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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Footloose: 30 anos num ritmo louco

Ritmo louco (Footloose, 1984)
Direção: Herbert Ross
Com: Kevin Bacon, John Lithgow,
Sarah Jessica Parker e Lori Singer
                                          
Por William Santos

O tempo passa depressa, mas há 30 anos atrás estreava nos cinemas a versão original de Footloose (traduzido aqui no Brasil como Rítmo Louco). 

Na trama, após chegar de Chicago em uma cidadezinha do interior, o jovem Ren McCormack (Kevin Bacon) chama a atenção dos habitantes locais e desafia o intolerante reverendo Shaw Moore (John Lithgow), ao trazer a tona, o ato de dançar e se expressar corporalmente, algo que estava banido por muitos anos pelo reverendo (que possui extrema influência na cidade) devido a um acidente envolvendo jovens que curtiam Rock. 

O clássico acabou ganhando um remake em 2011

A grande mensagem que o filme transmite, é que não devemos reprimir nossos impulsos e deixá-los aparecerem quando se trata de dançar (que é uma expressão corporal).

Como em 2014, completa-se 3 décadas da estreia do filme original, Kevin Bacon recria uma cena clássica do filme. Veja o antes e o depois: 



Para finalizar essa nota comemorativa, veja uma sátira/homenagem ao filme Footloose, ao mesmo tempo que um convite a não ficar parado(a): https://www.youtube.com/watch?v=SfmUpCf5h4w

Dance! Se expresse corporalmente!!

sábado, 16 de agosto de 2014

Previsões para o Oscar 2015: Parte 1

Como é tradição, o cineposforrest faz uma análise dos filmes que foram e estão por ser lançados em 2014 para brincar com as possibilidades da mais badalada premiação do cinema mundial. Mesmo com as possibilidades de adiamentos para o próximo ano, alguns filmes são certeza, ao menos, os principais deles. Eis nossas previsões:

MELHOR FILME

Foxcatcher
Interestelar
Foxcatcher
Inherent Vice
Invencível
Garota Exemplar
Boyhood
Birdman
Whiplash
O Grande Hotel Budapeste
Caminhos da Floresta

Podem entrar:

Big Eyes
A Most Violent Year
Mr. Turner
Wild
Trash - A Esperança vem do Lixo

Por quê?
O filme de Bennet Miller foi muito bem recebido em Cannes, assim, sua vaga na lista é dada como certa. Interestelar de Nolan é um sci-fi dramático, coisa que a Academia anda valorizando. Com um filme mais "acessível" ao grande público, P. T. Anderson voltará a figura entre os finalista depois da inacreditável esnobada de O Mestre. Invencível é um filme de Jolie com a alma dos irmãos Coen, que assinam o roteiro e "emprestam" muitos de seus colaboradores. Boyhood é uma revolução! Birdman de Inarritu é um filme meio tresloucado, com humor peculiar, os acadêmicos amam. O Grande Hotel... é um dos melhores do ano, e apesar de Wes Anderson ser esnobado com frequência, esse é quase certo. Garota Exemplar é Fincher, que é ótimo, e cheira a Oscar. Caminhos da Floresta é um dos mais esperados do últimos anos pelo seu sucesso na Broadway, tem tudo para emplacar. E Whiplash virou uma febre entre os críticos, com elementos que a Academia valoriza. O Trabalho "sério" de Tim Burton pode surpreender, assim como o promissor JC Chandor. Mr. Turner de Mike Leigh pode ser uma grata surpresa, assim como Wild. Trash é a grande incerteza, mas se pintar entre os finalistas, não será surpresa, já que Daldry levou todos seus filmes à final! 


MELHOR DIRETOR
Richard Linlater

Bennet Miller - Foxcatcher
Christopher Nolan - Interestelar
Richard Linklater - Boyhood
David Fincher - Garota Exemplar
Paul T. Anderson - Inherent Vice

Podem entrar

Angelina Jolie - Invencível
Alejandro González-Inarritu - Birdman
Jean Marc Valeé - Wild
Wes Anderson - O Grande Hotel Budapeste
Stephen Daldry - Trash - A Esperança vem do Lixo


Por quê? Seu sucesso em Cannes parece primordial para que a vaga de Miller se garanta, tal qual aconteceu com Payne ano passado. Esta pode ser a chance de a Academia dar a Nolan a indicação que lhe foi privada injustamente em O Cavaleiro das Trevas (08) e A Origem (10), mais uma esnobada, será risco de manifestação em Los Angeles! Linklater faz o trabalho mais original e ousado do cinema em décadas, sua indicação será justíssima. Fincher foi incrível em A Rede Social (10) e merecia o prêmio. Seu cinema moderno e técnico é fava contada. PT Anderson foi incrivelmente ignorado por O Mestre (12), seu novo trabalho deverá ser mais "popular", logo, indicação à vista. Jolie vem crescendo atrás das câmeras e suas chances são maiores do que nunca. Inarritu e Wes Anderson vem de comédia, pouco aceita na categoria, mas o toque refinado de um e negro do outro, aumentam suas chances. Valeé se credenciou com o aclamado Clube de Compras Dallas, pode pintar! Daldry conseguiu 3 indicações na categoria de 4 filmes lançados, alguém duvida dele?


MELHOR ATRIZ



Julianne Moore
Julianne Moore - Map to the stars

Amy Adams - Big Eyes
Jessica Chastain - Miss Julie
Reese Whiterspoom - Wild

Helen Mirren - The Hundred-foot Journey 

Podem entrar:

Michelle Willians - Suite Française
Rosamund Pike - Garota Exemplar
Marion Cotillard - Two days, one night
Jessica Chastain - A Most violent year
Anne Dorval - Mommy

Por quê? Moore é uma espécie de Di Caprio versão mulher: é sempre ótima mas sempre ignorada. Sua estrela decadente e desbocada ao menos a vaga vai lhe assegurar depois da Palma em Cannes. Amy Adams tem um toque de excelência no olhar, e quando todos os olhos estão para si, não decepciona, sexta indicação nela. Jessica Chastain é uma das maiores revelações dos últimos anos, e com dois grandes papáis no ano, seu nome parece certo. Reese Whiterspoom ganhou o prêmio na única e merecida vez que foi indicada e de lá pra cá foi irrelevante. Mas, sozinha em cena, parece com atributos essenciais para voltar à lista. Mirren reveza com Judi Dench um lugar entre as finalistas. E como a segunda parece não dar as caras este ano.... Michele Willians é ótima, e a Academia sabe disso, seu nome segue forte. Cotillard está sempre entre os nomes fortes. Caso Macbeth estreie ainda este ano, suas chances dobram. Rosamund Pike é uma incognita, pois não se sabe se será lead ou não, e se seu desempenho surpreenderá. E Dorval dependerá da recepção de seu filme no circuito americano. Qualidade, sua atuação tem.

MELHOR ATOR

Michael Keaton
Timothy Spall - Mr. Turner
Steve Carrell - Foxcatcher
Michael Keaton - Birdman
Ralph Fiennes - O Grande Hotel Budapeste
Benedict Cumberbatch - The Imitation game

Podem entrar: 

Joaquin Phoenix - Inherent Vice
Oscar Isaac -  A Most violent year
John Lithgow - Love is Strange
Chadwick Bonseman - Get on up
Christoph Waltz - Big Eyes

Por quê? A Palma de ouro em Cannes para o ótimo Spall o tornou nome fortíssimo na corrida. Carrell parece finalmente ter um papel em que possa provar seu potencial, mesmo debaixo de muita maquiagem. Birdman pode ser o renascimento de Keaton, onde seu personagem pode até ser uma ode a ele próprio. Ralph Fiennes é outro que parece ter seu nome na lista negra da Academia, devido a tantas esnobadas, mas seu brilhante desempenho no filme de Wes Anderson não dá margem para injustiças. Cumberbatch é um dos mais promissores atores da nova geração, que se sai bem em qualquer gênero e personagem, e já passou da hora de cravar uma indicação ao Oscar. Phoenix tem uma relação de amor e ódio com a Academia, que diz odiar, mas sempre comparece. Sua parceria com PT Anderson foi uma das poucas coisas não ignoradas de O Mestre.Isaac mostrou potencial no ótimo Inside Llewyn Davis dos Coen, com um grande personagem, poderá chegar à lista final. Lithgow ficou tempos sem aparecer depois de 2 indicações no início dos anos 80, mas depois dos vários premios na TV com Dexter (09), voltou a grandes papéis. Waltz foi indicado duas vezes e venceu, precisa mais o que para levá-lo a sério. Bonseman é a grande interrogação. Pois pode ser amado ou odiado dando vida a um mito.

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Jessica Chastain
Patricia Arquette - Boyhood
Anna Kendrick - Caminhos da Floresta
Viola Davis - Get on Up
Jessica Chastain - A Most Violent Year
Dorothy Aktinson - Mr. Turner

Podem entrar: 

Naomi Watts - St. Vincent
Meryl Streep - Caminhos da Florest
Kristen Scott-Thomas - Suite Française
Felicity Jones - Theory of Everything
Shohreh Aghdasloo - Rosewater

Por quê? As categorias de coadjuvantes são as mais difíceis de se ter uma noção do que acontecerá, porém, a trabalho conciso durante 12 anos de Arquette merecerá a indicação é a mais certa delas. Kendrick está sempre fazendo seus bons papéis que merecem estar na lista como em 50% (11), mas no promissor Caminhos da Floresta sua figura parece bem forte para conseguir uma vaga, apesar de ter a sombra de Meryl Streep, amada pela Academia, ao seu lado. Viola Davis está sempre em estado de graça nas telonas, e sua imponência pode até ajudar na recepção da cinebiografia de James Brown. Caso seu personagem em A Most Violent Year seja supporting, o nome de Chastain será forte até o último instante, e quem sabe, não teremos uma dupla indicação. Atkinson foi muito elogiada pelo seu trabalho ao lado de Spall, e os acadêmicos adoram boas atuações de britânicos. Watts é sempre candidata forte, e depois do fracasso de Diana, pode ter sua volta por cima. Streep é Streep. Kristen Scott-Thomas sempre passeia pelas proabilidades, mas seu novo papel pode lhe tirar do quase. Jones é uma jovem de talento a ser lapidado, e a Academia adoram dar uma indicação de "incentivo". Aghdasloo não é nome fácil em Hollywood, mas quando aparece é sempre notável, tem chances.

MELHOR ATOR COADJUVANTE

J. K. Simmons
Mark Ruffalo - Foxcatcher
Channing Tatum - Foxcatcher
J. K. Simmons - Whiplash
Ethan Hawke - Boyhood
Albert Brooks - A Most Violent Year

Podem entrar:

Josh Brolin - Inherent Vice
Edward Norton - Birdman
Matthias Schoenaerts - Suite Française
Robert Duvall - O Juíz
Phillip Seymour Hoffman - A Most Wanted Man

Por quê? Bennet Miller tem tato para extrair tudo de seus atores, foi assim em Capote (04) e Moneyball (10), e parece que não é diferente dessa vez quando poderá emplacar uma dupla indicação na categoria. Sim, Tatum pode! Simmons é a alma de Whiplash, e dizem ser uma performance excelente! Hawke tem o mérito que o filme tem: manter-se conciso durante os 12 anos anos em que foi gravado, isso pode encantar os acadêmicos. Brooks merecia ter sido lembrado pelo seu desempenho formidável em Drive (10), mas esse "tour de force" pode lhe render a indicação este ano. Josh Brolin cresceu como ator e com PT Anderson tem tudo para voltar a disputar a estatueta. Duvall é raposa velha, que sabe-se lá por que foi ignorado por Get Low (09), mas agora volta forte e estar na lista é uma realidade. Schoenaerts vem ganhando cada vez mais destaque depois dos ótimos Bullhead e Ferrugem e Osso, estava precisando de um icônico para chegar ao Oscar. Agora tem. Norton é amado pelo público, mas a Academia parece não agradar de seu talento, tanto por sempre o ignorar, quanto por lhe ter negado o Oscar por A Outra História Americana (98). Pode ser a reconciliação. Hoffman infelizmente nos deixou, e como era habitué na premiação nos últimos anos, uma última indicação seria uma justa homenagem.


terça-feira, 29 de julho de 2014

Os 10 mais: Billy Wilder

Se tem um diretor que aproveitou demais sua condição de notável no mundo do cinema, este foi Billy Wilder. Um monstro sagrado que conquistou o respeito do público, da crítica, dos atores e dos chefões dos estúdios por sua personalidade afável e sua capacidade de trabalhar nos mais diversos gêneros. Tanto que em cada um conseguiu fazer um filme que figura entre os melhores da história. O cineposforrest listou os 10 imperdíveis da filmografia desse grande diretor, conhecido por alguns como “o grande mentiroso” do meio cinematográfico, mas que na verdade no deliciou com pérolas inesquecíveis.



10 – Sabrina (Idem, 1954)

Filha (Audrey Hepburn) de um motorista de uma família milionária se apaixona por um dos filhos (Humphrey Bogart) do patrão, que deve se casar com uma ricaça por conveniência. O irmão (Willian Holden) do rapaz tenta resolver a situação enganando a mocinha. Bela produção em preto e branco, uma espécie de Romeu e Julieta misturado com A Gata Borralheira, que ganha ainda mais em simpatia devida a graciosidade e ternura de Hepburn na fotografia sensível do brilhante Charles Lang. Wilder dá seu toque pessoal em seu filme mais amoroso, para ver curtindo a canção La vie em Rose, o humor e as doces lágrimas da heroína. Apaixonante.
 Cotação: 8,1

9 – Inferno Nº 17 (Stalag 17, 1953)

Em 1944, 630 sargentos da Força Aérea são prisioneiros alemães e todos seus atos são de conhecimento de seus raptores. Um sujeito cínico (Willian Holden) e que não acredita que asirão vivos do local é tido como um traidor pelos outros presos. Com roteiro de Wilder e Edwin Blum, adaptado de uma peça de teatro, o filme ganha o público com piadas políticas e raciais, além de contar com uma dupla inspirada formada por Robert Strauss e Harvey Lambeck para isso. Apesar de tudo ser previsível e o suspense desvalorizado, a direção de Wilder é novamente um primor mantendo o ritmo e segurando a trama quando parece que vai sucumbir. Um belo trabalho.
Cotação: 8,3

8 – Irma La Douce (Idem, 1963)

Um policial (Jack Lemmon) se apaixona por uma prostituta (Shirley McLaine) e, depois de contratempos, percebe que para manter o relacionamento deveria desenvolver uma dupla personalidade. Mais uma ótima comédia de Wilder, depois de grandes sucessos como Quanto mais Quente Melhor e Se Meu Apartamento Falasse, mantém a mesma fórmula do segundo, até com os mesmo atores principais. Os personagens são bem caracterizados e a comédia se desenvolve com uma visão simples e cativante. Destaque para o tema musical romântico de Margueritte Manot e André Previn.

Cotação: 8,4

7 – Testemunha de Acusação (Witness for the Prosecution, 1957)

Um velho advogado (Charles Laughton) decide adiar sua aposentadoria quando uma mulher (Marlene Dietrich) em desespero o procura para que defenda seu marido (Tyrone Powell) no Old Bailey (tribunal de Londres), que foi acusado de assassinato. Excelente adaptação para o cinema da peça teatral da mítica Agatha Christie, que além de manter o suspense o tempo todo, proporciona ótimas reviravoltas e ainda tem uma dose certeira de humor. Destaque para Laughton em suas cenas hilariantes com seus médicos incisivos e sua enfermeira vigilante e feroz (sua esposa na época Elsa Lanchester). Dietrich e Powell também tem atuações acima da média. Um libelo de Wilder.
Cotação: 8,8

6 – A Montanha dos Sete Abutres (The Big Carnival/Ace in The Hole, 1951)

Em uma cidade do interior de Albuquerque, um repórter inescrupuloso forja uma situação dramática após um acidente sonhando ganhar o Pulitzer, contando com a ganância de de algumas pessoas e também dos jornais. Denúncia contra a imprensa que busca no sensacionalismo uma forma de jornais a qualquer custo. O roteiro co-escrito por Wilder é suavizada por alguns personagens e comportamentos dramáticos, ainda assim, a narrativa sufoca o espectador do início ao fim. Com a mão primorosa do diretor, Kirk Douglas tem uma performance espetacular!

Cotação: 8,9

5 – Se Meu Apartamento Falasse (The Apartament, 1962)

Escriturário solteiro empresta seu apartamento para as aventuras sexuais de seus superiores acaba se apaixonando pela amante do presidente da empresa, uma ascensorista simpática, que acaba passando por grande depressão após o término do relacionamento. História encantadora dirigida por Wilder nos estilo dos grandes clássicos de Ernst Lubitsch e Frank Capra, que leva o público dos risos às lágrimas. Atuações fenomenais de Jack Lemmon e Shirley McLaine (que ganhou o prêmio em Veneza). Vencedor de 5 Oscar, incluindo melhor filme.

Cotação: 9,1

4 – Pacto de Sangue (Double Indemnity, 1944)

Wilder desta vez adapta ao lado de Raymond Chandler o livro de James M. Cain e conta a história da desesperada Phyllis (Barbara Stanwyck), que se une a um homem ganancioso para assassinar seu marido e receber muito dinheiro do seguro de vida. Porém, entra em cena o investigador Barton Keys (Edward G. Robinson), que está no encalço para provar que não se trata de um suicídio. Um noir cheio de cenas brilhantes, que se dispõe de uma trama que, mesmo que saibamos de toda a sujeira que envolve o assassinato, ficamos na expectativa das habilidades de Robinson de farejar algo que não se encaixa, e também a capacidade de Phyllis em dissimular.
Cotação: 9,3

3 – Quanto Mais Quente Melhor (Some Like It Hot, 1958)

Dois músicos (Tony Curtis e Jack Lemmon) testemunham uma chacina em Chicago, decidem se vestirem de mulher e se infiltrar em uma banda feminina rumo à Miami, para não serem mortos. Lá encontram Sugar Keane (Marilyn Monroe), por quem um deles se apaixona. O humor é maleável e furtivo, é sem nenhum esforço mantém o espectador com um grande sorriso no rosto. O mote musical que conduz a presença de Sugar, é tão hipnotizante quanto o inocente sonho da moça em encontrar o amor de sua vida. Obra-prima da comédia, que continua sendo copiada e homenageada. Ainda tem a atuação extraordinária de Lemmon!
Cotação: 9,4

2 – Farrapo Humano (Lost Weekend, 1945)

Don Birnam (Ray Milland), alcóolatra que em um quente fim de semana enfrenta o limite das provações de quem é escravo do vício. Mesmo sob as súplicas de sua namorada Helen (Jane Wyman) e de seu irmão Wyck (Phillip Terry), passa por cima de seus conceitos, sonhos e pudores apenas para sustentar a insaciabilidade de um whisky. O roteiro de Charles Brackett em conjunto a Wilder prima por trazer esse realismo impiedoso para as telas, apesar de ver o fracasso de público que não estavam acostumados com tanta veracidade. As leis de produção da época impôs um final feliz ao filme. Entretanto, isso não apagou o brilhantismo do longa que merecidamente recebeu diversos prêmios, entre eles 4 Oscar (Filme,                                            diretor, ator e roteiro) e a Palma de Ouro em Cannes (Diretor e ator).
Cotação: 9,5

1 – Crepúsculo do Deuses (Sunset Boulevard, 1950)

Roteirista decadente começa o filme morto em uma piscina e reconta sua história de seu relacionamento conturbado com uma ex-estrela do cinema mudo, obcecada pela juventude e em retornar à fama. O roteiro escrito por Wilder com seu mais fiel colaborador, Charles Brackett, se enverada no estudo do comportamento de quem vive no ilusório mundo glamourizado da Hollywood da primeira metade do século passado. Enaltece os contrapontos desta necessidade de chegar ao estrelato e também o desejo de nunca sair dele. A metalinguagem impera de forma conveniente, com referências a atores, diretores e outros poderosos da época.  Uma das obras mais obscuras que se tem notícia!
Cotação: 9,6


domingo, 25 de maio de 2014

Vencedores do Prêmio Forrest 2014

Não foram tantas as surpresas em relação ao circuito de premiações, porém os vencedores unânimes realmente são excelentes mesmo. Algumas surpresas aconteceram, inclusive um inédito empate, que mostrou que o pessoal estava mesmo com a opinião variada em algumas categorias. Desde já agradecemos a todos que participaram e fica o convite para o próximo ano. Eis os vencedores.











































































































































































































































domingo, 4 de maio de 2014

Prêmio Forrest 2014

Depois de uma boa temporada para o cinema, o Cineposforrest se uniu ao grupo Amantes da Sétima Arte para eleger os melhores. Com a ajuda de parceiros, o blog selecionou os indicados nas dezenove categorias, algumas com surpresas outras não, mas com um nível muitíssimo elevado. Desde já agradecemos a quem nos ajudou nesta difícil tarefa e esperamos que ano que vem tenhamos ainda mais participantes. Para votar basta seguir para o A7A, no Facebook, onde encontrará o formulário, ou aqui mesmo na página do blog. Eis os indicados.































































































































































































































































































Acesse às canções nos links:
"Moon Song"             "Let it go!"            "young and beautiful"   "Please Mr. Kennedy"      "Happy"