma diferente nos remete a um processo longo e doloroso, que pode minar qualquer final feliz acerca do tema. Por isso, é preciso valorizar uma comemoração ao subir dos créditos quando o Amor acaba vencendo sem choro e ranger de dentes. 


Neste espaço, indico a obra britânica Imagine e eu e você. Uma produção não muito badalada protagonizada pela estrela do “mundo lésbico” da época Piper Perabo e da agora famosíssima Lena Headey (a Rainha Cersei de Game of Thrones). A obra é riquíssima de valores onde todos os personagens são tratados sem estereótipos e o amor é o que move qualquer tipo de relação. Tudo contado com naturalidade e humor que leva a um tão ansiado final feliz do gênero. 

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Hermione Granger: a maior das relíquias de Harry Potter


Ela nasceu de uma família de pais trouxas e desde criança já sofria uma espécie de bullying por ser diferente da maioria dos bruxos de Hogwarts. Pequenina, se encolhia num mundo permeado de livros, poções, e tudo mais que se possa existir para fazer de uma criança superdotada uma bruxa de verdade. Era tida como esquisita pela maioria dos colegas por justamente andar na contramão. De personalidade forte, nunca se deixou intimidar com as represarias. Sentia-se e de fato era, a mais brilhante aluna da Escola de Magia, deixando por algumas vezes emergir um ar de superioridade, até certo ponto de arrogância nas salas de aula. Ao optar por um isolamento de escapismo, a sensação de invulnerabilidade criou uma armadura de defesa em seu espírito. De toda esta matéria, fez-se Hermione Jean Granger (Emma Watson), a heroína da saga Harry Potter, e uma das maiores personagens da literatura e do cinema mundial.

A arte de defesa contra as trevas da ignorância e do preconceito foi sua aliada durante um bom tempo. E embora pudesse parecer que estava no caminho certo em se dedicar inteiramente aos estudos, no fundo de seu exílio particular, lhe faltava algo. A paixão não correspondida pelo colega Ronald Weasley (Rupert Grint) colocava em xeque toda sua onipotência. Desta paixão fez-se uma fissura na armadura, deixando-a irritantemente vulnerável. Com a chegada do famoso Harry Potter (Daniel Radcliffe) a Hogwarts, parte de suas necessidades foram supridas. A relação com Ron Weasley mudou de sentido, passando a se conhecerem melhor mediante os perigos que uma amizade com Harry poderia acarretar.

Com o garoto que sobreviveu ao Lorde das trevas, desenvolveu uma mística parceria imprescindível para esta batalha. Uma parceria tão perfeita que traduz com exatidão a máxima de que para todo grande Herói existe aquele aliado fundamental. A pessoa que o ajuda a carregar o fardo que sua posição obriga. Clark Kent e Chloe Sullivan de Smallville e Frodo Bolseiro e Sam Wise Gandhi de O Senhor dos Anéis, são famosos exemplos do sucesso do entrosamento entre o Herói e seu chamado braço direito. Inclusive, Frodo e Sam seriam os personagens de J.R.R.Tolkien que teriam influenciado J.K.Rowlling a difundir os laços de amizade entre os poderosos bruxos, uma vez que a autora parece ter bebido da fonte de O Senhor dos Anéis em algumas passagens de sua saga. Hermione estaria para Harry assim como Sam para Frodo. Contudo, para os fãs, não importa de onde veio a inspiração, pois o importante é o que esta inspiração trouxe de benéfico para eles. Hermione mostrou ter muito mais em comum com Harry que a inicial do nome, chegando a se equiparar, ou superá-lo em alguns aspectos por vezes. Harry dizia que Hermione seria uma bruxa muito melhor que ele, e ela, para retribuir a gentileza não se cansava de exaltar sua coragem. “Eu, livros e inteligência. Mas há coisas mais importantes. Amizade e coragem”, disse ao amigo certa vez.

O Trio mais famoso do universo literário:
Granger sempre à frente
Enquanto isso, Ron seguia à margem, relutando em ouvir a voz de seu coração, mesmo diante de cada façanha realizada por ela. De estranha em primeiro instante, Hermione passou a ser brilhante perante seus olhos do rapaz a cada vez que exibia suas “mágicas soluções” a fim de escaparem das inúmeras enrascadas que se envolviam. Com seu vasto conhecimento do mundo dos trouxas arquitetou fugas oportunas de um local para outro em frações de segundos. O que para a maioria dos bruxos seria uma fraqueza (não ser de sangue puro), para ela definia sua personalidade e deixava sua força mais evidente. É aí que se fundamenta a importância em ser diferente. Poder contribuir a seu modo na luta contra o Mal.

A coragem do menino Potter e o altruísmo do menino Weasley, só ganharam altivez com as qualidades latentes de Granger. Em cada desafio, a amizade entre eles se cristalizava. A jovem bruxa era o eixo principal que os unia. Ela estava sempre apostos toda vez que o perigo rondava seus amigos. Sua lógica perspicaz, sua notória inteligência, coragem onipresente, dedicação inflexível aos estudos, força de caráter singular, se acentuaram consideravelmente com o passar dos anos. Tudo isso mediante a um propósito: tornar-se o pilar inabalável de Harry Potter em sua Guerra contra Voldemort. Foi os olhos do amigo, guiando-o pelas mãos por diversas vezes em cada sequencia. O escudo que o protegeu de um terrível destino. Se tivessem sido criados por J.R.R.Tolkien, se veriam juntos numa jornada igualmente perigosa, com o menino bruxo afirmando: “Harry não teria chegado tão longe sem a Hermione”. Como reafirmou Ron Weasley de J.K.Rowlling, “A gente não ia durar dois dias sem ela”. E o ruivinho nenhum dia a mais sem ela. O casal fofo da saga finalmente se acertou mediante ao perigo eminente do fim do mundo. Conseguiram fundir a admiração dele para com ela, e o amor dela para com ele.

Embora para alguns fãs dos livros, a Hermione das telas seja mais brilhante que das páginas, alimentando a crença de que suas frases de efeito e alguns atributos pertencem ao garoto Wesley antes de serem adaptados, ela ainda assim segue firme e forte como um grande exemplo de poder e humanidade para seus fãs. Na vida real, a garota Emma Watson tenta carregar para si as qualidades fofas de sua personagem e por vezes, uma se mescla com a outra, provando que para ser popular não precisa ir ao limite de exposição de imagem. Enquanto isso, sabemos que mais que uma peça fundamental na batalha do Bem contra o Mal em Hogwarts, Hermione Granger é um típico modelo de heroína atípica, dotada de qualidades notáveis e defeitos aceitáveis. Uma personificação mais que perfeita da amizade incondicional, lealdade catedrática e do amor sublime. Qualidades tão em falta hoje no mundo em que sobrevivemos que pode-se dizer ser algo raro, uma relíquia. A maior das relíquias de Harry Potter.

domingo, 8 de março de 2015

87 Grandes performances femininas no cinema

Hoje comemoramos o Dia Internacional da Mulher. E assim como em qualquer outro seguimento, elas também moldaram o mundo do cinema com personagens inesquecíveis, intérpretes talentosas e filmes marcantes. Então resolvi fazer uma lista com 87 representantes das telas que provam que quando dizem que a mulher é um sexo frágil, a mentira é realmente absurda! 

87 Leandra Leal (como Rosa de O lobo atrás da porta, 2013)


Filha de uma atriz, o caminho para o estrelato sempre esteve de portas abertas para esta brasileira que hoje é uma das melhores de sua geração. Figurinha fácil das novelas, é no cinema que se comprova a capacidade que tem de atuar inserindo uma miríade de emoções em uma amante desequilibrada que comete um crime brutal em nome de uma vingança. 

86 Juliette Binoche (como Hana de O paciente inglês, 1996)


Sendo da estirpe de atrizes respeitáveis, ela brilhou no drama romântico de maior sucesso daquele ano. Como uma enfermeira de coração generoso e jeito afável fez tantos fãs que faturou o Oscar de melhor atriz coadjuvante.

85 Helena Bonham Carter (como Marla Singer de Clube da luta, 1999)


Considerada uma das melhores e mais excêntricas atrizes do cinema, faz como ninguém papéis tão complicados quanto. E tudo isso começou como uma viciada com alto senso de crítica pessoal que envolve todos a seu redor. 

84 Elizabeth Mitchell (como Linda de Gia – Fama e destruição, 1998)


Para acompanhar a sensualidade pra lá de ousada imposta por Angelina Jolie no filme, a atriz surpreendeu vivendo uma maquiadora que se envolve com a modelo. Uma atuação segura esbanjando os mesmos atributos da protagonista. Uma química incontestável! 

83 Naomi Watts (como Maria de O Impossível)


Ela habitualmente costuma dar vida a personagens frágeis, mas neste thriller de ação, a força de sua interpretação como uma dona de casa acometida por uma tragédia que tenta unir sua família se deu como uma boa surpresa em sua carreira. 

82 Linda Blair (como Regan de O Exorcista, 1974)


Naquele que talvez seja seu personagem mais forte em toda a carreira, a garota viveu uma adolescente em crise com a mãe protagonizando cenas memoráveis num filme inesquecível pela suma qualidade. 

81 Maggie Gyllenhaal (como Jean de Coração louco, 2009) 


Mística em atuações convincentes, a atriz brilhou ao lado do protagonista vencedor do Oscar. Vivendo uma jornalista que tenta conciliar sua carreira com o dever da maternidade, não deixou que o filme fosse de uma estrela solitária.

80 Amy Adams (como Sidney Prosser de Trapaça, 2013)


Hoje é uma das mais ascendentes estrelas e melhores atrizes do cinema. Defendendo trabalhos consideráveis com muita competência e carisma caiu nas graças dos críticos em mais um grande trabalho concorrente ao Oscar na pele de uma moça que tenta em vão uma carreira honesta, e acaba caindo na tentação de se tornar uma falsária numa época difícil para todo o povo americano. 

79 Barbara Hershey (como Maria Madalena de A última tentação de Cristo, 1988)


Toda a polêmica em torno de questões religiosas podem até ter impedido o filme de Scorsese de decolar como devia, porém é inegável que o ótimo trabalho do diretor e dos atores, reescreveram a maior história de todos os tempos de forma mais humana e visceral. Palco para a atriz se entregar de corpo e espírito. 

78 Oprah Winfrey (como Sofia de A cor púrpura, 1985)


Woopi Goldberg pode ter sido o nome mais reluzente no letreiro, e sua personagem forte para conduzir esta obra emocionante de Spielberg, mas foi sua coadjuvante que ditou os momentos mais impactantes e memoráveis de todos o filme com boas doses de humor e sensiblidade.

77 Jennifer Lawrence (como Ree Dolly de Inverno da Alma, 2011) 


Que ela é uma das mais queridas e melhores atrizes de Hollywood é inegável, mas dentre tantos os bons papéis ao logo de sua curta carreira, o que mais chamou a atenção foi a crueza madura de interpretar uma garota de 17 anos que toma as rédeas da casa depois do desaparecimento do pai. 

76 Catherine Zeta-Jones (como Velma Kelly de Chicago, 2002)


O filme todo é um espetáculo do início ao fim e parte desse espetáculo se dá pela atuação dos atores, como a bela atriz interpretando com muita propriedade uma dançarina que comete um crime passional e vai parar na cadeia. A ascensão e queda de uma estrela ornamentou com muitas nuances seu excelente trabalho.

75 Elizabeth Taylor (como Maggie de Gata em teto de Zinco quente, 1958)


O filme pode ter tido o desprezo do autor da peça e nem o reconhecimento do grande público como uma obra inesquecível, mas não por conta da atriz que conferiu o que se esperava da personagem. Sensibilidade e sensualidade na medida correta. 

74 Gloria Stuart (Titanic, 1997)


O talento de Kate Winslet (a Rose mais nova) é incontestável hoje e se reafirmou na época do megassucesso de bilheteria. No entanto, a intérprete da protagonista mais velha, também merece menção com um trabalho impecável que emocionou todo o mundo. 

73 Jessica Chastain (como Celia Foote de The Help, 2011)


Assim como a atriz, o filme foi uma das grandes revelações no ano em que foi exibido. De uma sensibilidade incrível e sorriso marcante, esta ruiva dá uma veracidade incontestável a todos os papéis, mas o que mais chama a atenção é a versatilidade que conduziu esta forte personagem desse drama feminino. 

72 Elisabeth Shue (como Sera de Despedida em Las Vegas, 1995)


Garotas de programa ou “mulheres de vida fácil” sempre rendem bons papéis a boas atrizes. E mesmo que não esteja ainda neste patamar, ela mostrou que ao menos pode ter potencial quando se trata de interpretações fortes e cruas neste drama pra lá de melancólico.  

71 Emily Blunt (como A jovem Rainha Victoria, 2009)


Uma das melhores atrizes da geração, conferiu o charme e elegância na medida certa ao retratar a biografia de um dos grandes nomes da história em um tempo específico. O resultado foi uma obra de grande requinte apoiada essencialmente em seu ótimo trabalho. 

70 Sandra Bullock (como Ryan Stone de Gravidade, 2013)


Famosa por papéis em comédias românicas, ela já mostrou que também tem potencial dramático pra segurar um monólogo incessante de emoções no espaço nos brindando com uma das mais intrigantes e impressionantes interpretações dos últimos tempos.  

69 Saoirse Ronan (como Briony Talles de Desejo e reparação, 2007)


A adaptação do best seller de Ian McEwa não teria sido a mesma se não fosse pelo brilho reluzente de uma pequena estrela que conduziu sua fantástica personagem ao limite das emoções. Como a verdadeira protagonista de toda a trama, transitou entre o amor, o ódio, e à vingança de forma soberba. 

68 Francis McDormand (como Glory de Terra Fria, 2004)


Em um enredo moldado para mulheres talentosas se destacar, não deu outra. A força da personagem brilhantemente defendida veio a conferir ao filme o status de algo ao menos para se apreciar. É uma prova de que mesmo para interpretar alguém limitado fisicamente, é preciso ser talento para passar credibilidade.

67 Samantha Morton (como Sarah em Terra dos Sonhos, 2002)


Na pele de uma mãe com problemas depressivos que tenta mudar de vida ao lado de sua vida na chamada "terra das oportunidades", a atriz foi uma das gratas surpresas daquele ano. Posteriormente, ganhou outros papéis no cinema, mas nenhum que pudesse mostrar todo o êxtase de uma perfeita ambiguidade emocional. 

66 Abigail Breslin (como Olive de Pequena Miss Sunshine, 2007) 


Interpretações infantis por si só chamam a atenção do público afinal, o magnetismo que têm gera muita comoção. Ainda mais quando em questão é uma criança que tenta moldar seu caráter e prioridades ao desmistificar todo o padrão de beleza imposto pela sociedade exigente. Em uma atuação vibrante e radiante como o Sol, a pequena entrou na galeria de grandes do cinema. 

65 Cate Blanchet (como Sheba Hart de Notas sobre um escândalo, 2006)


Uma das melhores atrizes de todos os tempos tendo um desafio de viver uma professora mãe de família que se envolve sexualmente com um aluno e carrega consigo todos os sentimentos de amor, paixão, revolta e amargura. Uma miscelânea impressionante num show de interpretação! 

64 - 63 Geena Davis e Susan Sarandon (como Thelma e Louise, 1990)


Uma das dobradinhas mais famosas do cinema marcou uma época em que não se viam tantas mulheres à frente de seu tempo. Quando uma garçonete e sua amiga resolvem sair pelo mundo em busca de aventuras, desenha-se interpretações fabulosas mistificando o modelo de independência feminina.

62 Liza Minelli (como Sally Bowles de Cabaret, 1972)


Uma mulher de personalidade forte que usa conhecidos artifícios para tentar equilibrar a balança do Amor em meio ao nascimento de um dos mais nefastos movimentos da história. De acordo com o gênero, a atuação da atriz foi um verdadeiro show! 

61 Tilda Swinton (como Eva Katchadourian de Precisamos falar sobre o Kevin, 2009) 


A forte carga dramática imposta à personagem nesta brilhante obra poderia ser um fracasso se não fosse uma atriz tão talentosa para reger o projeto. Sendo assim, tudo acabou correndo para bem, marcando seu nome na galeria de uma das mais memoráveis da história como a mãe rotulada e ferida que tenta refazer sua vida após descobrir que o filho protagonizou um ato hediondo no Bairro. 

60 Karen Balkin (como Mary Tilford de Infamia, 1961)


Em uma obra adulta protagonizada por duas grandes estrelas, acabou brilhando uma pequena carregando para si os holofotes de começar uma trama inesquecível como a menina mimada que com uma intriga, arrasa a vida de duas mulheres. É até hoje considerada uma das maiores vilãs do cinema. 

59 Michelle Williams (como Marilyn Monroe de Sete dias com Marilyn, 2011)


Encarnar um mito em sua mais pura essência não é papel para qualquer uma não. Por isso a identificação imediata com a atriz, estrela e mulher se deu facilmente diante de seu grande trabalho.

58 Mo’ Nique (como Mary de Preciosa, 2010)


Viver um papel de mãe na missão de estruturar seus filhos já é muito difícil na vida real e na ficção não foi muito diferente. Ainda mais quando se tratou de uma comediante fazer um personagem tão denso que chega a ser repugnante. Mérito para a atuação premiada com o Oscar como uma mulher infeliz que transfere toda sua infelicidade para a filha.

57 Piper Laurie (como Margaret White de Carrie – A Estranha, 1976)


A grande vilã na vida da estranha mais famosa do cinema, é nada mais nada menos que sua própria progenitora. Tanto sucesso provém de uma fabulosa interpretação que mescla ódio e compaixão raramente é visto. 

56 Lupita NYong’O (como Patsey de 12 Anos de Escravidão, 2013)


Se dependesse da atuação nonsense do protagonista do filme vencedor do Oscar, ele nem passaria na lista de indicados. Mas ainda bem que o diretor também escalou a jovem atriz que cativou e emocionou todo o público e crítica, como deve ser vivendo uma escrava que com muita coragem enfrenta todas as adversidades numa atuação bem melhor e mais visceral.

55 Penélope Cruz (como Maria Helena de Vicky Cristina Barcelona,2008)


Em mais um sucesso de Woody Allen, a bela encarnou com toda a sensualidade e talento um dos melhores papéis de sua carreira. Destemida e ousada, não deu chances para as outras estrelas do filme. Um luxo!

54 Juliette Lewis (como Faith Justin de Estranhos Prazeres, 1995)


Embora o filme seja de difícil compreensão, e sendo assim de múltiplas interpretações, uma coisa todos entenderam. A liberdade em todos os sentidos que a talentosa atriz carregou em sua enigmática personagem, uma cantora que exalou a sensualidade característica de sua intérprete.  

53 Judy Garland (como Esther Blodgett de Nasce uma estrela, 1954)


A estrela que brilhou em O Mágico de Oz brilha novamente em um drama adulto e atemporal vivendo uma moça sonhadora que tem que conciliar o estrelato meteórico á vida conjugal. 

52 Renée Zellweger (como Ruby de Cold Mountain, 2003)


Esta garota corajosa e cheia de nuances cômicas e dramáticas em um épico de Guerra, certamente é o melhor papel da atriz no cinema. Uma versatilidade que impressionou a muitos, incluindo os críticos da Academia, que lhe deu o Oscar. 

51 Angelina Jolie (como Lisa Rowe de Garota interrompida, 1999)


O papel no filme que seria para Wynona Ryder brilhar, casou-se perfeitamente para a estrela, que na época ainda colhia algumas consequências de uma vida mais “pública”. A sociopata carismática de uma Instituição para moças nos anos 60 arrebatou o público e a crítica com o jeito que só Angelina poderia fazer. 

50 Jean Hagen (como Lina Lamont de Cantando na chuva, 1952)


Uma atriz ambiciosa que faz de tudo para ascender na carreira, mesmo que tenha uma voz estridente e insuportável e nem um pingo de talento. Estamos falando de mais um nome do estelar musical, o melhor de Hollywood. É preciso talento para fazer aquela vilã, e ela teve de sobra, transformando o que seria trágico em comédia numa deliciosa interpretação. 

49 Felicity Huffman (como Bree de Transamérica, 2005)


Um ator se travestindo de mulher não é novidade no cinema, mas quando se trata de uma atriz, a história é bem diferente. E tão marcante quanto uma ótima atuação que ultrapassou figurinos e maquiagens. 

48 Donna Reed (como Alma Burke de A um passo da eternidade, 1953)


Quando se fala neste filme imediatamente vem à cabeça o famoso beijo entre Burt Lancaster e Deborah Kerr, a estrela do filme. Mas ambos sucumbiram em questões de interpretação aos coadjuvantes. Entre eles, a intérprete de uma moça sonhadora que buscou o que queria até o fim. Se grandes emoções afloraram na obra, certamente se deve a sua ótima atuação. 

47 - 46 Vivien Leigh e Hattie McDaniel 
(como Scarlett O’Hara e Mammy de E o vento levou..., 1939)


Só mesmo uma interpretação histórica vencedora do Oscar para se igualar ao mito da protagonista do filme de Victor Fleming. A dobradinha de estrelas permitiu que seus nomes ficassem na história juntamente com o filme. A relação intrigante existente entre figuras femininas daquela época abriu espaço para excelentes nuances de interpretação.

45 Chloe Sevigny (como Lana Tisdale de Meninos não choram, 1999)


A excentricidade da estrela canadense caiu como uma luva para ela neste surpreendente sucesso de Kimberlly Pierce. De personalidade forte e extremamente sexy, usou todo seu talento para dar vida literalmente a uma traumática personagem de vida real.

44 Anne Hathaway (como Fantine de Os Miseráveis, 2013)


Ela teve um desafio de provar que vai muito além de uma princesa da Disney. Assim que vestiu todas as emoções da famosa e mais emblemática personagem desse clássico, superou com muita garra e talento este desafio!

43 Julia Roberts (como Erin Brockovich, 2000)


Depois de uma linda mulher, estava na hora da atriz de sorriso esfuziante provar que poderia ser uma mulher de talento. A grande chance veio como uma mulher desglamourizada e batalhadora o suficiente para enfrentar uma poderosa corporação.

42 Audrey Hepburn (Bonequinha de luxo, 1961)


Reza a lenda que a adaptação cinematográfica de Truman Capote teria sofrido uma drástica mudança, passando sua Personagem de prostituta para garota de programas, ou seja, algo mais leve. Mas ainda assim nada tirou o brilho intenso de uma interpretação tão natural e convincente de uma das maiores estrelas do cinema em todos os tempos

41 - 40 - 39 - 38 Marie Louise-Parker,  Mary Stuart Masterson, Kate Bates e Jessica Tandy 
(como Ruth Jaminson, Idgie Threadgoode, Evelyn Couch e Ninny Threadgoode de Tomates verdes e fritos, 1991)


Lançado a mais de duas décadas, o filme é reverenciado até hoje como uma das mais fortes histórias femininas de todos os tempos. Para reafirmar este status, nada melhor que um quarteto de grandes atrizes em atuações formidáveis.

37 Márcia Gay Harden (como Celeste Boyle de Sobre meninos e Lobos, 2003)


Brilhar em um filme onde a maioria dos protagonistas são masculinos não é uma tarefa fácil para qualquer atriz. Na pele de uma esposa retraída que vê seu casamento desmoronar por conta de um terrível segredo de seu marido, ela arrebatou todos os elementos de uma ótima atuação. 

36 Viola Davis (como Mrs. Miller de Dúvida, 2009)


Foram poucos minutos de destaque no filme, mas o suficiente para mostrar o enorme talento da atriz como uma mãe capaz de fazer de tudo para ver seu filho feliz, mesmo que seja em deferimento de uma grande escândalo.

35 Jodie Foster (como Clarice Starling de O silencio dos Inocentes, 1991)


Ficar frente a frente com um dos mais renomados atores do cinema em seu melhor personagem, colocou a talentosa atriz e sua mítica personagem na lista de mulheres que não se deixam ficar em segundo plano.

34 Rita Moreno (como Anita de Amor Sublime Amor, 1961)


Em uma atuação notável como uma dançarina sonhadora e de grande coração ela mesclou sentimentos como alegria e frustração, a atriz escreveu seu nome na história como uma das grandes estrelas de um dos grandes musicais do cinema. 
  
33 Charlize Therón (como Aileen Wourns de Monster - Desejo assassino, 2004)


A bela sul africana precisou se transformar fisicamente para dar vida a uma serial killer. Assim, soube captar estrondosamente o lado humano - compaixão e lealdade; e o lado monstruoso dos atos com os que cometia os assassinatos  

32 Carey Muligan (como Jenny Millar de Educação, 2009)


O dilema da essência da vida na fase adolescente deu a jovem e talentosa atriz os elementos necessários para moldar uma personagem tão cativante quanto instigante. Certamente um dos belos exemplos da força independente de uma mulher. Um acerto de grandes proporções!

31 - 30 Judi Dench e Kate Winslet (como Iris Murdoch de Íris, 2001)


Nunca houve na história do cinema duas interpretações tão seguras e igualmente marcantes. Na pele da famosa escritora em tempos distintos, ambas deram um show, por isso é difícil apontar quem esteve melhor. 

29 Rosamund Pike (Garota Exemplar, 2014)


A forma com que conduz todas estas características da garota exemplar, revela a força do poder feminino. Inteligente, manipuladora, fria e calculista, bem ao estilo das femme fatales. Realmente impressionante como se dá sua transformação até pelo aspecto físico. De uma mulher amável a uma megera de primeira, a beleza física vai se esvaindo nesta miscelânea de sentimentos

28 Natalie Portman (como Alice Ayres / Jane Jones de Closer, 2004)


Este é o tipo de papel que deixa qualquer atriz extasiada. Uma mulher misteriosa, de personalidade indecifrável, e ainda podendo brincar com o libido humano, mostrando além disso uma versatilidade louvável entre o romance e o drama. 

27 Bette Davis (como Judith Traherne de Vitória Amarga, 1939)


Conhecida por papéis marcantes na terra das vilanias, ela provou que pode ser versátil neste drama tenso e melancólico. Só mesmo uma atriz de grandes recursos para passar ao público o processo de amadurecimento de uma moça rica e mimada que descobre ter uma doença incurável. 

26 - 25 - 24 - 23 Liv Ullmann, Harriet Andersson, Kari Sylwan e Ingrid Thulin 
(como Maria, Agnes, Ana e Karin de Gritos e Sussurros, 1972)


Para mulheres reprimidas de todas as formas, o fantástico drama psicológico de Ingmar Bergman coloca este excepcional elenco em contato com tudo que se mostra frágil na alma feminina de diferentes aspectos. Uma obra-prima de fantásticas atuações! 

22 Hillary Swank (como Maggie Fitzgerald de Menina de Ouro, 2004)


Depois de levar para casa seu primeiro Oscar era hora de provar que não tinha sido por mero acaso. Assim como sua personagem uma boxeadora que nunca desistira de seus sonhos, ela foi perseverante e o resultado foi uma das atuações que mais se casaram com um roteiro de um filme. 

21 - 20 Bibi Andersson e Liv Ullman (como Alma e Elisabeth Vogler de Persona, 1966)


Quando duas das mais talentosas atrizes de todos os tempos "pecam" em um filme assombroso do Mestre Bergman, o que vê é um verdadeiro show de faces e personalidades de acordo com o enredo do filme. Impossível dissociar uma da outra tamanha a mágica das câmeras e atuações!

19 Woopi Goldberg (como Oda Mae Brown de Ghost, 1990)


Uma das mais queridas comediantes de todos os tempos, no auge do sucesso, emprestou todo o seu talento e carisma para conferir a um dos mais famosos romances do cinema um quê de diversão e qualidade. Não há quem resista às suas frases, expressões faciais e ações cômicas. 

18 Nicole Kidman (como Satine de Moulain Rouge, 2000)


A florzinha frágil, a alegre energética, a sedutora ardente. A atriz nunca esteve tão bela ao compor uma das mais apaixonantes personagens do cinema. A cortesã era o mais reluzente diamante da clássica Moulin Rouge, o local mais frequentado de Paris no início do século XX.

17 Bette Davis (como Jane Hudson de O que teria acontecido a Baby Jane?, 1962)


Ela sempre foi uma atriz de personalidade marcante que colecionou vários prêmios, polêmicas e desafetos. Em um de seus trabalhos, fez parceria com uma atriz rival (Joan Crawford) de onde proveio uma atuação pra lá de convincente e aterradora. 

16 Holly Hunter (como Ada McGrath de O Piano, 1992)


Ao interpretar uma personagem que não fala, o trabalho veio em dobro para a atriz que teve de se equilibrar em demonstrar as mais variadas emoções de uma mulher calada repleta de coisas a dizer. 

15 Natalie Portman (como Nina Sayers de Cisne negro, 2011)


A vencedora do Oscar esteve perfeita na dualidade que exigia sua personagem. Na descoberta psicológica de sua sexualidade, e espetacular na reafirmação física desta descoberta. Uma fusão de corpo e alma raramente vista na história do cinema

14 Juliette Lewis (como Danielle Bowen de Cabo do medo, 1990)


Uma personagem que poderia carregar consigo certa trivialidade, se não fosse pela atuação brilhante de uma das melhores atrizes que o cinema já teve, que consegue tornar o filme de Scorsese um suspense inesquecível sempre que surge em cena de forma segura, deixando transparecer a fragilidade erótica de sua personagem juntamente com a força descomunal de seu talento.

13 Fernanda Montenegro (como Dora de Central do Brasil, 1998)


A grande dama da TV, teatro e cinema brasileiro nos brinda orgulhosamente com uma atuação gloriosa na pele de uma dona de casa acostumada a explorar a confiança das pessoas até conhecer um menino em uma estação e mudar sua vida. 

12 - 11 Anne Baxter e Bette Davis 
(como Eve Harrington e Margo Channing de A Malvada, 1950)


Embora Davis tenha carregado o estigma de ser a malvada de Hollywood, aqui foi a mocinha das armações intrigantes de uma ambiciosa aspirante à atriz vivida por Baxter, que manipula todos s seu redor em busca de uma carreira tão promissora quanto de seu ídolo. Assim, ambas construíram duas personagens formidáveis numa dobradinha que fez do filme uma obra inesquecível. 

10 Hilary Swank (como Teena Brandon de Meninos não choram, 1999)


O desafio da atriz não se limitou em se caracterizar fisicamente em um rapaz. Foi preciso captar o interior da personagem, dar vida a seus sentimentos, sonhos, e especialmente aos desejos de uma garota que não se sentia como garota. Um êxito incontestável! 

9 Kate Winslet (como Juliet Hulme de Almas Gêmeas, 1994)


Acostumada a interpretar personagens complexas, a atriz mergulha na essência romântica bem como na loucura imaginária de uma garota que desafiou padrões da época sem limites. Outros trabalhos excepcionais marcariam daí por diante sua carreira graças ao impacto fulminante da porta que lhe abriu esse papel.

8 Julianne Moore (como Laura Brown de As horas, 2002)


Ao dar vida a uma dona-de-casa dos anos 50 presa a pragmatismos da sociedade, ela deixou aflorar apenas pelos gestos e olhares a batalha íntima de sua personagem. Uma atuação assombrosa destacável sem grandes arroubos. 

7 Ellen Brustyn (como Sara Goldfarb de Réquiem para um sonho, 2000)


A ingenuidade da dona-de-casa apaixonada por programas de auditório e com um filho dependente químico aos poucos vai se transformando em uma dependência visceral e impactante. Um marco do cinema com certeza! 

6 Marion Cotillard (como Edith Piaf de Piaf - Um hino ao Amor, 2008)


A ela foi preciso compreender a alma e o coração da fabulosa Edith Piaf. Lá estavam eles, inseridos entre o romantismo melancólico de suas músicas e o turbilhão de emoções de sua vida pessoal. Requisitos formidáveis para qualquer artista brilhar por meio de seu talento. Assim se fez, deixando transparecer a mulher. Uma artista de coração apaixonante, personalidade arrebatadora e carisma excepcional

5 - 4 Ingrid Bergman e Liv Ullman 
(como Charlotte e Eva Andergast de Sonata de Outono, 1978)


Mais uma vez a visão claustrofóbica de relações familiares entre mulheres se fez presente na obra de Bergman. E mais uma vez a escalação do elenco trouxe frases memoráveis, dualidade impressionável e sequências arrepiantes de puro talento quando a filha emocionalmente fragilizada de uma renomada pianista deseja um acerto de contas com a mãe. 

3 Gloria Swanson (como Norma Desmond de Crepúsculo dos Deuses, 1950)


Uma atriz que se recusa a aceitar o esquecimento dos áureos tempos de sucesso que vive um mundo paralelo trancafiada em sua mansão. A alegoria em que enfeitou sua própria realidade dentro da trama, rendeu uma atuação pra lá de surreal. Arrepiante! 

2 Meryl Streep (como Sofia Zawistowski de A escolha de Sofia, 1981)


A melhor atriz viva da atualidade de Hollywood, construiu com excelência uma ex-prisioneira de Auschwitz delicada que através do olhar encanta o telespectador ao mesmo tempo, deixando aquele gostinho enigmático. Algo impressionante que só mesmo vindo de um talento extraordinário, muita confiança e uma incrível dedicação ao trabalho.  

E enfim, a melhor performance de todos os tempos.......

Vivien Leigh (como Blanche Dubois de Uma rua chamada pecado, 1951)


Onze anos após ter faturado seu primeiro Oscar por E o vento levou ao dar vida à lendária Scarlett O ‘Hara, a inglesa de expressões fulminantes voltou a surpreender e, neste caso mais específico, mexer com os brios do público e chocar a censura da repressora década de 50. Ela brilhou na penumbra espiritual de sua personagem numa atuação tão estarrecedora quando o olhar vívido de sua indecifrável personagem, que personifica uma clara profundidade no espírito de opressão sexual às mulheres daqueles tempos. A facilidade que tem em conduzir as emoções contraditórias da ex dama da sociedade, sua vida de paixões ocasionais que lhe confere um estigma um tanto cruel. Libertina ou apenas uma mulher que não soube se fazer amar para a época? Destaque para a coragem de elevar à personagem a uma categoria dantes esquecida por uma sociedade puramente conservadora. Inesquecível como um clamor bem sucedido ao bater de frente com o paradigma sexual que separa os atos moralmente contestáveis entre homens e mulheres.