Em 1995, um grupo de animadores da Pixar, sob a batuta de John Lasseter mudou totalmente visão do mundo a respeito dos desenhos animados. Já estávamos nos primórdios da era digital, e cinema, TV, rádio ou qualquer veículo de comunicação teria que procurar formas de se adaptar. O discurso parece de Pierre Levy, mas serve para ilustrar o impacto que filme teve no mundo cinematográfico. Agora na terceira parte da aventura, os brinque dos mais amados do mundo mostram que, assim como sua tecnologia, estão em ótima forma e são capazes de levarem adultos e crianças dos risos às lágrimas.
O grande desafio de Toy Story 3 foi na concepção do roteiro, pois os roteiristas queriam que a história tivesse um segmento temporal fiel, simplesmente não quiseram continuar na linha do não envelhecer nunca de alguns desenhos animados. Sim, seria um desafio. Andy, o menino dono dos brinquedos, agora era um adulto, prestes a ir para a faculdade e não tinha o que fazer com seus antigos brinquedos. O que parece uma premissa de um drama se tornou a grande sacada do filme.
O roteiro se tornou o mais adulto dos três, já que nos remete a um período de nossa vida onde o que é importante acaba sempre ficando de lado. São os princípios, o valor da família, e o envelhecimento precoce das emoções, disfarçados de simpáticos brinquedos. Não que o Andy tenha se tornado um jovem cético, mas é subjetivo o entendimento de cada um. No íntimo, todos sabem onde lhe faltou algo. Na lembrança vêem aqueles bonequinhos de exército, a boneca de pano que não falava, a bola amarelada e surrada, e até mesmo latinhas e ossinhos que para os desfavorecidos eram os melhores brinquedos do mundo. E depois da lembrança fica o questionamento de onde o mundo insensível lhe pegou. Mesmo sabendo da importância do primeiro filme para o cinema de animação, o brilhante roteiro, uma constante da Disney/Pixar, faz de Toy Story 3 o melhor filme da trilogia. Da comédia hilariante à emoção da despedida, fica fácil ver adultos e jovens que se acham adultos saírem da sessão com lágrimas nos olhos. Mas será que desta vez teve um fim a saga de Woody e Buzz? Bom isso é difícil saber, mas se depender da criatividade do pessoal da Pixar, a qualquer momento pinta o quatro
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sábado, 31 de julho de 2010
ENTRE O CÉU E A TERRA, O OLHAR DO PARAÍSO
Por FLÁVIA C. SILVA
Se para cada ação há uma reação, então é comum esperarmos que para cada crime
haja uma punição,certo?Mas e quando as linhas da lei de Newton não interagem
com as leis humanas?O que nós, criaturas primitivamente imperfeitas podemos fa-
zer diante desta dura realidade?
É comum para todos nós sentirmos uma dor dilacerante na alma quando perdemos alguém que amamos de forma brutal.Junto com esta dor surgem dúvidas e questões preponderantes que só acabam com uma busca incessante por justiça.Isso faz parte
da vida. No entanto num país onde as leis parecem existir apenas para uma parte marginalizada da população,esta busca desesperada fica atenuada pelo desejo de vingança.Fazer justiça com nossas próprias mãos.Criamos nosso próprio sistema judicial que parece ter saído de um daqueles filmes de Clint Eastwood e seus inimi-táveis faroestes.Lançamos mãos sobre armas legais ou não,pensando que através
delas encontraremos as soluções de nossos problemas.Uma decisão que tomamos inflamados pela dor da perda e da desesperança quanto aplicação da justiça.A im-pulsividade na maioria das vezes nos deixa a mercê de conse-qüências nocivas a
nós mesmos.Foi esta busca incessante por justiça que matou a estilista Zuzu Angel
num acidente pouco explicado na década de 70.Ela lutava contra um sistema que vi-gora até hoje, procurando desesperadamente por informações a respeito do paradeiro
de seu filho,um ativista político como tantos outros que ainda permanecem desapa-recidos sem que as famílias sequer tenham o direito de velar por eles. A dor destas famílias que permanecem fiéis a esta busca se retrata todos os dias em cada um que
vive um drama parecido com o da família Salmom. Até onde podemos suportar a fal-
ta de respeito com esta dor?Até onde podemos suportar o descaso das autoridades com
tantos casos arquivados por falta de um sistema judicial equilibrado?Até onde podemos suportar a possibilidade de esbarrar numa calçada, shopping ou numa igreja com crimi-nosos de alta periculosidade que “já pagaram sua dívida com a justiça”?Diante de tantas inquietações torna-se impossível não lançarmos mão sobre um bastão de Beisebol e corrermos na escuridão atrás de nossos algozes.Fazer com que sintam o mesmo que nós,esperando que a dor dilacerante finalmente desapareça.É a fa-mosa lei do olho por olho,dente por dente.Aquele que nunca pensou nesta possibili-dade que atire sua pri-meira pedra. Ou então, que espere pela justiça, aquela que tarda, mas não falha. E se ela falhar, deixemos a cargo do tempo ou do destino.
Seja como for, o importante é não deixar que a razão sucumba perante nossos instintos, pois tanto as leis humanas quanto as leis de Newton costumam ser impiedosas com aqueles que confundem os conceitos da celestial justiça com o da terrena vingança. É a ação e reação agindo a favor de quem entende estas leis. E para isso nem é preciso ser um gênio da Física.
Se para cada ação há uma reação, então é comum esperarmos que para cada crime
haja uma punição,certo?Mas e quando as linhas da lei de Newton não interagem
com as leis humanas?O que nós, criaturas primitivamente imperfeitas podemos fa-
zer diante desta dura realidade?
É comum para todos nós sentirmos uma dor dilacerante na alma quando perdemos alguém que amamos de forma brutal.Junto com esta dor surgem dúvidas e questões preponderantes que só acabam com uma busca incessante por justiça.Isso faz parte
da vida. No entanto num país onde as leis parecem existir apenas para uma parte marginalizada da população,esta busca desesperada fica atenuada pelo desejo de vingança.Fazer justiça com nossas próprias mãos.Criamos nosso próprio sistema judicial que parece ter saído de um daqueles filmes de Clint Eastwood e seus inimi-táveis faroestes.Lançamos mãos sobre armas legais ou não,pensando que através
delas encontraremos as soluções de nossos problemas.Uma decisão que tomamos inflamados pela dor da perda e da desesperança quanto aplicação da justiça.A im-pulsividade na maioria das vezes nos deixa a mercê de conse-qüências nocivas a
nós mesmos.Foi esta busca incessante por justiça que matou a estilista Zuzu Angel
num acidente pouco explicado na década de 70.Ela lutava contra um sistema que vi-gora até hoje, procurando desesperadamente por informações a respeito do paradeiro
de seu filho,um ativista político como tantos outros que ainda permanecem desapa-recidos sem que as famílias sequer tenham o direito de velar por eles. A dor destas famílias que permanecem fiéis a esta busca se retrata todos os dias em cada um que
vive um drama parecido com o da família Salmom. Até onde podemos suportar a fal-
ta de respeito com esta dor?Até onde podemos suportar o descaso das autoridades com
tantos casos arquivados por falta de um sistema judicial equilibrado?Até onde podemos suportar a possibilidade de esbarrar numa calçada, shopping ou numa igreja com crimi-nosos de alta periculosidade que “já pagaram sua dívida com a justiça”?Diante de tantas inquietações torna-se impossível não lançarmos mão sobre um bastão de Beisebol e corrermos na escuridão atrás de nossos algozes.Fazer com que sintam o mesmo que nós,esperando que a dor dilacerante finalmente desapareça.É a fa-mosa lei do olho por olho,dente por dente.Aquele que nunca pensou nesta possibili-dade que atire sua pri-meira pedra. Ou então, que espere pela justiça, aquela que tarda, mas não falha. E se ela falhar, deixemos a cargo do tempo ou do destino.
Seja como for, o importante é não deixar que a razão sucumba perante nossos instintos, pois tanto as leis humanas quanto as leis de Newton costumam ser impiedosas com aqueles que confundem os conceitos da celestial justiça com o da terrena vingança. É a ação e reação agindo a favor de quem entende estas leis. E para isso nem é preciso ser um gênio da Física.
Desejos e reparações
Por FLÁVIA C. SILVA
“Eu não mais sequer consigo imaginar que propósito
tem a honestidade ou a realidade.”
Briony Tallis
tem a honestidade ou a realidade.”
Briony Tallis
Orgulho ferido, arrogância ou apenas o desejo de brincar de Deus?
Inteligência e imaginação são dons que nos ajudam a trilhar de as estradas da vida de forma mais “segura”.Enquanto a primeira nos dá o suporte racional necessário, a última atua como uma válvula de escape para cada vez que tentamos fugir de uma sufocante realidade.O desafio então consiste em tentar equilibrar estes dons através
de nossas limitações.Porém toda vez que incorporamos Briony Talles estamos longe de superar este desafio.Quando nossa arrogância nos cega diante da ilusão do poder
de atuar e interferir – muitas vezes de forma nociva na vida dos outros .Caímos na armadilha imposta a todo ser humano e nosso egocentrismo acaba superando a razão,nos impedindo de enxergar as virtudes imperfeitas dos outros. Adequamos suas histórias aos nossos interesses sem nos preocuparmos com a responsabilidade de dis-
cernir o certo do errado.Sempre que a imaginação supera a inteligência, deixamos
de agir com racionalidade, trazendo conseqüências irreparáveis.
Assassino confesso da atriz Daniela Perez, o ex-ator Guilherme de Pádua, teve re-
centemente num programa de TV, uma chance única de tentar repara o irreparável.
No entanto sua postura cinicamente irônica, só fez acentuar a mágoa de milhares de
pessoas que perplexos assistiam à equivocada entrevista.Guilherme usou de sua imaginação para tentar retratar seu lado humano(se é que ele tem um), para explicar
sua versão da inexplicável tragédia que alterou de forma dramática a vida de uma
promissora atriz e de sua família.E o apresentador não usou de sua inteligência para
conduzir com precisão a entrevista e evitar todo o constrangimento que causou.E o
vexame só não foi maior por conta da audiência obtida pelo programa.
Seja pelas páginas de um livro ou por atitudes corriqueiras no dia-a-dia, é preciso que
tenhamos inteligência para pensar e agir sob certas emoções e cabe somente a nós tra-
çar com exatidão a linha tênue que separa o certo e o errado.Medir com inteligência
o tamanho de nossa imaginação.Devemos e podemos encontrar este equilíbrio, pois
é provável que não tenhamos tempo nem imaginação suficientes para reparações.
Desejo e reparação (Atonnement /2007)
Com Keira Knightley , James McAvoy e Saoirse Ronan
Inteligência e imaginação são dons que nos ajudam a trilhar de as estradas da vida de forma mais “segura”.Enquanto a primeira nos dá o suporte racional necessário, a última atua como uma válvula de escape para cada vez que tentamos fugir de uma sufocante realidade.O desafio então consiste em tentar equilibrar estes dons através
de nossas limitações.Porém toda vez que incorporamos Briony Talles estamos longe de superar este desafio.Quando nossa arrogância nos cega diante da ilusão do poder
de atuar e interferir – muitas vezes de forma nociva na vida dos outros .Caímos na armadilha imposta a todo ser humano e nosso egocentrismo acaba superando a razão,nos impedindo de enxergar as virtudes imperfeitas dos outros. Adequamos suas histórias aos nossos interesses sem nos preocuparmos com a responsabilidade de dis-
cernir o certo do errado.Sempre que a imaginação supera a inteligência, deixamos
de agir com racionalidade, trazendo conseqüências irreparáveis.
Assassino confesso da atriz Daniela Perez, o ex-ator Guilherme de Pádua, teve re-
centemente num programa de TV, uma chance única de tentar repara o irreparável.
No entanto sua postura cinicamente irônica, só fez acentuar a mágoa de milhares de
pessoas que perplexos assistiam à equivocada entrevista.Guilherme usou de sua imaginação para tentar retratar seu lado humano(se é que ele tem um), para explicar
sua versão da inexplicável tragédia que alterou de forma dramática a vida de uma
promissora atriz e de sua família.E o apresentador não usou de sua inteligência para
conduzir com precisão a entrevista e evitar todo o constrangimento que causou.E o
vexame só não foi maior por conta da audiência obtida pelo programa.
Seja pelas páginas de um livro ou por atitudes corriqueiras no dia-a-dia, é preciso que
tenhamos inteligência para pensar e agir sob certas emoções e cabe somente a nós tra-
çar com exatidão a linha tênue que separa o certo e o errado.Medir com inteligência
o tamanho de nossa imaginação.Devemos e podemos encontrar este equilíbrio, pois
é provável que não tenhamos tempo nem imaginação suficientes para reparações.
Desejo e reparação (Atonnement /2007)
Com Keira Knightley , James McAvoy e Saoirse Ronan
Quando um mais um é igual a nada
A Mitologia Grega é de fato a mais fascinante viagem ao mundo do fabuloso de que temos conhecimento. Histórias ricas em detalhes e descrições perfeitas de seres interessantes, tanto quanto bizarros, é um consistente roteiro pronto para transportar toda essa magia dos livros para as telonas. Entretanto, não é tão simples. Toda sua carga de arte pode virar uma grande bomba nas mãos de diretores com pouca experiência. Foi o que infelizmente se viu até hoje nas malfadadas adaptações de histórias como Odisséia, O jovem Hércules, e nos recentes Percy Jackson e o ladrão de raios, e Fúria de Titãs.
Os dois últimos citados são exemplos claros de como não se pode simplesmente “jogar” a mitologia na telona. Percy Jackson segue alinha teen da saga Crepúsculo, onde mito e o universo juvenil se entrelaçam formando algo que beira o estúpido, mas que tem o seu público fiel. Uma concepção como essa, Deuses-Modernidade, era um tanto arriscada, poderia levar o diretor ao Olimpo ou ao Mundo Inferior. Depois de quase duas horas de tiradas que eram para ser engraçadas e de péssimos figurinos e direção de arte (incluindo espadas e armaduras visivelmente de plástico), não tenho dúvidas que o diretor está fazendo companhia ao pobre Hades.
Já a refilmagem do clássico de 1981, Fúria de Titãs tinha tudo para ser formidável. Roteiro puro e simples de uma das mais belas e encantadoras passagens da mitologia, com personagens dentre os mais fantásticos da obra da antiguidade clássica como Perseu, Medusa e o Kraken, era sucesso garantido. Ledo engano. O longa atual só supera o original em efeitos visuais e sonoros, de resto sobra apenas um filme com pressa de chegar ao fim. Tanto que o herói chega à metade de sua saga antes mesmo que o público termine sua pipoca. É a tal falta de roteiro compensada com frenesi e efeitos berrantes que tanto fala José Wilker. Nem Ralph Fiennes na pele de Hades consegue dar um tom diferente ao filme.
Para os fãs de mitologia e de cinema ficou a frustração. Esperavam se deliciar com o mundo fantástico repleto de heróis e monstros, seres fabulosos que valessem o ingresso. Mas infelizmente a única sensação que deve ter ficado é a de que viram dois filmes semelhantes, porém que não acrescentaram absolutamente nada.
Os dois últimos citados são exemplos claros de como não se pode simplesmente “jogar” a mitologia na telona. Percy Jackson segue alinha teen da saga Crepúsculo, onde mito e o universo juvenil se entrelaçam formando algo que beira o estúpido, mas que tem o seu público fiel. Uma concepção como essa, Deuses-Modernidade, era um tanto arriscada, poderia levar o diretor ao Olimpo ou ao Mundo Inferior. Depois de quase duas horas de tiradas que eram para ser engraçadas e de péssimos figurinos e direção de arte (incluindo espadas e armaduras visivelmente de plástico), não tenho dúvidas que o diretor está fazendo companhia ao pobre Hades.
Já a refilmagem do clássico de 1981, Fúria de Titãs tinha tudo para ser formidável. Roteiro puro e simples de uma das mais belas e encantadoras passagens da mitologia, com personagens dentre os mais fantásticos da obra da antiguidade clássica como Perseu, Medusa e o Kraken, era sucesso garantido. Ledo engano. O longa atual só supera o original em efeitos visuais e sonoros, de resto sobra apenas um filme com pressa de chegar ao fim. Tanto que o herói chega à metade de sua saga antes mesmo que o público termine sua pipoca. É a tal falta de roteiro compensada com frenesi e efeitos berrantes que tanto fala José Wilker. Nem Ralph Fiennes na pele de Hades consegue dar um tom diferente ao filme.
Para os fãs de mitologia e de cinema ficou a frustração. Esperavam se deliciar com o mundo fantástico repleto de heróis e monstros, seres fabulosos que valessem o ingresso. Mas infelizmente a única sensação que deve ter ficado é a de que viram dois filmes semelhantes, porém que não acrescentaram absolutamente nada.
terça-feira, 20 de abril de 2010
NASCIDOS EM 7 DE SETEMBRO por Flávia Cristina Silva
" Acreditei neles!Vão lutar!Vão matar!
Tudo mentira!Um monte de mentiras!"
Tudo mentira!Um monte de mentiras!"
Ron Kovic
Uma inesquecível e emocionante atuação de Tom Cruise como o veterano de guerra Ron Kovic,
baseado numa história real, Nascido em 4 de Julho segue o jovem Kovic de entusiasmado adoles- cente que se alista como voluntário para a Guerra do Vietnã a um amargurado veterano paralisado da barriga para baixo.Perdidamente apaixonado por seu país,Kovic retornou a um ambiente completamente diferente do que deixou a desponta como uma voz para os desencantados.
Foi sob as margens do Rio Ypiranga que nasceu nosso amado país.Naquele 7 de Setembro mais
do que independência conquistávamos o direito de sonhar com uma nação verdadeiramente livre e promissora para todos.Quase dois séculos depois o que era para ser sonho está se transformando na mais angustiante das ilusões. Muitos afirmam que o Brasil está se tornando o país do futuro.E talvez realmente seja.Mas a que futuro estão se referindo?Se pararmos para pensar minunciosamente chegaremos a uma só conclusão nem un pouco favorável ao povo brasileiro.E o mais irônico é perceber que nós mesmos estamos desenhando este futuro ao fazer do nosso sagrado direito de votar o mesmo que fazemos com nossos deveres como cidadãos.Erramos ao nos deixar levar por ufanismo exagerado que nos inebria diante de sérias questões sedentas por vitórias verdadeiramente viáveis para todos nós. A nossa recente história nos leva a vitórias irrelevantes para quem realmente deveria comemorá-las. Será que sair às ruas de bandeiras em punho e caras pintadas ou acompanhar ansiosamente o desfecho de uma candidatura de teor bem mais político do que nacionalista é demonstrar o nosso poder? Ou apenas comprovar nossa incrível capacidade de nos deixar iludir por promessas tão vazias quanto nossas contas bancárias? Onde está a vitória conquistada em 1 de Setembro de 92 quando voltamos a eleger aquele mesmo presidente como senador da República? Onde está a nossa vitória de 4 de Outubro de 2009 e a que interesses ela realmente serve? São importantes indagações que deveríamos fazer antes de comprarmos uma batalha que certamente não é totalmente nossa.
Assim como fica cada vez mais difícil acreditarmos que o futuro da nação ainda está disponível em qualquer voto eleitoral consciente,fica também difícil prever um grande futuro para um país que elege figuras caricatas de nomes peculiares como representantes de seus direitos. Nossa verdadeira essência consiste em comprometimento com nossa nação e não em promessas infundadas e vitórias ilusórias.
Fazer dos nossos deveres os mesmos com nossos direitos. Ainda não é tarde para visualizarmos este país do futuro e escolhermos de que lado devemos estar e a que interesses devemos seguir. Ou terminaremos como Ron Kovic,munidos apenas de sonhos e ilusões,aleijados em nossos direitos e ainda clamando por independência às margens de um rio qualquer.
Em tempo: dar um milhão e meio de reais de mão beijada a uma pessoa como esse tal marcelo dourado é entender o pôrque do país se encontrar nesta situação. Acorda povo brasileiro!Enquanto ainda é tempo! Pois o futuro pode não ser tão dourado assim para nós.
Uma inesquecível e emocionante atuação de Tom Cruise como o veterano de guerra Ron Kovic,
baseado numa história real, Nascido em 4 de Julho segue o jovem Kovic de entusiasmado adoles- cente que se alista como voluntário para a Guerra do Vietnã a um amargurado veterano paralisado da barriga para baixo.Perdidamente apaixonado por seu país,Kovic retornou a um ambiente completamente diferente do que deixou a desponta como uma voz para os desencantados.
Foi sob as margens do Rio Ypiranga que nasceu nosso amado país.Naquele 7 de Setembro mais
do que independência conquistávamos o direito de sonhar com uma nação verdadeiramente livre e promissora para todos.Quase dois séculos depois o que era para ser sonho está se transformando na mais angustiante das ilusões. Muitos afirmam que o Brasil está se tornando o país do futuro.E talvez realmente seja.Mas a que futuro estão se referindo?Se pararmos para pensar minunciosamente chegaremos a uma só conclusão nem un pouco favorável ao povo brasileiro.E o mais irônico é perceber que nós mesmos estamos desenhando este futuro ao fazer do nosso sagrado direito de votar o mesmo que fazemos com nossos deveres como cidadãos.Erramos ao nos deixar levar por ufanismo exagerado que nos inebria diante de sérias questões sedentas por vitórias verdadeiramente viáveis para todos nós. A nossa recente história nos leva a vitórias irrelevantes para quem realmente deveria comemorá-las. Será que sair às ruas de bandeiras em punho e caras pintadas ou acompanhar ansiosamente o desfecho de uma candidatura de teor bem mais político do que nacionalista é demonstrar o nosso poder? Ou apenas comprovar nossa incrível capacidade de nos deixar iludir por promessas tão vazias quanto nossas contas bancárias? Onde está a vitória conquistada em 1 de Setembro de 92 quando voltamos a eleger aquele mesmo presidente como senador da República? Onde está a nossa vitória de 4 de Outubro de 2009 e a que interesses ela realmente serve? São importantes indagações que deveríamos fazer antes de comprarmos uma batalha que certamente não é totalmente nossa.
Assim como fica cada vez mais difícil acreditarmos que o futuro da nação ainda está disponível em qualquer voto eleitoral consciente,fica também difícil prever um grande futuro para um país que elege figuras caricatas de nomes peculiares como representantes de seus direitos. Nossa verdadeira essência consiste em comprometimento com nossa nação e não em promessas infundadas e vitórias ilusórias.
Fazer dos nossos deveres os mesmos com nossos direitos. Ainda não é tarde para visualizarmos este país do futuro e escolhermos de que lado devemos estar e a que interesses devemos seguir. Ou terminaremos como Ron Kovic,munidos apenas de sonhos e ilusões,aleijados em nossos direitos e ainda clamando por independência às margens de um rio qualquer.
Em tempo: dar um milhão e meio de reais de mão beijada a uma pessoa como esse tal marcelo dourado é entender o pôrque do país se encontrar nesta situação. Acorda povo brasileiro!Enquanto ainda é tempo! Pois o futuro pode não ser tão dourado assim para nós.
terça-feira, 23 de março de 2010
Guerra ao Terror, vencedor do Oscar de melhor filme : Merecido?
Ele desbancou o poderoso Avatar de Cameron com um orçamento muitas vezes menor, além disso saiu do ostracismo para se tornar um filme vencedor de seis Oscar. Merecido? Antes da resposta podemos destacar alguns aspectos que irão fazer jus à sentença.
Para começar a diretora Katryn Bigelow teve coragem ao mostrar o lado "humano" dos soldados americanos que são mandados para o sofrimento e muitas vezes para a morte, fazendo os questionamentos sobre a necessidade da guerra ficarem ainda mais intensos. Ela também foi inteligente em dar maior destaque ao conflito psicológico ao invés do armado, se tornando um filme tenso, mas não maçante como os últimos do gênero que foram lançados. Este é o diferencial do filme. Enquanto James Cameron contratou um exército de nerds para desenvolver com perfeição o incrível planeta Pandora, Mark Boal, roteirista, foca o fator humano e sua degradação mental causada pela tensão contínua do sítio americano no Iraque. Pode ser que o roteiro não fosse melhor do que o da guerra de Tarantino ou a singeleza da animação Up - Altas aventuras, mas serviu de critério de desempate para vencer Avatar.
Contudo o mais importante talvez seja a sobrevida que o bom e velho drama ganhou com a derrota do longa surreal de Cameron, que podia instalar uma nova era no cinema em que a realidade não seria real, e sim virtual.
Por isso digo que o prêmio de melhor filme, mesmo que muito contestado, foi merecido.
Ele desbancou o poderoso Avatar de Cameron com um orçamento muitas vezes menor, além disso saiu do ostracismo para se tornar um filme vencedor de seis Oscar. Merecido? Antes da resposta podemos destacar alguns aspectos que irão fazer jus à sentença.
Para começar a diretora Katryn Bigelow teve coragem ao mostrar o lado "humano" dos soldados americanos que são mandados para o sofrimento e muitas vezes para a morte, fazendo os questionamentos sobre a necessidade da guerra ficarem ainda mais intensos. Ela também foi inteligente em dar maior destaque ao conflito psicológico ao invés do armado, se tornando um filme tenso, mas não maçante como os últimos do gênero que foram lançados. Este é o diferencial do filme. Enquanto James Cameron contratou um exército de nerds para desenvolver com perfeição o incrível planeta Pandora, Mark Boal, roteirista, foca o fator humano e sua degradação mental causada pela tensão contínua do sítio americano no Iraque. Pode ser que o roteiro não fosse melhor do que o da guerra de Tarantino ou a singeleza da animação Up - Altas aventuras, mas serviu de critério de desempate para vencer Avatar.
Contudo o mais importante talvez seja a sobrevida que o bom e velho drama ganhou com a derrota do longa surreal de Cameron, que podia instalar uma nova era no cinema em que a realidade não seria real, e sim virtual.
Por isso digo que o prêmio de melhor filme, mesmo que muito contestado, foi merecido.
quinta-feira, 11 de março de 2010
Injusto? Será?
E mais uma premiação do Oscar se foi, e como é de praxe, as insatisfações e dúvidas sobre a honestidade da Academia ficam em destaque. Mas quem acompanha o cinema, a premiação e sua história, sabe que diversas surpresas já causaram ojeriza muito maior a público e crítica desde seu início em 1929.
Podemos começar pelo ano passado, onde o azarão Quem Quer Ser Um Milionário? venceu oito prêmios e desbancou o então favorito O Curioso Caso De Benjamin Button, que colecionara 13 indicações, perdendo apenas para Titanic (1997) e A Malvada (1950) em numero de nomeações, porém venceu apenas três. Injustiça? Para muitos sim. O filme de David Fincher é superior ao de Danny Boyle em muitos aspectos, principalmente técnicos. Entretanto a fabulosa história do jovem indiano Jammal, da miséria absoluta ao prêmio de 10 milhões de dólares ( ou libras), comove e diverte, o que deve ter sido crucial para a sua vitória. Não que o filme fosse ruim, mas é inferior a utópica biografia de Benjamin Button, adaptada do conto de F. Scott Fitzgerald.
Outro caso mais recente ocorreu em 2006, que tinha o romance gay de excelente e ousada direção de Ang Lee, O Segredo de Brokback Mountain, favoritíssimo e com as duas mãos na estatueta, mas foi surpreendido pelo tenso e paranóico desenho da sociedade americana pós 11 de setembro, de Crash - no Limite de Paul Haggis. Com exceção dos homofóbicos, todos odiaram a escolha da Academia.
Ainda pode-se destacar alguns casos mais notáveis de "injustiças". Em 1976, Rede de Intrigas e Todos os Homens do Presidente, faziam uma disputa acirrada pelo prêmio, sendo que ainda eram assombrados pelo drama Taxi Driver, de Scorcesse. Mas quem riu por último foi Sylvester Stallone com o seu modesto, independente e de roteiro escrito em inacreditáveis três dias, Rocky, Um Lutador. O resultado estarreceu, pois mesmo com a excelente crítica que recebeu, o prêmio de melhor filme era inimaginável. E para terminar, o mais azarão de todos talvez tenha sido A Volta ao Mundo Em 80 Dias. Apesar de ser um bom filme, com bons público e crítica, nem de longe se comparava aos outros concorrentes, entre eles o drama Assim Caminha a Humanidade, o bíblico Os Dez Mandamentos e o romance O Rei e Eu, três dos mais famosos filmes da história do cinema. O fato de ser uma adaptação do mundialmente conhecido livro de Julio Verne, pode ter encantado os votantes da Academia e pesado na hora da decisão.
Essa viajem na história do prêmio serviu para provar o quanto a premiação por vezes foi injusta e incoerente, isso só ressaltando a premiação principal. Mas vale lembrar que os membros votantes da academia são seres humanos e por mais que sejam profissionais, as suas preferências pessoais acabam interferindo na hora do voto. Porém não cabe a nós julgá-los, se a eleição fosse popular teríamos Lua Nova como melhor filme e Kristen Stewart como melhor atriz (com todo respeito aos fãs da franquia) gerando mais e mais insatisfações. A premiação desse ano foi em alguns pontos justa e em outros absurdo, mas o cinema é assim mesmo, depende muito do ponto de vista.
E mais uma premiação do Oscar se foi, e como é de praxe, as insatisfações e dúvidas sobre a honestidade da Academia ficam em destaque. Mas quem acompanha o cinema, a premiação e sua história, sabe que diversas surpresas já causaram ojeriza muito maior a público e crítica desde seu início em 1929.
Podemos começar pelo ano passado, onde o azarão Quem Quer Ser Um Milionário? venceu oito prêmios e desbancou o então favorito O Curioso Caso De Benjamin Button, que colecionara 13 indicações, perdendo apenas para Titanic (1997) e A Malvada (1950) em numero de nomeações, porém venceu apenas três. Injustiça? Para muitos sim. O filme de David Fincher é superior ao de Danny Boyle em muitos aspectos, principalmente técnicos. Entretanto a fabulosa história do jovem indiano Jammal, da miséria absoluta ao prêmio de 10 milhões de dólares ( ou libras), comove e diverte, o que deve ter sido crucial para a sua vitória. Não que o filme fosse ruim, mas é inferior a utópica biografia de Benjamin Button, adaptada do conto de F. Scott Fitzgerald.
Outro caso mais recente ocorreu em 2006, que tinha o romance gay de excelente e ousada direção de Ang Lee, O Segredo de Brokback Mountain, favoritíssimo e com as duas mãos na estatueta, mas foi surpreendido pelo tenso e paranóico desenho da sociedade americana pós 11 de setembro, de Crash - no Limite de Paul Haggis. Com exceção dos homofóbicos, todos odiaram a escolha da Academia.
Ainda pode-se destacar alguns casos mais notáveis de "injustiças". Em 1976, Rede de Intrigas e Todos os Homens do Presidente, faziam uma disputa acirrada pelo prêmio, sendo que ainda eram assombrados pelo drama Taxi Driver, de Scorcesse. Mas quem riu por último foi Sylvester Stallone com o seu modesto, independente e de roteiro escrito em inacreditáveis três dias, Rocky, Um Lutador. O resultado estarreceu, pois mesmo com a excelente crítica que recebeu, o prêmio de melhor filme era inimaginável. E para terminar, o mais azarão de todos talvez tenha sido A Volta ao Mundo Em 80 Dias. Apesar de ser um bom filme, com bons público e crítica, nem de longe se comparava aos outros concorrentes, entre eles o drama Assim Caminha a Humanidade, o bíblico Os Dez Mandamentos e o romance O Rei e Eu, três dos mais famosos filmes da história do cinema. O fato de ser uma adaptação do mundialmente conhecido livro de Julio Verne, pode ter encantado os votantes da Academia e pesado na hora da decisão.
Essa viajem na história do prêmio serviu para provar o quanto a premiação por vezes foi injusta e incoerente, isso só ressaltando a premiação principal. Mas vale lembrar que os membros votantes da academia são seres humanos e por mais que sejam profissionais, as suas preferências pessoais acabam interferindo na hora do voto. Porém não cabe a nós julgá-los, se a eleição fosse popular teríamos Lua Nova como melhor filme e Kristen Stewart como melhor atriz (com todo respeito aos fãs da franquia) gerando mais e mais insatisfações. A premiação desse ano foi em alguns pontos justa e em outros absurdo, mas o cinema é assim mesmo, depende muito do ponto de vista.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Frost ⁄Nixon (2008)
O maior escândalo político da história americana, o Watergate, e o seu personagem principal, Richard Nixon, são a base deste thriller de Ron Howard. Três anos após sua renúncia, Nixon (Langella) tinha sonhos de voltar à política e veio essa chance no convite de David Frost (Sheen), que queria arrancar do ex- presidente suas confissões e desculpas, tornando o diálogo tenso e hipnótico. Howard consegue prender o espectador na poltrona ao nos revelar os bastidores, e a entrevista mais assistida da história.Com uma montagem excelente, de tom documentarista, o filme peca apenas pelas cenas desnecessárias, mas que não o torna um filme chato.
Frost/Nixon, 2008, Ron Howard. Com Frank Langela, Michael Sheen, Sam Rockwell, Kevin Bacon, Rebecca Hall.
Recebeu 5 indicações ao Oscar.
O maior escândalo político da história americana, o Watergate, e o seu personagem principal, Richard Nixon, são a base deste thriller de Ron Howard. Três anos após sua renúncia, Nixon (Langella) tinha sonhos de voltar à política e veio essa chance no convite de David Frost (Sheen), que queria arrancar do ex- presidente suas confissões e desculpas, tornando o diálogo tenso e hipnótico. Howard consegue prender o espectador na poltrona ao nos revelar os bastidores, e a entrevista mais assistida da história.Com uma montagem excelente, de tom documentarista, o filme peca apenas pelas cenas desnecessárias, mas que não o torna um filme chato.
Frost/Nixon, 2008, Ron Howard. Com Frank Langela, Michael Sheen, Sam Rockwell, Kevin Bacon, Rebecca Hall.
Recebeu 5 indicações ao Oscar.
Wall-e (2008)
Gênero da animação está cada vez mais interessante, e isso acontece devido aos roteiros complexos e bem desenvolvidos. Camuflados por baixo de personagens fofos ou bizarros. Desde A Bela e a Fera (1991, Indicado a Melhor Filme), as animações sempre tentam passar algo ao público, às vezes tendo que se pensar muito até encontrar a mensagem. Com wall-e, o gênero parece ter chegado ao ápice, o robozinho nos mostra um futuro deteriorado, onde os homens, sem contato humano afetivo, são manipulados por maquinas, e o nosso planeta completamente devastado pelo lixo consumista. Com seis indicações ao Oscar, parece difícil que outra animação ultrapasse esse nível, porém só esperando para vê.
Vencedor do Oscar de Melhor Animação. Suas 6 indicações são recordes entre as animações
Gênero da animação está cada vez mais interessante, e isso acontece devido aos roteiros complexos e bem desenvolvidos. Camuflados por baixo de personagens fofos ou bizarros. Desde A Bela e a Fera (1991, Indicado a Melhor Filme), as animações sempre tentam passar algo ao público, às vezes tendo que se pensar muito até encontrar a mensagem. Com wall-e, o gênero parece ter chegado ao ápice, o robozinho nos mostra um futuro deteriorado, onde os homens, sem contato humano afetivo, são manipulados por maquinas, e o nosso planeta completamente devastado pelo lixo consumista. Com seis indicações ao Oscar, parece difícil que outra animação ultrapasse esse nível, porém só esperando para vê.
Vencedor do Oscar de Melhor Animação. Suas 6 indicações são recordes entre as animações
Quem quer ser um milionário? (2008)
Quem quer ver uma Índia real, tem que assistir a este filme. Num famoso programa de perguntas e respostas, um favelado responde todas, e, fica a uma de se tornar milionário. Trapaça? Com o decorrer da história ele consegue provar que não está trapaceando, contando a sua vida, e como a sua dura batalha pela sobrevivência, o ensinou além das respostas, a perseverança e amor ao próximo. A preparação do elenco foi feita nos moldes de Cidade de Deus, o que fez com desse mais emoção e veracidade aos personagens, técnicas simplórias e magníficas também são sua marca registrada. Com exceção dos momentos onde a história parece não ter ligação, o filme é muito bom. Venceu oito Oscar com autoridade.
Slumdog Milionaire, 2008, Danny Boyle. Com Dev Patel.
Recebeu 10 indicações ao Oscar. Venceu 8, incluindo Melhor Filme.
Quem quer ver uma Índia real, tem que assistir a este filme. Num famoso programa de perguntas e respostas, um favelado responde todas, e, fica a uma de se tornar milionário. Trapaça? Com o decorrer da história ele consegue provar que não está trapaceando, contando a sua vida, e como a sua dura batalha pela sobrevivência, o ensinou além das respostas, a perseverança e amor ao próximo. A preparação do elenco foi feita nos moldes de Cidade de Deus, o que fez com desse mais emoção e veracidade aos personagens, técnicas simplórias e magníficas também são sua marca registrada. Com exceção dos momentos onde a história parece não ter ligação, o filme é muito bom. Venceu oito Oscar com autoridade.
Slumdog Milionaire, 2008, Danny Boyle. Com Dev Patel.
Recebeu 10 indicações ao Oscar. Venceu 8, incluindo Melhor Filme.
Milk- a voz da Igualdade (2008)
Quando dizem que Sean Penn é sinônimo de show de interpretação, não há exagero. O ator prova por que recebeu o Oscar na categoria ao dar á vida a Hervey Milk, um ex- gay enrrustido que se torna o primeiro a assumir um cargo público nos Estados Unidos. Seus amores, amigos e sua luta incessante pela igualdade de todos, não apenas dos gays, como também negros, idosos e deficientes, é uma inspiração.Com um roteiro bem elaborado, o filme conta também com a dedicação dos jovens Emile Hirsch e James Franco, excelentes, e do experiente Josh Brolin.
Milk, 2008, Gus Van Saint. Com Sean Penn, Josh Brolin, James Franco, Emile Hirsch, Diego Luna.
Vencedor de 2 Oscar (Ator, Roteiro Original)
Quando dizem que Sean Penn é sinônimo de show de interpretação, não há exagero. O ator prova por que recebeu o Oscar na categoria ao dar á vida a Hervey Milk, um ex- gay enrrustido que se torna o primeiro a assumir um cargo público nos Estados Unidos. Seus amores, amigos e sua luta incessante pela igualdade de todos, não apenas dos gays, como também negros, idosos e deficientes, é uma inspiração.Com um roteiro bem elaborado, o filme conta também com a dedicação dos jovens Emile Hirsch e James Franco, excelentes, e do experiente Josh Brolin.
Milk, 2008, Gus Van Saint. Com Sean Penn, Josh Brolin, James Franco, Emile Hirsch, Diego Luna.
Vencedor de 2 Oscar (Ator, Roteiro Original)
O Curioso Caso de Benjamin Button (2008)
Através da adaptação do fantástico conto de F. Scott Fitzgerald, David Fincher nos leva a refletir sobre a vida, a morte, a alegria e a tristeza. Em conjunto á direção de arte, maquiagem, efeitos visuais de tirar o fôlego, e isso só destacando os mais impecáveis, o longa diverte e emociona do inicio ao fim. Acompanhando a vida de Benjamim Button, Brad Pitt, ótimo, podemos tirar a lição de que tudo acontece na vida sem o nosso controle, e o que devemos fazer é simplesmente viver. Por todos esses atributos, O Curioso Caso de Benjamin Button já é um dos melhores filmes de todos os tempos.
The Curious Case of Benjamin Button, 2008, David Fincher. com; Brad Pitt, Cate Blanchett, Tereji P. Henson, Tilda Swinton.
Vencedor de 3 Oscar (Diretor de arte, Maquiagem, Efeitos visuais), e recebeu outras 8 indicações.
Através da adaptação do fantástico conto de F. Scott Fitzgerald, David Fincher nos leva a refletir sobre a vida, a morte, a alegria e a tristeza. Em conjunto á direção de arte, maquiagem, efeitos visuais de tirar o fôlego, e isso só destacando os mais impecáveis, o longa diverte e emociona do inicio ao fim. Acompanhando a vida de Benjamim Button, Brad Pitt, ótimo, podemos tirar a lição de que tudo acontece na vida sem o nosso controle, e o que devemos fazer é simplesmente viver. Por todos esses atributos, O Curioso Caso de Benjamin Button já é um dos melhores filmes de todos os tempos.
The Curious Case of Benjamin Button, 2008, David Fincher. com; Brad Pitt, Cate Blanchett, Tereji P. Henson, Tilda Swinton.
Vencedor de 3 Oscar (Diretor de arte, Maquiagem, Efeitos visuais), e recebeu outras 8 indicações.
O Leitor (2008)
Se fossemos só analisar a performance de Kate winslet, o filme já seria ótimo. Entretanto, além de sua incrível atuação, vencedora do Oscar, finalmente, o roteiro bem escrito nos carrega a indagações sobre o que é certo e errado, e, o que faríamos para não parecermos menores que ninguém. O multifacetado e versátil Ralph Fiennes conduz, ao lado de kate, um filme brilhante, da direção firme e corajosa de Stephem Daldvy, que mostra a arte de se conduzir um épico, sem se importar com críticas mesquinhas de quem acha que entende de cinema.
The Reader, 2008 , Stephen Daldry. com Kate Winslet, Ralph Fiennes, David kross
Vencedor do Oscar de Melhor Atriz
Se fossemos só analisar a performance de Kate winslet, o filme já seria ótimo. Entretanto, além de sua incrível atuação, vencedora do Oscar, finalmente, o roteiro bem escrito nos carrega a indagações sobre o que é certo e errado, e, o que faríamos para não parecermos menores que ninguém. O multifacetado e versátil Ralph Fiennes conduz, ao lado de kate, um filme brilhante, da direção firme e corajosa de Stephem Daldvy, que mostra a arte de se conduzir um épico, sem se importar com críticas mesquinhas de quem acha que entende de cinema.
The Reader, 2008 , Stephen Daldry. com Kate Winslet, Ralph Fiennes, David kross
Vencedor do Oscar de Melhor Atriz
Closer – Perto Demais (2004)
Ouve-se muito dizer que Mike Nichols tem um talento absurdo para conduzir tramas nada “clicheístas”, dosando drama e humor, diálogos afiados e ácidos, e faz tudo sem muito estardalhaço. Em Closer - Perto Demais, o diretor conduz uma historia de amor de um quarteto (sim quarteto) de estranhos que se conhecem em situações um tanto inusitadas. Sem sutilezas ou enrrolações, o texto de Marber, adaptado pelo próprio de sua peça teatral, é direto e mostra o amor de uma forma madura, fazendo que o público venha a pensar de uma forma um pouco mais lúcida sobre as relações humanas. Com Natalie Portman impecável e um surpreendente e esforçado Clive Owem, o que proporcionariam uma das melhores seqüências do cinema, (a cena do strep tease), pena os seus pares estarem abaixo da crítica, o que enfraquece o excelente diálogo.
Ouve-se muito dizer que Mike Nichols tem um talento absurdo para conduzir tramas nada “clicheístas”, dosando drama e humor, diálogos afiados e ácidos, e faz tudo sem muito estardalhaço. Em Closer - Perto Demais, o diretor conduz uma historia de amor de um quarteto (sim quarteto) de estranhos que se conhecem em situações um tanto inusitadas. Sem sutilezas ou enrrolações, o texto de Marber, adaptado pelo próprio de sua peça teatral, é direto e mostra o amor de uma forma madura, fazendo que o público venha a pensar de uma forma um pouco mais lúcida sobre as relações humanas. Com Natalie Portman impecável e um surpreendente e esforçado Clive Owem, o que proporcionariam uma das melhores seqüências do cinema, (a cena do strep tease), pena os seus pares estarem abaixo da crítica, o que enfraquece o excelente diálogo.
sábado, 30 de janeiro de 2010
OSCAR 2010 - PREVISOES
MELHOR FILME
• AVATAR
• INVICTUS
• PRECIOSA
• NINE
• GUERRA AO TERROR
• AMOR SEM ESCALAS
• UP – ALTAS AVENTURAS
• EDUCAÇÃO
• A SINGLE MAN
• BASTARDOS INGLÓRIOS
TEM CHANCES
• ACONTECEU EM WOODSTOCK
• THE MESSENGER
• A SERIOUS MAN
• UM OLHAR DO PARAÍSO
• DISTRITO 9
Esse formato com dez indicados não é novidade, pelo menos para os conhecedores da história do prêmio, que de 1928 à 1943, adotava esse formato. O argumento para ter voltado nos dias atuais foi a democratização do prêmio, o que é bobagem já que as outras categorias continuam com cinco indicados. Indo ao que interessa, a lista parece estar quase fechada, com grande vantagem para AVATAR, GUERRA AO TERROR, INVICTUS, e o surpreendente AMOR SEM ESCALAS que é fortíssimo candidato. NINE parece ter perdido a força, mas se manterá na lista, PRECIOSA, apesar do excelente trabalho de Lee Daniels, é um azarão, assim como BASTARDOS INGLÓRIOS de Quentin Tarantino. UP – ALTAS AVENTURAS e A SINGLE MAN só irão fazer número junto com EDUCAÇÃO. Pena UM OLHAR DO PARAÍSO ter perdido força, tem tudo para ser um grande filme. DISTRITO 9 é uma zebra que ronda a lista, apesar das excelente crítica.
MELHOR DIRETOR
• JAMES CAMERON – AVATAR
• JASON REITMAN – AMOR SEM ESCALAS
• CLINT EASTWOOD – INVICTUS
• KATHRYN BIGELOW – GUERRA AO TERROR
• QUENTIN TARANTINO – BASTARDOS INGLÓRIOS
TEM CHANCES
• LEE DANIEL - PRECIOSA
• NEILL BLOMKAMP – DISTRITO 9
• PETER JACKSON – UM OLHAR DO PARAÍSO
• ROB MARSHALL – NINE
• JOEL E ETHAN COHEN – A SERIOUS MAN
Entre os diretores, quatro vagas são certas com Eastwood (ainda mais depois de terem o preterido de forma ridícula ano passado). Reitman surpreendentemente favorito com sua direção inteligente. Bigelow, que fez o melhor gênero guerra desde O regate do soldado Ryan e disputará com seu ex-marido e diretor de Avatar, James Cameron, que pode destronar o seu Titanic nas bilheterias. A última vaga vai ser disputada até o dia 2 de fevereiro, Lee Daniel e Tarantino farão uma briga boa. Rob Marshall pode morrer na praia assim como Nine, e Blomkamp e Jackson seriam zebras.
MELHOR ATOR
• MORGAN FREEMAN – INVICTUS
• GEORGE CLOONEY – AMOR SEM ESCALAS
• JEFF BRIDGES – CRAZY HEARTH
• COLIN FIRTH – A SINGLE MAN
• DANIEL DAY-LEWIS – NINE
TEM CHANCES
• JEREMY RENNER – GUERRA AO TERROR
• TOBEY MAGUIRE – BROTHERS
• MICHAEL STUHLBARG – A SERIOUS MAN
• MATT DAMON – O DESINFORMANTE
• PHILIP SEYMOUR HOFFMAN – O NAVIO DO ROCK
Os nomes certos são os que dividirão o favoritismo para receber o prêmio. Morgan Freeman está impecável de Mandela no drama Invictus, e Clooney vem em alta na sensasão da temporada Amor sem escalas. Jeff Bridges, depois de quatro indicações, tem uma pitada de esperança com o seu decadente cantor country de Crazy Hearth. Colin Firth é uma incógnita, por se tratar de figurão de comédias romanticas que decidiu dar o ar da graça com um personagem “sério”. A vaga pendente ficará entre o jovem Jeremy Renner de Guerra ao terror e o eterno homen-aranha Tobey Maguire em seu melhor papel desde Garotos incríveis. Já Daniel Day-Lewis pode ser prejudicado pelo baixo rendimento de Nine, entretanto pode se favorecer pelo seu crédito com os votantes da Academia.
MELHOR ATRIZ
• CAREY MULLIGAN – EDUCAÇÃO
• MERYL STREEP – JULIE E JULIA
• GABOURNEY SIDIBE – PRECIOSA
• HELEN MIRREN – THE LAST STATION
• SANDRA BULLOCK – THE BLIND SIDE
TEM CHANCES
• EMILE BLUNT – THE YOUNG VICTORIA
• MARION COTILLARD – NINE
• HILARY SWANK – AMELIA
• PENELOPE CRUZ – ABRAÇOS PARTIDOS
• SAIORSE RONAN – UM OLHAR DO PARAÍSO
Carey Mulligan, Educação, chega credenciada pelo seu sucesso em Cannes, será o nome certo da lista junto com a debutante Gabourney Sidibe por Preciosa, e também Meryl Streep, que receberá sua 16ª indicação (recorde absoluto) pelo simpático Julie e Julia. Helen Mirren tem tudo para confirmar a indicação pelo drama The Last Station, onde faz excelente atuação. O impasse fica por conta de Sandra Bullock, The Blind Side, e Emile Blunt em The Young Victoria. A veterana atriz nunca esteve tão bem, de acordo com as críticas, sendo então a melhor oportunidade da Academia lhe conceder uma indicação, e o que pesa para o lado de Blunt, é o fato de que quase todos os anos uma jovem atriz tem um lugar entre as indicadas. Dentre as outras que tem chances, Marion Cotillard em Nine, viu suas chances diminuirem junto com a popularidade do filme. Swank e Ronan correm por fora, sendo que a jovem atriz pode ser transferida para categoria de coadjuvante. Penelope Cruz, provavelmente será preterida devido à sua certa indicação de coadjuvante por Nine.
MELHOR ATOR COADJUVANTE
• MATT DAMON – INVICTUS
• CHRISTOPH WALTZ – BASTARDOS INGLÓRIOS
• CHRISTOPHER PLUMMER – THE LAST STATION
• WOODY HARRELSON – THE MESSENGER
• STANLEY TUCCI – UM OLHAR DO PARAÍSO
TEM CHANCES
• ROBERT DONWEY JR – O SOLISTA
• JUDD LAW – SHERLOCK HOLMES
• BILL NIGHY – NAVIO DO ROCK
É difícil que os indicados saim da linha do Globo de Ouro, Matt Damon voltará, depois de ser totalmente esquicido em Os Infiltrados(2007), como o capitão da seleção de Rugby Sulafricana em Invictus. Wood Harrelson, The Messenger, mostra que sabe ser versátil formando um excelente par com Samantha Morton. Os outros três carregam uma ponta de favoritismo por alguns motivos: Waltz caiu como uma luva no filme de Tarantino, por ter um bom sotaque, apesar de austríaco, soube incorporar de corpo e alma o personagem em Bastardos Inglórios. Plummer , pode economizar um Oscar honrário da Academia em The Last Station, e Tucci pode dar segmento aos sociopatas “ganhadores de Oscar”. Qualquer outro nome será uma mera zebra, apesar de bons atores estarem nesta corrida por fora.
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
• JULIANNE MOORE – A SINGLE MAN
• VERA FARMIGA – AMOR SEM ESCALAS
• MO'NIQUE – PRECIOSA
• PENELOPE CRUZ – NINE
• SAMANTHA MORTON – THE MESSENGER
TEM CHANCES
• KATHY BATES – ACONTECEU EM WOODSTOCK
• DIANE KRUGGER – BASTARDOS INGLÓRIOS
• ANNA KENDRICK – AMOR SEM ESCALAS
· SUSAN SARANDON – UM OLHAR DO PARAÍSO
A indicação de Mo’nique é certa, já que sua presença em todas as premiações é constante, devido ao seu belo trabalho em Preciosa. Julianne Moore voltará ao circuito de indicações depois de seguidos filmes sem destaque, agora ao lado de Colin Firth em A Single Man, marcará presença. Vera Farmiga vencerá a queda de braço com Kendrick, que atua ao seu lado na sensação da temporada Amor Sem Escalas. Penélope Cruz deixará de lado a indicação na categoria de atriz principal e ficará com na de coadjuvante salvando Nine. Morton disputará com Diane Krugger a última vaga, sendo bem provável que consiga. Susan Sarandon ficará na expectativa, enquanto Bathes e Stauton dependerão de um milagre.
ROTEIRO ORIGINAL
• BASTARDOS INGLÓRIOS – QUENTIN TARANTINO
• UP- ALTAS AVENTURAS -
• A SERIOUS MAN – JOEL E ETHAN COHEN
• 500 DIAS COM ELA -
• AVATAR – JAMES CAMERON E
TEM CHANCES
• A BRIGTH STAR -
• A SINGLE MAN -
• ABRAÇOS PARTIDOS – PEDRO ALMODÓVAR
• DISTRITO 9 – NEIL BLOMKAMP E TERI TATCHELL
O roteiro de Cameron é bem mais interessante e inteligente do que parece, e como todos os anos a comédia terá um representante com o simpático 500 Dias com Ela. O humor negro de A Serious Man trará a única indicação do longa dos Irmãos Cohen. Tarantino e o seu brilhante e violento Bastardos Inglórios, entrará e como um dos favoritos. Up – Altas Aventuras fechará a lista sendo talvez o mais emocionante deles.
ROTEIRO ADAPTADO
• EDUCAÇÃO -
• UM OLHAR DO PARAÍSO – PETER JACKSON, PHILIPA BOYENS E FRAN WALSH
• THE ROAD -
• PRECIOSA -
• AMOR SEM ESCALAS – JASON REITMAN E SHELDON TURNER
TEM CHANCES
• INVICTUS -
• O FANTÁSTICO SR. RAPOSO -
• ACONTECEU EM WOODSTOCK -
• THE LAST STATION -
• NINE – ROB MARSHALL
O trio de ouro, vencedor do Oscar por O Senhor dos Anéis – O retorno do rei faz um excelente trabalho em Um olhar do paraíso onde a polêmica em relação à impunidade é a tônica. Amor Sem Escalas é certo de conseguir uma vaga devido à maliciosa sutileza de Reitman. Preciosa trabalha com uma realidade surreal, portanto um dos roteiros mais fortes da disputa. O cenário pós-apocalíptico de The Road, levará novamente uma obra de Comarck McCarthy, Onde Os Fracos Não Têm Vez, à lista da premiação.
FILME DE ANIMAÇÃO
• UP- ALTAS AVENTURAS
• O FANTÁSTICO SR. RAPOSO
• 9 – A SALVAÇÃO
• A PRINCESA E O SAPO
• CORALINE
TEM CHANCES
• TÁ CHOVENDO HAMBÚRGUER
• MONSTROS VS. ALIENÍGENAS
• A ERA DO GELO 3
· ASTRO BOY
Uma das categorias que mais cresceu nos últimos anos, estará mais disputada do nunca, com o favoritismo de Up – Altas Aventuras, mas os seus maiores adversários serão o divertido Coraline e O Fantástico Sr. Raposo. Entretanto a nova fórmula de contos de fadas proposto pela Disney em A Princesa e o Sapo, que traz uma princesa negra como protagonista, além de ter chances, representará os desenhos animados. 9 – A salvação é uma incógnita, mas aparecerá na lista.
• AVATAR
• INVICTUS
• PRECIOSA
• NINE
• GUERRA AO TERROR
• AMOR SEM ESCALAS
• UP – ALTAS AVENTURAS
• EDUCAÇÃO
• A SINGLE MAN
• BASTARDOS INGLÓRIOS
TEM CHANCES
• ACONTECEU EM WOODSTOCK
• THE MESSENGER
• A SERIOUS MAN
• UM OLHAR DO PARAÍSO
• DISTRITO 9
Esse formato com dez indicados não é novidade, pelo menos para os conhecedores da história do prêmio, que de 1928 à 1943, adotava esse formato. O argumento para ter voltado nos dias atuais foi a democratização do prêmio, o que é bobagem já que as outras categorias continuam com cinco indicados. Indo ao que interessa, a lista parece estar quase fechada, com grande vantagem para AVATAR, GUERRA AO TERROR, INVICTUS, e o surpreendente AMOR SEM ESCALAS que é fortíssimo candidato. NINE parece ter perdido a força, mas se manterá na lista, PRECIOSA, apesar do excelente trabalho de Lee Daniels, é um azarão, assim como BASTARDOS INGLÓRIOS de Quentin Tarantino. UP – ALTAS AVENTURAS e A SINGLE MAN só irão fazer número junto com EDUCAÇÃO. Pena UM OLHAR DO PARAÍSO ter perdido força, tem tudo para ser um grande filme. DISTRITO 9 é uma zebra que ronda a lista, apesar das excelente crítica.
MELHOR DIRETOR
• JAMES CAMERON – AVATAR
• JASON REITMAN – AMOR SEM ESCALAS
• CLINT EASTWOOD – INVICTUS
• KATHRYN BIGELOW – GUERRA AO TERROR
• QUENTIN TARANTINO – BASTARDOS INGLÓRIOS
TEM CHANCES
• LEE DANIEL - PRECIOSA
• NEILL BLOMKAMP – DISTRITO 9
• PETER JACKSON – UM OLHAR DO PARAÍSO
• ROB MARSHALL – NINE
• JOEL E ETHAN COHEN – A SERIOUS MAN
Entre os diretores, quatro vagas são certas com Eastwood (ainda mais depois de terem o preterido de forma ridícula ano passado). Reitman surpreendentemente favorito com sua direção inteligente. Bigelow, que fez o melhor gênero guerra desde O regate do soldado Ryan e disputará com seu ex-marido e diretor de Avatar, James Cameron, que pode destronar o seu Titanic nas bilheterias. A última vaga vai ser disputada até o dia 2 de fevereiro, Lee Daniel e Tarantino farão uma briga boa. Rob Marshall pode morrer na praia assim como Nine, e Blomkamp e Jackson seriam zebras.
MELHOR ATOR
• MORGAN FREEMAN – INVICTUS
• GEORGE CLOONEY – AMOR SEM ESCALAS
• JEFF BRIDGES – CRAZY HEARTH
• COLIN FIRTH – A SINGLE MAN
• DANIEL DAY-LEWIS – NINE
TEM CHANCES
• JEREMY RENNER – GUERRA AO TERROR
• TOBEY MAGUIRE – BROTHERS
• MICHAEL STUHLBARG – A SERIOUS MAN
• MATT DAMON – O DESINFORMANTE
• PHILIP SEYMOUR HOFFMAN – O NAVIO DO ROCK
Os nomes certos são os que dividirão o favoritismo para receber o prêmio. Morgan Freeman está impecável de Mandela no drama Invictus, e Clooney vem em alta na sensasão da temporada Amor sem escalas. Jeff Bridges, depois de quatro indicações, tem uma pitada de esperança com o seu decadente cantor country de Crazy Hearth. Colin Firth é uma incógnita, por se tratar de figurão de comédias romanticas que decidiu dar o ar da graça com um personagem “sério”. A vaga pendente ficará entre o jovem Jeremy Renner de Guerra ao terror e o eterno homen-aranha Tobey Maguire em seu melhor papel desde Garotos incríveis. Já Daniel Day-Lewis pode ser prejudicado pelo baixo rendimento de Nine, entretanto pode se favorecer pelo seu crédito com os votantes da Academia.
MELHOR ATRIZ
• CAREY MULLIGAN – EDUCAÇÃO
• MERYL STREEP – JULIE E JULIA
• GABOURNEY SIDIBE – PRECIOSA
• HELEN MIRREN – THE LAST STATION
• SANDRA BULLOCK – THE BLIND SIDE
TEM CHANCES
• EMILE BLUNT – THE YOUNG VICTORIA
• MARION COTILLARD – NINE
• HILARY SWANK – AMELIA
• PENELOPE CRUZ – ABRAÇOS PARTIDOS
• SAIORSE RONAN – UM OLHAR DO PARAÍSO
Carey Mulligan, Educação, chega credenciada pelo seu sucesso em Cannes, será o nome certo da lista junto com a debutante Gabourney Sidibe por Preciosa, e também Meryl Streep, que receberá sua 16ª indicação (recorde absoluto) pelo simpático Julie e Julia. Helen Mirren tem tudo para confirmar a indicação pelo drama The Last Station, onde faz excelente atuação. O impasse fica por conta de Sandra Bullock, The Blind Side, e Emile Blunt em The Young Victoria. A veterana atriz nunca esteve tão bem, de acordo com as críticas, sendo então a melhor oportunidade da Academia lhe conceder uma indicação, e o que pesa para o lado de Blunt, é o fato de que quase todos os anos uma jovem atriz tem um lugar entre as indicadas. Dentre as outras que tem chances, Marion Cotillard em Nine, viu suas chances diminuirem junto com a popularidade do filme. Swank e Ronan correm por fora, sendo que a jovem atriz pode ser transferida para categoria de coadjuvante. Penelope Cruz, provavelmente será preterida devido à sua certa indicação de coadjuvante por Nine.
MELHOR ATOR COADJUVANTE
• MATT DAMON – INVICTUS
• CHRISTOPH WALTZ – BASTARDOS INGLÓRIOS
• CHRISTOPHER PLUMMER – THE LAST STATION
• WOODY HARRELSON – THE MESSENGER
• STANLEY TUCCI – UM OLHAR DO PARAÍSO
TEM CHANCES
• ROBERT DONWEY JR – O SOLISTA
• JUDD LAW – SHERLOCK HOLMES
• BILL NIGHY – NAVIO DO ROCK
É difícil que os indicados saim da linha do Globo de Ouro, Matt Damon voltará, depois de ser totalmente esquicido em Os Infiltrados(2007), como o capitão da seleção de Rugby Sulafricana em Invictus. Wood Harrelson, The Messenger, mostra que sabe ser versátil formando um excelente par com Samantha Morton. Os outros três carregam uma ponta de favoritismo por alguns motivos: Waltz caiu como uma luva no filme de Tarantino, por ter um bom sotaque, apesar de austríaco, soube incorporar de corpo e alma o personagem em Bastardos Inglórios. Plummer , pode economizar um Oscar honrário da Academia em The Last Station, e Tucci pode dar segmento aos sociopatas “ganhadores de Oscar”. Qualquer outro nome será uma mera zebra, apesar de bons atores estarem nesta corrida por fora.
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
• JULIANNE MOORE – A SINGLE MAN
• VERA FARMIGA – AMOR SEM ESCALAS
• MO'NIQUE – PRECIOSA
• PENELOPE CRUZ – NINE
• SAMANTHA MORTON – THE MESSENGER
TEM CHANCES
• KATHY BATES – ACONTECEU EM WOODSTOCK
• DIANE KRUGGER – BASTARDOS INGLÓRIOS
• ANNA KENDRICK – AMOR SEM ESCALAS
· SUSAN SARANDON – UM OLHAR DO PARAÍSO
A indicação de Mo’nique é certa, já que sua presença em todas as premiações é constante, devido ao seu belo trabalho em Preciosa. Julianne Moore voltará ao circuito de indicações depois de seguidos filmes sem destaque, agora ao lado de Colin Firth em A Single Man, marcará presença. Vera Farmiga vencerá a queda de braço com Kendrick, que atua ao seu lado na sensação da temporada Amor Sem Escalas. Penélope Cruz deixará de lado a indicação na categoria de atriz principal e ficará com na de coadjuvante salvando Nine. Morton disputará com Diane Krugger a última vaga, sendo bem provável que consiga. Susan Sarandon ficará na expectativa, enquanto Bathes e Stauton dependerão de um milagre.
ROTEIRO ORIGINAL
• BASTARDOS INGLÓRIOS – QUENTIN TARANTINO
• UP- ALTAS AVENTURAS -
• A SERIOUS MAN – JOEL E ETHAN COHEN
• 500 DIAS COM ELA -
• AVATAR – JAMES CAMERON E
TEM CHANCES
• A BRIGTH STAR -
• A SINGLE MAN -
• ABRAÇOS PARTIDOS – PEDRO ALMODÓVAR
• DISTRITO 9 – NEIL BLOMKAMP E TERI TATCHELL
O roteiro de Cameron é bem mais interessante e inteligente do que parece, e como todos os anos a comédia terá um representante com o simpático 500 Dias com Ela. O humor negro de A Serious Man trará a única indicação do longa dos Irmãos Cohen. Tarantino e o seu brilhante e violento Bastardos Inglórios, entrará e como um dos favoritos. Up – Altas Aventuras fechará a lista sendo talvez o mais emocionante deles.
ROTEIRO ADAPTADO
• EDUCAÇÃO -
• UM OLHAR DO PARAÍSO – PETER JACKSON, PHILIPA BOYENS E FRAN WALSH
• THE ROAD -
• PRECIOSA -
• AMOR SEM ESCALAS – JASON REITMAN E SHELDON TURNER
TEM CHANCES
• INVICTUS -
• O FANTÁSTICO SR. RAPOSO -
• ACONTECEU EM WOODSTOCK -
• THE LAST STATION -
• NINE – ROB MARSHALL
O trio de ouro, vencedor do Oscar por O Senhor dos Anéis – O retorno do rei faz um excelente trabalho em Um olhar do paraíso onde a polêmica em relação à impunidade é a tônica. Amor Sem Escalas é certo de conseguir uma vaga devido à maliciosa sutileza de Reitman. Preciosa trabalha com uma realidade surreal, portanto um dos roteiros mais fortes da disputa. O cenário pós-apocalíptico de The Road, levará novamente uma obra de Comarck McCarthy, Onde Os Fracos Não Têm Vez, à lista da premiação.
FILME DE ANIMAÇÃO
• UP- ALTAS AVENTURAS
• O FANTÁSTICO SR. RAPOSO
• 9 – A SALVAÇÃO
• A PRINCESA E O SAPO
• CORALINE
TEM CHANCES
• TÁ CHOVENDO HAMBÚRGUER
• MONSTROS VS. ALIENÍGENAS
• A ERA DO GELO 3
· ASTRO BOY
Uma das categorias que mais cresceu nos últimos anos, estará mais disputada do nunca, com o favoritismo de Up – Altas Aventuras, mas os seus maiores adversários serão o divertido Coraline e O Fantástico Sr. Raposo. Entretanto a nova fórmula de contos de fadas proposto pela Disney em A Princesa e o Sapo, que traz uma princesa negra como protagonista, além de ter chances, representará os desenhos animados. 9 – A salvação é uma incógnita, mas aparecerá na lista.
sábado, 28 de novembro de 2009
kate e Cate
Consideradas por muitos como as melhores atrizes da atualidade, Kate Winslet e Cate Blanchet a cada ano provam que não exagero nessa exaltação. Ambas apresentam a versatilidade e sobriedade que compõe um bom profissional, e isso tudo sem deixar que seus egos inflem.
Muitos a criticaram e tentaram diminuir sua esplêndida atuação em O Leitor (2008), acusaram-na de ter sido superficial e ter exagerado na nudez, porém as línguas se queimaram e tiveram que vê-la subir, pela primeira vez, no palco da noite de gala da Academia para receber a merecida estatueta, a qual poderia ter perdido apenas para ela mesma em Foi apenas um sonho (2008), filme em que assombrosamente atirou por terra a ilusão que era a sociedade americana perfeita e feliz de meados do século xx, e absurdamente não recebeu indicação ao prêmio. Em 2008, provou seu talento mostrando versatilidade nos dois papéis, variando atitudes, humores e expressões como alguém que experimenta roupas frente a um espelho. Entretanto, quem acompanha seu trabalho não se espantou devido à sua franca evolução atuando, desde a jovem devaneadora e malvada de Almas Gêmeas (1994), filme de Peter Jackson que a projetou, passando pelas delicadas e apaixonadas em Razão e Sensibilidade (1995), e Titanic (1997), incorporando interessantes e ousadas em Os contos proibidos do Marquês de Sade (1999), Brilho eterno de uma mente sem lembranças (2003) e Pecados Íntimos (2006), até culminar em suas melancólicas e sofredoras nos dois últimos já citados. A cada uma delas dando um detalhe peculiar, e fazendo-nos esquecer, no momento em que a assistimos, qualquer outra personagem que tenha interpretado.
Já Blanchet, teve sua ascensão decretada em Elizabeth (1998), onde dá vida a duas rainhas distintas, a apaixonada camponesa de olhar angelical e a cruel monarca capaz de tudo para manter o reino sob controle. Desde então é uma das mais requisitadas em Hollywood, disputada ferrenhamente por diretores e produtores com roteiros em baixo do braço. Entretanto ela gosta de desafios, tanto que depois de interpretar a primeira-dama do cinema Katharine Hepburn (O Aviador, 2005), que lhe rendeu o Oscar de coadjuvante, ela “exagerou”! Em um elenco que contava com atores talentosos como Christian Bale e Heath Ledger, e experientes como Richard Gere, Blanchet foi a que melhor transmitiu a obscuridade pragmática do cantor Bob Dylan em Não estou lá (2007). Espera aí, ela não é uma mulher? Sim, a mulher superou os marmanjos estarrecendo o público e a crítica, provando que não era por acaso sua dupla indicação naquele ano (atriz coadjuvante em Não estou lá, atriz em Elizabeth: a era de ouro).
Por isso, elas disputam o posto de nova musa do cinema, que por anos pertenceu à fabulosa Katharine Hepburn, vencedora de quatro Oscar, além de inúmeros outros prêmios e indicações, e foi, logo após sua “partida”, assumido por Meryl Streep, que já coleciona quinze indicações e dois prêmios da Academia, sempre com a mesma virilidade e talento. Agora, chegou a hora da nova musa, que independentemente da grafia (Kate ou Cate), responderá pelo mesmo nome.
Muitos a criticaram e tentaram diminuir sua esplêndida atuação em O Leitor (2008), acusaram-na de ter sido superficial e ter exagerado na nudez, porém as línguas se queimaram e tiveram que vê-la subir, pela primeira vez, no palco da noite de gala da Academia para receber a merecida estatueta, a qual poderia ter perdido apenas para ela mesma em Foi apenas um sonho (2008), filme em que assombrosamente atirou por terra a ilusão que era a sociedade americana perfeita e feliz de meados do século xx, e absurdamente não recebeu indicação ao prêmio. Em 2008, provou seu talento mostrando versatilidade nos dois papéis, variando atitudes, humores e expressões como alguém que experimenta roupas frente a um espelho. Entretanto, quem acompanha seu trabalho não se espantou devido à sua franca evolução atuando, desde a jovem devaneadora e malvada de Almas Gêmeas (1994), filme de Peter Jackson que a projetou, passando pelas delicadas e apaixonadas em Razão e Sensibilidade (1995), e Titanic (1997), incorporando interessantes e ousadas em Os contos proibidos do Marquês de Sade (1999), Brilho eterno de uma mente sem lembranças (2003) e Pecados Íntimos (2006), até culminar em suas melancólicas e sofredoras nos dois últimos já citados. A cada uma delas dando um detalhe peculiar, e fazendo-nos esquecer, no momento em que a assistimos, qualquer outra personagem que tenha interpretado.
Já Blanchet, teve sua ascensão decretada em Elizabeth (1998), onde dá vida a duas rainhas distintas, a apaixonada camponesa de olhar angelical e a cruel monarca capaz de tudo para manter o reino sob controle. Desde então é uma das mais requisitadas em Hollywood, disputada ferrenhamente por diretores e produtores com roteiros em baixo do braço. Entretanto ela gosta de desafios, tanto que depois de interpretar a primeira-dama do cinema Katharine Hepburn (O Aviador, 2005), que lhe rendeu o Oscar de coadjuvante, ela “exagerou”! Em um elenco que contava com atores talentosos como Christian Bale e Heath Ledger, e experientes como Richard Gere, Blanchet foi a que melhor transmitiu a obscuridade pragmática do cantor Bob Dylan em Não estou lá (2007). Espera aí, ela não é uma mulher? Sim, a mulher superou os marmanjos estarrecendo o público e a crítica, provando que não era por acaso sua dupla indicação naquele ano (atriz coadjuvante em Não estou lá, atriz em Elizabeth: a era de ouro).
Por isso, elas disputam o posto de nova musa do cinema, que por anos pertenceu à fabulosa Katharine Hepburn, vencedora de quatro Oscar, além de inúmeros outros prêmios e indicações, e foi, logo após sua “partida”, assumido por Meryl Streep, que já coleciona quinze indicações e dois prêmios da Academia, sempre com a mesma virilidade e talento. Agora, chegou a hora da nova musa, que independentemente da grafia (Kate ou Cate), responderá pelo mesmo nome.
BATMAN - O CAVALEIRO DAS TREVAS
O desafio de Chris Nolan era a de iniciar uma nova era do homem-morcego nos cinemas, e assim o fez com o bom, porém contestado, Batman begins (2005), que devido ser um filme transitório, mostrou algumas deficiências, tais como ocorreram nos anteriores, principalmente na parte técnica. A ansiedade de mostrar o novo Batman fez com que só se preocupasse com o roteiro, isto é, o início da saga, deixando a desejar na construção do ambiente sombrio que caracteriza o contexto do personagem. Porém Nolan deu de ombros às críticas e encarou o maior desafio que foi inserir o vilão caótico Coringa, pois sabia que tinha de ser algo diferente do palhaço de maquiagem irretocável e excessivamente biruta, magnanimamente interpretado por Jack Nicholson. Começou dando uma nova configuração ao personagem, que passou a ser um sóciopata sedento pelo caos e tentando submeter a todos à desesperança que o assombrou em sua infância. Heath Ledger conseguiu incorporar o estado de anormalidade mental do vilão, irreconhecível o ator teve uma fusão com o personagem, a veracidade das maldades chega a amedrontar! Tanto que se o compararmos a Aanton Chigurgh (Javier Bardem, Onde os fracos não têm vez, 2007), outro malvado assustador, esse não passaria de um de seus capangas, mais mal-humorado e de cabelo ridículo. O brilhantismo do roteiro, muito bem adaptado por sinal, se deve ao fato de encontrarmos um Batman que necessita de ajuda, um mero ser humano que tem a seu favor apenas a vontade de ajudar os desamparados e bilhões de dólares na conta para bancar seus acessórios hi-tech. O elenco base foi mantido, só que Aaron Eckart deu uma grande contribuição ao dar vida ao intrépido Harvey Dent, pois soube dar a devida característica a cada uma de suas facetas. A parte técnica foi de fazer inveja a qualquer um, a alegre Chicago se tornou a sombria Gothan, as cenas de ação não se tornaram cansativas por terem, na maioria, sido filmadas em tamanho real, sem a quebra de sequência que chateia os olhos. Enfim o longa de Nolan se tornou a melhor adaptação de quadrinhos que o cinema já viu, suas oito indicações ao Oscar não me deixam mentir (recorde entre as adaptações de quadrinhos). Há de se lamentar apenas a morte do talentoso Ledger, que nem pode apreciar seu maravilhoso trabalho e nem ver seu Coringa se tornar o maior vilão que se tem notícia desde os primórdios da sétima arte, e também, o preconceito da Academia que não indicou o filme e nem o diretor para os prêmios principais.
THE DARK KNIGTH, 2008, Christopher Nolan, Com: Christian Bale, Gary Oldman, Michael Caine, Morgan Freeman, Maggie Gyllenhall, Aaron Eckart e Heath Ledger .
THE DARK KNIGTH, 2008, Christopher Nolan, Com: Christian Bale, Gary Oldman, Michael Caine, Morgan Freeman, Maggie Gyllenhall, Aaron Eckart e Heath Ledger .
Forrest Gump: o marco do cinema contemporâneo
Parte ll : da técnica primorosa
Quando se fala em filmes tecnicamente perfeitos, nos vem à cabeça O Senhor dos anéis (2001), A Lista de Schindler (1993), O Resgate do soldado Ryan (1998), por exemplo, e sem dúvidas correspondem à citação. Porém o que pouca gente sabe é que Forrest Gump – o contador de histórias, foi concebido com diversos e primorosos recursos técnicos, que eram de suma importância para o desenvolvimento do enredo, já que Forrest teria de ser inserido em alguns acontecimentos históricos.
Assim como fez em Uma cilada para Roger Rabbit (1989), no qual o diretor “brincou” com os recursos visuais ao colocar em mesmo plano, animações e seres humanos, Zemeckis transporta Forrest para dentro de acontecimentos reais. Para tal feito usou filmagens originais, onde conseguiu colocar o simpático idiota no escândalo de Watergate, cumprimentando Richard Nixon, e em um talk show dividindo as atenções com John Lenon.
A fotografia é impecável, pois deixou as cenas em excelente sintonia com o texto, ficando mais dramáticas e menos melancólicas, e não deixando que a sensibilidade e ternura das personagens caíssem no piegas. A direção de arte exigiu um intenso estudo, pois o filme se desenrola em três décadas, mas para os diretores de arte Leslie McDonald e William James Teegarden isso parece não ter sido um bicho de sete cabeças, pois com lucidez construiu todos os ambientes que exigiu o roteiro e sem deixar furos. Nos leva ao Vietnã tropical e chuvoso em clima de guerra (podendo destacar também a ótimo trabalho dos editores e mixadores de som, nas cenas de batalha), passando pela época “Paz e Amor” dos hippies com sua moda espalhafatosa (figurino, maravilhoso), chegando ainda ao ambiente litorâneo dos pescadores de camarão. Quando chegamos ao tempo atual (do filme, anos 80) temos a certeza de ter vivido em todas aquelas gerações e acompanhado todos aqueles acontecimentos. Um detalhe brilhante se dá na cena em que Jennie toca violão em uma esquina, onde percebemos (ou os cinéfilos de plantão percebem) que no cinema ao fundo, bem atrás dos figurantes, há um cartaz do filme O bebê de Rosemary (1963), o que nos situa no tempo de uma forma genial e subjetiva.
Porém, mesmo carregado desses recursos técnicos, eles não nos berram aos olhos com monstros, explosões ou ambientes futuristas. Nos são passados de forma sutil, fazendo tais recursos passarem quase imperceptíveis ao público.
Quando se fala em filmes tecnicamente perfeitos, nos vem à cabeça O Senhor dos anéis (2001), A Lista de Schindler (1993), O Resgate do soldado Ryan (1998), por exemplo, e sem dúvidas correspondem à citação. Porém o que pouca gente sabe é que Forrest Gump – o contador de histórias, foi concebido com diversos e primorosos recursos técnicos, que eram de suma importância para o desenvolvimento do enredo, já que Forrest teria de ser inserido em alguns acontecimentos históricos.
Assim como fez em Uma cilada para Roger Rabbit (1989), no qual o diretor “brincou” com os recursos visuais ao colocar em mesmo plano, animações e seres humanos, Zemeckis transporta Forrest para dentro de acontecimentos reais. Para tal feito usou filmagens originais, onde conseguiu colocar o simpático idiota no escândalo de Watergate, cumprimentando Richard Nixon, e em um talk show dividindo as atenções com John Lenon.
A fotografia é impecável, pois deixou as cenas em excelente sintonia com o texto, ficando mais dramáticas e menos melancólicas, e não deixando que a sensibilidade e ternura das personagens caíssem no piegas. A direção de arte exigiu um intenso estudo, pois o filme se desenrola em três décadas, mas para os diretores de arte Leslie McDonald e William James Teegarden isso parece não ter sido um bicho de sete cabeças, pois com lucidez construiu todos os ambientes que exigiu o roteiro e sem deixar furos. Nos leva ao Vietnã tropical e chuvoso em clima de guerra (podendo destacar também a ótimo trabalho dos editores e mixadores de som, nas cenas de batalha), passando pela época “Paz e Amor” dos hippies com sua moda espalhafatosa (figurino, maravilhoso), chegando ainda ao ambiente litorâneo dos pescadores de camarão. Quando chegamos ao tempo atual (do filme, anos 80) temos a certeza de ter vivido em todas aquelas gerações e acompanhado todos aqueles acontecimentos. Um detalhe brilhante se dá na cena em que Jennie toca violão em uma esquina, onde percebemos (ou os cinéfilos de plantão percebem) que no cinema ao fundo, bem atrás dos figurantes, há um cartaz do filme O bebê de Rosemary (1963), o que nos situa no tempo de uma forma genial e subjetiva.
Porém, mesmo carregado desses recursos técnicos, eles não nos berram aos olhos com monstros, explosões ou ambientes futuristas. Nos são passados de forma sutil, fazendo tais recursos passarem quase imperceptíveis ao público.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
FORREST GUMP:O MARCO DO CINEMA CONTEPORÂNEO
Alguns fatos apresentarei com o intuito de provar que FORREST GUMP:O CONTADOR DE HISTÓRIAS se tornou um marco do cinema das ultimas duas decadas, que mesmo recheada de superproduções, tais como TITANIC(1997), O PACIENTE INGLÊS(1996), O SENHOR DOS ANÉIS(2001) e A LISTA DE SCHINDLER(1993), por exemplo, o filme de Zemeckis é o mais completo por ter as duas peças chave de um bom filme em perfeita sincronia: roteiro e técnicas de filmagem.
PARTE I: DO ROTEIRO BRILHANTE.
Todo o contexto se desenvolve sobre o amor que Forrest tem por Jeannie, e a partir daí passa a ser contagiante, pois em sua busca pela reciprocidade do amor da moça, tenta a todo custo provar que é capaz de amar, se embreando em diversas situações que vão da Guerra do Vietnã à pesca de camarão, encontrando e ensinando a muitas pessoas que amar incondicionamente não depende de beleza, capacidade física ou bens fúteis de consumo, basta apenas que ame. Bens de consumo, fama e dinheiro ele conquistou involuntariamente, porém às ignorou sublimemente. Seria pelo seu déficit de Q.I? ou seria que os imbecís são a maioria que dá valor a estes tais bens?Uma outra grande questão que nos cabe reflexão. Porém, o que nos consta é que Forrest passou por algumas gerações e em todas deixou algum ensinamento, mesmo sendo subjetivo e agindo de forma espontânea e ingênua. Seria Forrest mais um Messias tentando pregar o amor? Não se sabe, o que se percebe é que o surrealismo real de Forrest Gump dá a todo ponto de vista, seja do cético ou do crente, que só o amor é capaz de superar todo tipo de provações que nos são impostas.
Embora todo esse apelo, o filme encontra resistência, sicranos afirmam que em se tratando de amor, uma história irreal como a de Forrest não serve como ponto de reflexão. Entretanto, como refletir através da realidade que nos assola? Intolerância, desrespeito, ódio, isso sim não nos serve de nada.
Por isso, este roteiro adaptado da maravilhosa obra de Winston Groom por Eric Roth, se tornou um fenômeno de público e crítica, cativando adultos e crianças de todas as partes do mundo.
PARTE I: DO ROTEIRO BRILHANTE.
Todo o contexto se desenvolve sobre o amor que Forrest tem por Jeannie, e a partir daí passa a ser contagiante, pois em sua busca pela reciprocidade do amor da moça, tenta a todo custo provar que é capaz de amar, se embreando em diversas situações que vão da Guerra do Vietnã à pesca de camarão, encontrando e ensinando a muitas pessoas que amar incondicionamente não depende de beleza, capacidade física ou bens fúteis de consumo, basta apenas que ame. Bens de consumo, fama e dinheiro ele conquistou involuntariamente, porém às ignorou sublimemente. Seria pelo seu déficit de Q.I? ou seria que os imbecís são a maioria que dá valor a estes tais bens?Uma outra grande questão que nos cabe reflexão. Porém, o que nos consta é que Forrest passou por algumas gerações e em todas deixou algum ensinamento, mesmo sendo subjetivo e agindo de forma espontânea e ingênua. Seria Forrest mais um Messias tentando pregar o amor? Não se sabe, o que se percebe é que o surrealismo real de Forrest Gump dá a todo ponto de vista, seja do cético ou do crente, que só o amor é capaz de superar todo tipo de provações que nos são impostas.
Embora todo esse apelo, o filme encontra resistência, sicranos afirmam que em se tratando de amor, uma história irreal como a de Forrest não serve como ponto de reflexão. Entretanto, como refletir através da realidade que nos assola? Intolerância, desrespeito, ódio, isso sim não nos serve de nada.
Por isso, este roteiro adaptado da maravilhosa obra de Winston Groom por Eric Roth, se tornou um fenômeno de público e crítica, cativando adultos e crianças de todas as partes do mundo.
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